segunda-feira, 31 de outubro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Carrasco do Medo - Chris Carter [Opinião]

Título: O Carrasco do Medo
Autor: Chris Carter
Editor: TopSeller
Páginas: 416

Sinopse:
Imagine o seu pior medo… e depois conheça o seu pior pesadelo. Quando a Unidade Especial de Homicídios da Polícia de Los Angeles é enviada a uma pequena igreja da cidade, depara-se com um cenário no mínimo aterrador. O padre foi decapitado, o seu corpo dilacerado, e no seu peito lê-se ainda o número 3 desenhado a sangue. A violência é impiedosa e nada parece fazer grande sentido neste crime horrendo. Perante este quadro macabro, o detetive Robert Hunter e o seu parceiro acreditam que se trata de um crime ligado a algum ritual religioso. Mas a investigação parece não avançar e as respostas não surgem. E à medida que mais corpos e crimes são revelados, o pavor espalha-se por toda a cidade. O que une realmente estes crimes, para além do terror e brutalidade de todas as mortes resultarem dos seus maiores medos? Será este o maior desafio de Robert Hunter? E será que não ter respostas é o seu maior pesadelo?

A minha opinião: 
A sinopse de O Carrasco do Medo saltou-me à vista e quis logo pegar nele. Não li o primeiro livro de Chris Carter, mas nem isso me fez demover de ler o seu segundo livro publicado em Portugal, pela Topseller. 

A violência é o prato principal de O Carrasco do Medo. Começa pelo assassinato de um padre com requintes que excedem o impensável. O padre, querido pela comunidade, é decapitado e, no lugar da sua cabeça, está uma cabeça de cão. 

O detective chamado para a cena do crime já é conhecido dos leitores por ter aparecido no primeiro livro do autor de origem brasileira, mas para os estreantes como eu foi uma excelente surpresa. Gostei bastante de Hunter que mostra, e prova, ser um detective inteligente, com uma cultura geral acima da média, e com quem é fácil trabalhar. 

A vida pessoal, como a maior parte dos detectives que se dedicam de corpo inteiro ao trabalho em policiais do género é um desastre total. 

À medida em que a história avança os crimes não diminuem e a atrocidade em que eles são cometidos também não, levando a crer que o assassino em série tem um objectivo bem definido desde o início. 

A crueldade das mortes e o sangue frio do assassino podem afectar os leitores mais sensíveis, mas para quem gosta do género este é um livro a não perder.