sábado, 3 de setembro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

«O Homem Que Escrevia Azulejos»: segundo romance de Álvaro Laborinho Lúcio retrata o poder – e o poder redentor da arte e do amor

Título: O Homem Que Escrevia Azulejos
Autor: Álvaro Laborinho Lúcio
Género: Literatura / Romance
N.º de páginas: 248
Data de lançamento: 16 de setembro
PVP: € 16,60

Segundo romance de Álvaro Laborinho Lúcio retrata o poder
– e o poder redentor da arte e do amor.
O Homem Que Escrevia Azulejos, segundo romance de Álvaro Laborinho Lúcio, chega às livrarias na sexta-feira, dia 16 de setembro – um retrato sublime do poder, e do poder redentor da arte e do amor.
Depois da sua estreia em ficção com O Chamador (2014) – também publicado pela Quetzal Editores e já na segunda edição –, Álvaro Laborinho Lúcio traz agora um romance que debate e ilumina algumas das grandes ideias do quotidiano contemporâneo, enquanto observa a falência das sociedades em que vivemos.
O Homem Que Escrevia Azulejos conta a história de dois homens (Marcel e Norberto) que atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção – e é nela que são clandestinos. A eles se juntam João Francisco e Otília, avô e neta, ambos na busca incessante do sublime, igualmente recusados pela realidade. Um homem que escrevia azulejos – que reencontrou a utopia e gostava da sátira – reparou neles e pintou-os com palavras.
«E o meu sonho renasceu. Estava ali o milagre para a sua realização. Eu continuava sem saber pintar, ou desenhar. Mas não precisava de pintar os azulejos. Podia muito bem escrevê-los. Escrever neles os sonhos da minha vida.
A trama, no conjunto final, teria sempre que ser mais do que a soma dos azulejos. E se fosse um romance? Talvez um romance satírico. O esmalte vidrado vem criar uma dúvida persistente, quando se pretende distinguir o que parece ser do que realmente é. Dúvida boa, esta, para inspirar a sátira.
Foi o que decidi fazer. Talvez seja essa a coisa importante que tenho para realizar na vida. Talvez, um dia, ainda venha a ser recordado como o homem que escrevia azulejos.»

Sinopse:
«A Cidade e a Montanha vigiam-se mutuamente, num jogo de espelhos e de contrários, numa geometria de centros e periferias, num enredo de poderes e de ocultações, onde muitas são as maneiras de viver a clandestinidade e muitas são as clandestinidades: escondidas, distantes; umas, vividas; outras, à vista de todos.
Dois homens, Marcel e Norberto, atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção, e é nela que são clandestinos. Com eles vêm encontrar-se João Francisco e Otília. Ele, violinista e professor de música, ela, a sua jovem neta, ambos na busca incessante do sublime, também eles recusados pela realidade.
Um homem que escrevia azulejos – que reencontrou a utopia e gostava da sátira – reparou neles e pintou-os com palavras.
O Homem Que Escrevia Azulejos, de Álvaro Laborinho Lúcio, debate e ilumina-se das grandes ideias da modernidade, enquanto observa, não sem algum detalhe pícaro, a falência das sociedades em que vivemos. Um romance culto e empenhado sobre o poder, e o poder redentor da arte e do amor.»

Sobre o autor:
Álvaro Laborinho Lúcio, mestre em Ciências Jurídico-civilísticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e magistrado de carreira, é juiz-conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De Janeiro de 1990 a Abril de 1996, exerceu, sucessivamente, as funções de secretário de Estado da Administração Judiciária, ministro da Justiça e deputado à Assembleia da República. Entre Março de 2003 e Março de 2006, ocupou o cargo de ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. Com intensa actividade cívica, é membro dirigente de várias associações, entre as quais se destacam a APAV e a CRESCER-SER, de que é sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas sobre temas ligados à justiça, ao direito, à educação, aos direitos humanos e à cidadania em geral, é autor de livros como A Justiça e os Justos, Palácio da Justiça, Educação, Arte e Cidadania, O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça – e, em co-autoria, Levante-se o Véu. Agraciado pelo rei de Espanha, com a Grã-Cruz da Ordem de S. Raimundo de Peñaforte, e pelo Presidente da República Portuguesa, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, é membro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, exercendo, actualmente, as funções de presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho.
Em 2014, publicou na Quetzal o seu primeiro livro de ficção com o título O Chamador.