terça-feira, 21 de junho de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

As Raparigas Esquecidas - Sara Blædel [Opinião]

Título: As Raparigas Esquecidas
Autor: Sara Blædel
N.º de Páginas: 304
PVP: 17,69€
Saída a 20 de junho

Sinopse
Através de uma narrativa envolvente, vertiginosa e de forte impacto emocional, Sara Blædel não deixa o leitor descansar enquanto não chegar ao fim do livro.
Numa floresta da Dinamarca, um guarda-florestal encontra o corpo de uma mulher. Marcada por uma cicatriz no rosto, a sua identificação deveria ser fácil, mas ninguém comunicou o seu desaparecimento e não existem registos acerca desta mulher.
Passaram-se quatro dias e a agente da polícia Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, continua sem qualquer pista. É então que decide publicar uma fotografia da misteriosa mulher. Os resultados não tardam. Agnete Eskildsen telefona para Louise afirmando reconhecer a mulher da fotografia, identificando-a como sendo Lisemette, uma das «raparigas esquecidas» de Eliselund, antiga instituição estatal para doentes mentais onde trabalhara anos antes.
Mas, quando Louise consulta os arquivos de Eliselund, descobre segredos terríveis, e a investigação ganha contornos perturbadores à medida que novos crimes são cometidos na mesma floresta.

A minha opinião: 
Desde ontem nas livrarias portuguesas As Raparigas Esquecidas veio parar às minhas mãos um pouco antes e, desde logo, quis pegar nele tal a vontade de o querer ler. A premissa de um bom policial estava patente na sinopse e, de facto, não desilude.

Talvez por ter lido há pouco O Guardião Invisível de Dolores Redondo estabeleci algumas semelhanças entre ambos os romances: mulheres detectives na frente da investigação com passados traumatizantes, mulheres que aparecem mortas em florestas e uma história alucinante que não desejamos parar de ler.

O corpo de uma mulher é encontrado numa floresta da Dinamarca. Mas o mais estranho de tudo é que ninguém comunica o seu desaparecimento. Felizmente, a cicatriz característica do seu rosto vai conseguir identificá-la e levar a uma história intrigante. Louise Rick, nova no Departamento de Pessoas Desaparecidas, juntamente com um parceiro um tanto ou quanto peculiar, Eik, vão descobrir um assassino forte e implacável, capaz dos atos mais macabros.

Ao longo da investigação vamos também perceber que a própria Louise tem um passado obscuro e mal resolvido. Pouco nos é revelado, talvez porque estamos a falar do 7.º livro da série, mas cuja curiosidade aguça ainda mais o apetite de quem ficou fã, como eu.

Com crimes hediondos, algumas personagens malignas, sem esquecer dose de romance q.b. As Raparigas Esquecidas tem tudo para proporcionar uma óptima leitura. Gostei da escrita, do enredo, do facto de, apesar de ter tentado adivinhar quem seria o assassino não ter conseguido chegar lá, e o querer saber mais em relação ao passado de Louise, que ficou em aberto. Assim como ao presente...

Ficarei a aguardar pelas restantes publicações da série.









2 marcadores:

Dora disse...

Outro policial nórdico daqueles que a gente gosta? ;)

Maria Manuel Magalhaes disse...

Não é tão bom como os outros, mas é uma boa leitura.