terça-feira, 8 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher - Chega a Portugal o livro que conta a história de Farida Khalaf: «A Rapariga que Derrotou o Estado Islâmico»

Título: A Rapariga que Derrotou o Estado Islâmico
Autor: Farida Khalaf com Andrea C. Hoffmann
N.º de páginas: 240
PVP: 15,90€

Lançado originalmente em fevereiro na Alemanha, chega a Portugal o livro que dá a conhecer ao mundo a história  de incrível coragem de Farida Khalaf, a jovem iazidi que após longos meses de cativeiro, espancamentos e violações, conseguiu libertar-se do terror jihadista.

A ASA escolheu a data de 8 de março, Dia Internacional da Mulher, para o lançamento em Portugal de A Rapariga que Derrotou o Estado Islâmico, o livro que conta a história real de Farida Khalaf, a jovem iazidi que foi raptada, vendida, espancada e violada às mãos do Estado Islâmico mas que, após várias tentativas de suicídio, decidiu lutar e conseguiu fugir. 
Hoje, com 19 anos e a viver como refugiada na Alemanha, Farida enfrenta uma nova batalha: o estigma da violação (na comunidade iazidi, uma mulher violada é ostracizada). Por não aceitar o silêncio imposto às vítimas, Farida decidiu falar em seu nome e no de todas as mulheres vítimas deste crime de guerra que é ainda um tabu penalizador. E com a colaboração da editora de política e especialista no Médio Oriente Andrea C. Hoffmann, escreveu este livro, um documento que revela ao mundo uma perspectiva sem precedentes sobre os horrores praticados pelo Estado Islâmico e que prova que a amizade e a vontade de viver são mais poderosos do que a barbárie.
Sobre o seu futuro, Farida Khalaf é categórica: Quando concluir o secundário na Alemanha, vou estudar e tornar-me professora de Matemática, como sempre desejei. Os fanáticos, que reduziam as raparigas à categoria de objetos, não me impedirão. Sobrevivi para lhes mostrar que sou mais forte do que eles.

O livro:
Farida foi até há pouco tempo uma jovem como tantas outras. Em agosto de 2014, tinha 17 anos, uma família numerosa e uma melhor amiga com quem partilhava segredos e sonhos de futuro. Na sua aldeia no Iraque reinava a paz. Mas isso era “antes”. O “depois” impôs-se com a brutalidade de um pesadelo. Decorria ainda o mês de agosto quando a sua aldeia, não-muçulmana, foi ocupada pelo Estado Islâmico. Os aldeãos enfrentaram as ameaças com a dignidade da fé. Unidos, recusaram converter-se ao Islão. E pagaram o preço. Os jiadistas assassinaram todos os homens e rapazes, e raptaram as mulheres e crianças.
O que seguiu está para lá dos limites da imaginação. O dia a dia feito de espancamentos e violações. A indignidade dos mercados onde o Estado Islâmico vendia as prisioneiras como se fossem gado. Mas após várias tentativas de suicídio, a revolta falou mais alto. Farida decidiu lutar até ao fim das suas forças. E um dia, os terroristas esqueceram-se de trancar a porta do seu quarto. Foi o dia com que sonhara durante os longos meses de cativeiro. Foi o dia em fugiu pelo deserto da Síria disposta a morrer pela liberdade. 

Sobre o livro:
A rapariga que derrotou o Estado Islâmico luta consigo própria. Luta para aceitar as terríveis experiências como parte do seu passado e, apesar delas, avançar pela vida de cabeça erguida. Vai levar tempo. Mas sei com toda a certeza que Farida vencerá também essa batalha. Ser-lhe útil nesse processo é uma grande honra para mim.
Andrea C. Hoffmann

Sobre as autoras: 
Farida Khalaf tem 19 anos e pertence à minoria étnico-religiosa iazidi. Após meses de cativeiro às mãos do autoproclamado Estado Islâmico, conseguiu fugir. A violência a que foi sujeita deixou marcas psicológicas e físicas que nunca se extinguirão. Mas a jovem enfrenta agora uma nova batalha: o estigma da violação. Na comunidade iazidi - profundamente tradicional - uma mulher violada é ostracizada, algo que Farida está preparada para aceitar. O que ela não aceita é o silêncio imposto às vítimas, a vergonha que lhes tolhe os movimentos e o futuro. Por isso, Farida fala - em seu nome e no de todas as mulheres vítimas deste crime de guerra que é ainda um tabu penalizador. Atualmente, vive como refugiada na Alemanha.

Andrea C. Hoffmann é editora de política e Especialista no Médio Oriente para a revista Focus.


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