quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sextante Editora publica "O último dos colonos", de João Afonso dos Santos

Título: O último dos colonos
Autor: João Afonso dos Santos
Págs.: 336
PVP: € 16,60

A Sextante Editora publica a 30 de setembro O último dos colonos, um livro de memórias de João Afonso dos Santos, irmão de Zeca Afonso. Aqui, mais do que recordar as histórias familiares da sua infância e adolescência, o autor faz um retrato da sociedade portuguesa no Estado Novo, em Portugal e nas colónias, e recorre às memórias dos pais e da irmã Mariazinha para ilustrar a vida em Timor no início dos anos 40, onde estes viveram durante a invasão japonesa, enquanto João e Zeca se mudaram de Lourenço Marques para Portugal.
Para além das fotografias exclusivas, este livro inclui um notável documento sobre o processo levantado ao pai do autor, na altura juiz em Díli, que ilustra a arbitrariedade da administração portuguesa na época do salazarismo.~

Sinopse:
Memórias de infância e adolescência, retrato de uma família mas também de uma sociedade: a ditadura, o regime colonial e a ilusória eternidade de tudo isso, inscrita no catecismo oficial e nos costumes de então. A dada altura, a família divide-se entre Portugal e Timor. Cá, em Portugal, para onde o autor e o irmão, Zeca Afonso, depois de uma infância africana, se mudam, ainda crianças; lá, em Timor, a onde aportam os pais e a irmã Mariazinha no mesmo dia em que deflagra a guerra, que rapidamente arrebatará a ilha no seu vórtice. Ao contrário do que anunciou ao tempo a propaganda oficial, a neutralidade portuguesa na II Guerra Mundial não foi respeitada. Portugal entrou na guerra, com Timor-Leste ocupado pela força das armas, com órgãos de soberania e administração suprimidos, com populações martirizadas, assassinadas ou encarceradas, com património público ou privado esbulhado ou destruído. Até que a grande catástrofe chegou ao fim e o percurso familiar se restabeleceu na conjunção feliz dos seus membros.

Sobre o autor:
João Afonso dos Santos foi advogado em Lourenço Marques e Beira (Moçambique), desde janeiro de 1955 a setembro de 1975. Presidiu ao Cine-Clube da Beira e ao Auditório-Galeria de Arte dessa cidade, cuja comissão construtora antes dirigira. Foi diretor do jornal Notícias da Beira, após a revolução de 25 de Abril de 1974. Integrou a comissão de descolonização de Moçambique em 1974 e 1975. A partir de setembro deste último ano, passou a exercer funções profissionais em Lisboa, onde reside. É autor, em parceria com Carlos Adrião Rodrigues, António Pereira Leite e William Gerard Pott, de O julgamento dos padres de Macúti (Edições Afrontamento), de algumas obras de carácter jurídico e ainda de José Afonso – Um olhar fraterno (Editorial Caminho).



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