quinta-feira, 19 de março de 2015

O Monstro de Monsanto - Pedro Jardim [Opinião]

Título: O Monstro de Monsanto
Autor: Pedro Jardim
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 280
Editor: A Esfera dos Livros
PVP: 16€

Sinopse:
Uma rapariga encontrada morta na floresta de Monsanto. Um delicado vestido azul a cobrir o corpo. O cabelo cuidadosamente penteado. Uma máscara de papel branco com um poema de Florbela Espanca sobre o rosto. É este o cenário que Isabel Lage, inspetora da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária, encontra no local do crime. A primeira vítima de um serial killer que não deixa pistas, que habilmente se move pela floresta e que parece conhecer todos os passos da polícia. Isabel está apostada em resolver este mistério e fazer justiça em nome das mulheres que morrem às mãos de um assassino frio e calculista. Mas todas as pistas levam a João, o seu antigo companheiro de patrulha, e com quem partilhou mais do que aventuras profissionais. Pedro Jardim, chefe de polícia com experiência em investigação criminal, traz-nos no seu romance de estreia um thriller empolgante e arrebatador que nos prende até à última página. Pode haver um monstro em qualquer um de nós...

A minha opinião:
Uma sinopse atrativa e a uma capa lindíssima fizeram com que quisesse ler este livro mesmo antes deste ir para as livrarias. O facto de ser um autor português que só tinha conhecimento de publicar obras infantis ainda me deu mais curiosidade em lê-lo.

Gosto de ler litetarura portuguesa, penso que a nova geração de autores está cada vez melhor, pelo menos tenho tido boas surpresas, e estava com enormes expectativas com o novo livro do Pedro Jardim.

O que à partida podia ser uma boa história, onde o autor relaciona os crimes a um fanático de Florbela Espanca, acaba por torná-la numa coisa sem sal, com pouco ritmo, onde a palavra monstro é explorada até à exaustão.

O Monstro de Monsanto não é apenas um, aquele que mata, mas todas as personagens que habitam o livro, todas elas são monstros para o autor, ou então feiticeiras, o que acabam por "enervar" quem lê o livro. E o assassino? Nem é o mais hábil leitor chega lá porque a personagem nunca é revelada no decorrer do livro, ou é uma personagem completamente secundarizada.



João e Isabel parecem formar a dupla perfeita. Apesar das picardias normais de uma dupla, funcionam bem e acabam por fazer sucesso num caso de um assalto a um banco e são bastante elogiados pelos seus superiores. No entanto, sem nada o fazer prever, João, num acesso de raiva, agride um superior seu e acaba por ser demitido do seu cargo de polícia e nunca mais é o mesmo. Isabel sofre profundamente com isso e tenta que ele recupere. Ao mesmo tempo, investiga o caso do monstro de Monsanto...
Até aqui não se percebe o porquê do surto de João. Será o monstro que habita nele????
O rapaz é esquizofrénico e os pais nunca diagnosticaram isso?

Os distúrbios de personalidade são uma constante neste livro o que fazem com que a leitura seja ainda mais difícil de digerir.

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