quarta-feira, 11 de março de 2015

O Meu Nome é Alice - Lisa Genova [Opinião]

Título: O Meu Nome é Alice
Autor: Lisa Genova
Tradução: Elsa T. S. Vieira
Edição/reimpressão: 2015
N.º de Páginas: 320
Editor: Lua de Papel
PVP: 14,90€

Sinopse:
O mundo de Alice é quase perfeito. É professora em Harvard, vive com o marido uma relação que resiste à passagem dos anos, às exigências da carreira, à partida dos filhos. E tem também uma mente brilhante, admirada por todos, uma mente que não falha… Um dia porém, a meio de uma conferência, há uma palavra que lhe escapa. É só uma palavra, um brevíssimo lapso. Mas é também um sinal, o primeiro, de que o mundo de Alice começa a ruir.
Seguem-se as idas ao médico, as perguntas, os exames e, por fim, a certeza de um diagnóstico terrível. Aos poucos, quase sem dar por isso, Alice vê a vida a fugir-lhe das mãos. Ama o marido intensamente, ama os filhos, e todos eles estão ali, à sua volta. Ela é que já não está, é ela que se afasta, suavemente embalada pelo esquecimento, levada pela doença de Alzheimer.
O Meu Nome É Alice é a narrativa trágica, dolorosa, de uma descida ao abismo. É o retrato de uma mulher indomável, em luta contra as traições da mente, tenazmente agarrada à ideia de si mesma, à memória da sua vida, à memória de um amor imenso.

A minha opinião: 
Confesso que se não fosse o filme, protagonizado por Julianne Moore, este livro ter-me-ia passado ao lado. Não vi grande publicidade sobre ele quando foi publicado, ou então não me puxou assim tanto para lê-lo. O que é certo é que perderia uma excelente leitura, porque de facto gostei bastante dele, bem mais do que do filme em si, que visionei depois de o ter lido.

Alice é uma mulher brilhante. Professora de psicologia na Universidade de Harvard, vive praticamente para o seu trabalho dando conferências em várias partes do país. A sua mente não a trai até que um dia, numa conferência se esquece de uma palavra. Seria o princípio do fim.

Esta poderia ser uma história banal de mais uma paciente de Alzheimer caso Alice não tivesse cinquenta anos. De facto, não é muito usual vermos pacientes tão novas com esta doença. Confesso que não sabia existir, Alzheimer precoce mas depois do mediatismo à volta do filme, a revista Sábado fez uma reportagem com pessoas que sofrem de Alzheimer precoce e fiquei deveras impressiona. A realidade está bem perto de nós e existe. Pior: Este tipo de Alzheimer é hereditário e há forte probabilidade de os filhos poderem vir a "herdar" estes genes...



Tudo isso o leitor vai vivenciando no livro. O declínio de Alice é alucinante. E como é uma mulher inteligente tudo parece ser ainda mais precoce. E nem os remédios que poderiam retardar a morte das células parece fazerem efeito. Em menos de um ano, Alice está dependente de todos. Alice usa de todos os métodos para se poder lembrar das mais pequenas coisas, mas nem isso a parece ajudar. E foram as pequenas coisas do dia a dia que mais me impressionaram.

Lisa Genova, a autora, é neurocientista, percebendo-se perfeitamente que sabe do que fala. Depois de ter convivido com a doença decidiu dar voz a Alice e escrever um livro emotivo, envolvente, que nos fez ver a Alzheimer de uma outra forma.

Recomendo.





 Excerto:

"Normalmente pensamos na Alzheimer como uma doença que afecta os mais idosos, mas dez por cento das pessoas com Alzheimer têm essa forma precoce e menos de sessenta e cinco anos."

"- Tenho tanta pena de ter isto. Não aguento pensar em como vai ser ainda pior. Não aguento pensar que um dia vou olhar para ti, para esta cara que amo, e não vou saber quem tu és."






3 comentários:

Denise disse...

Olá! ;)

Já vi que te aconteceu o mesmo: foste surpreendida pela positiva com este livro.
É realmente bom e de um modo romanceado, o leitor consegue aperceber-se bem de perto dessa realidade crua que é o Alzheimer.

Beijinhos e boas leituras!

Rosana Maia disse...

Olá Maria :)

Gostei muito de ler esta opinião, tanto que agora quero ler! :)

Bejinhos,
Rosana

Maria Manuel Magalhaes disse...

Obrigada Rosana. Adorei mesmo este livro