sexta-feira, 13 de março de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Amar não é Pecado - Flávio Capuleto [Opinião]


Título: Amar Não É Pecado
Autor: Flávio Capuleto
N.º de Páginas: 272 páginas
PVP: 15,99 €
Nas livrarias a 18 de Fevereiro
Guerra e Paz|Clube do Livro SIC

Sinopse:
Uma pergunta abala os alicerces do Vaticano: os padres podem ou não podem casar?

Há congregações em luta. Cada uma escolhe as suas armas, nem sempre as mais honestas. O inspector português Luís Borges e a ardente simbologista Valéria Del Bosque têm nas mãos um argumento de choque, um manuscrito que vai ser um terramoto na Santa Sé.

Contra bispos, cardeais e a máfia russa, de Roma a Moscovo, passando por Paris, Jerusalém e Damasco, Luís e Valéria vivem aventuras cheias de perigos e pecados, todos mortais. Entre prostitutas e criminosos, Luís e Valéria estão à beira de encontrar o verdadeiro Jesus Cristo. Se o manuscrito que descobriram for verdadeiro, então, definitivamente, AMAR NÃO É PECADO. Nem mesmo na Santa Sé.

Depois do êxito de Inferno no Vaticano, Amar não É Pecado é o romance em que Flávio Capuleto vai até à mais recôndita intimidade de Jesus, o Deus que se fez Homem. Um escândalo? Não, não é, porque Amar não É Pecado.

Se Jesus amou, porque não podem os padres amar?

A minha opinião:
Depois de Inferno no Vaticano, publicado no início do ano passado, estava curiosa por ler mais uma aventura do inspector Luís Borges e da simbologista Valéria Del Bosque. Se no primeiro romance policial havia mortes nas catacumbas do Vaticano, neste segundo thriller Flávio Capuleto leva-nos para um achado surpreendente: a descoberta de um manuscrito antigo que vai abalar a Santa Sé.

Mais uma vez este achado vai reunir esta dupla de investigadores, que vão contar com uma equipa forte de agnósticos que os vai ajudar nas mais diversas adversidades, quer no Egipto, quer na Rússia, para conseguir os seus objectivos. Mas alcançar o manuscrito não é tão fácil como imaginam e todos andam à procura do mesmo...

Entretanto, uma questão se vai colocando no Vaticano: os padres devem ou não devem casar? Sabendo que há cada vez mais padres a abandonar o sacerdócio para casar, será que deve-se colocar um ponto final ao celibato? Essas são questões pertinentes colocadas no livro e que poderão estar correlacionadas com o manuscrito. Será o manuscrito a chave para todas as questões?


Este é um género de história que me atrai bastante, começando pelas questões que implica, pelas dúvidas que coloca no seio da igreja católica. Normalmente a acção neste género de livros decorre a um ritmo surpreendente e sem que nos apercebamos o livro lê-se num instante, num só fôlego.

O único senão é que a história foi pouco explorada e acabou por ficar o gosto amargo de ter querido ler um pouco mais. O final um pouco abrupto, o facto de não ter entendido muito bem o sentido de os russos também andarem à procura do manuscrito, a falta de química entre os dois protagonistas, que continuam a tratar-se por você, mesmo durante as cenas íntimas, levou-me a desejar um pouquinho mais.

Mesmo assim recomendo.



O outro livro do autor:
Inferno no Vaticano