quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Um Caso de Espíritos - Peter Lovesey [Opinião]

Título: Um Caso de Espíritos
Colecção: Crime à Hora do Chá - Volume 6
Autor: Peter Lovesey
Tradução: Daniel Gonçalves
Vencedor Do Prix Du Roman D’aventures, 1987
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 240
Editor: Edições Asa
PVP: 13,90€

Sinopse:
Na era vitoriana, as sessões espíritas são a grande sensação entre os britânicos. De respeitáveis senhoras da alta sociedade a académicos céticos ou improváveis homens de negócios, ninguém parece resistir a conversar com o Outro Lado. Também a Scotland Yard acaba por participar desta nova moda, ainda que de forma indireta. Quando, após uma sessão em casa da abastada família Probert, desaparece uma obra de arte, o sargento Cribb e o guarda Thackeray são chamados a investigar. Tudo parece simples… até acontecer uma morte. Para complicar a investigação, todos os presentes têm motivos para odiar a vítima. Os dois detetives debatem-se com o excêntrico grupo de suspeitos e uma médium assustadoramente convincente. E à medida que se vão movimentando neste mundo perturbador e obscuro, a verdade parece iludi-los a cada passo.

A minha opinião: 
A Colecção Crime À Hora do Chá tem a particularidade de trazer aos leitores nomes de autores policiais um pouco esquecidos. Peter Lovesey é um dos casos. Publicado em alguns números da coleção Vampiro (coleção que devorei quando era jovem), este autor é apenas um dos exemplos de algumas boas leituras, que já foram editadas por cá e que foram descontinuadas.

Em Um Caso de Espíritos, Peter Lovesey pega na "moda" da alta sociedade vitoriana de "falar" ou "evocar" espíritos e daí resultar um crime...

O roubo de uma pintura e de uma vaso, em duas casas diferentes, traz à cena o sargento Cribb e o guarda Thackeray. O mais estranho é que ambos os roubos são insignificantes ante o resto que os envolve, que é muito mais valioso, que levanta ainda mais suspeitas. Não saberá o assaltante nada de arte? Ou o que rouba é propositado?

À medida que a investigação avança, e no meio de mais uma evocação espírita, a terceira, uma morte ocorre, e tudo muda. Isto porque todos os presentes na sessão têm motivos para matar, muito ao estilo dos romances policiais deste género (que em muito me fez lembrar Poirot na última parte) e muitos mistérios do passado vão sendo desvendados.

Gostei e fico à espera de mais livros da coleção.