sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Novidade Esfera dos Livros - A Noite Mais Longa - Miguel Pinheiro

Uma carta do calista que estava com Salazar no momento em que ocorreu a célebre queda da cadeira; o diário do último secretário do presidente do Conselho, que descreve ao pormenor o derradeiro mês de Salazar no poder; os testemunhos dos médicos que o operaram; os diálogos e os ambientes da festa do milionário Antenor Patiño, que para a posteridade ficou conhecida como “o Baile do Século”.

Estes são alguns dos documentos e depoimentos, inéditos, que Miguel Pinheiro utilizou para reconstruir, hora a hora, aquela que foi, para muita gente, A Noite Mais Longa das suas vidas.

Esta foi também a noite em que se começou a vislumbrar o fim de uma época em Portugal. O fim do salazarismo.

Nas livrarias a 7 de novembro.

Sinopse:
Na noite de 6 de setembro de 1968, as figuras mais importantes do Estado Novo dividiram-se por dois acontecimentos que tiveram lugar exatamente ao mesmo tempo, a poucos quilómetros um do outro. O primeiro foi um dos segredos mais bem guardados do país: no Hospital da Cruz Vermelha, António de Oliveira Salazar foi operado de urgência na sequência da queda de uma cadeira. O segundo foi um dos eventos mais noticiados do país: na sua quinta de Alcoitão, o milionário boliviano Antenor Patiño deu aquele que ficou conhecido como “o baile do século”. Foram treze horas intermináveis que misturaram o drama e a ostentação – e que marcaram o fim do salazarismo.

Através de documentos e depoimentos na sua maioria inéditos, o jornalista Miguel Pinheiro reconstitui com detalhes os episódios, os ambientes e os diálogos dos dois lados dessa noite. A data em que Salazar realmente caiu da cadeira, os pormenores do mês que o ditador passou em acelerada decadência física e o que de facto se passou dentro da sala de cirurgia. As polémicas da festa do Rei do Estanho, o impacto da chegada a Portugal de atrizes de Hollywood, de membros de famílias reais europeias e de alguns dos homens mais ricos da época e as histórias dos jornalistas que se disfarçaram de empregados para se conseguirem infiltrar num baile fortemente vigiado pela polícia e pela PIDE. Tudo se passou entre as 20 horas e as 9 da manhã. No começo da noite, Portugal era um país governado há 36 anos pelo mesmo homem. No final, era um país onde nada seria como dantes.








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