terça-feira, 23 de setembro de 2014

Os Crimes do Monograma -: Sophie Hannah [Opinião]

Título: Os Crimes do Monograma
Autor:
Sophie Hannah
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 320
Editor: Edições Asa
PVP: 13,90€

Sinopse
Sentado no seu café preferido, Hercule Poirot prepara-se para mais um jantar de quinta-feira quando é surpreendido por uma jovem mulher. Ela chama-se Jennie e diz estar prestes a ser assassinada. Mais insólita do que esta afirmação é a sua súplica para que Poirot não investigue o crime. A sua morte é merecida, afirma Jennie, antes de desaparecer noite dentro, deixando o detective perplexo e ansioso por mais informação.
Perto dali, o elegante Hotel Bloxham é palco de três assassinatos. Os crimes têm várias semelhanças entre si: os três corpos estão dispostos em linha reta com os braços junto ao corpo e as palmas das mãos viradas para baixo. E dentro das bocas das vítimas, encontra-se o mais macabro dos pormenores: um botão de punho com o monograma PIJ.
Poirot junta-se ao seu amigo Catchpool, detetive da Scotland Yard, na investigação deste estranho caso. Serão os crimes do monograma obra do mesmo assassino? E poderão de alguma forma estar relacionados com a fugidia Jennie que, por uma razão indecifrável, não abandona os pensamentos do detetive belga? Hercule Poirot está de regresso num mistério diabólico que vai testar ao limite as suas célebres celulazinhas cinzentas.


A minha opinião:
Os fãs de Agatha Christie e do carismático detective das “celulazinhas cinzentas” podem ficar descansados. Sophie Hannah conseguiu retratar o momento de época dos romances de Christie e trazer novamente à ribalta Hercule Poirot.

Apesar de no início estar um pouco céptica em relação a este livro, talvez porque Christie é Christie e é inimitável, talvez porque seja um pouco ultrajante querer fazer passar-se pela mestre da literatura policial, mas o certo é que adorei este livro e mais este caso de Poirot.

Em Os Crimes do Monograma, vamos encontrar Poirot a viver com um agente da Scotland Yard, ainda inexperiente, novato e com pouco mais de trinta anos, Edward Catchpool, que acaba por ser o narrador da história. Obsessivo compulsivo com algumas coisas simples do quotidiano, Poirot adora o café de uma cafetaria perto de sua casa e de estudar as pessoas que o frequentam, incluindo as empregadas de mesa. É numa dessas vezes, quando se prepara para jantar que Poirot acaba a conversar com uma cliente já habitual, que entra no café à pressa e assustada. Sem perceber muito do que se passa Poirot tenta acalmá-la, mas as poucas coisas que a consegue fazer dizer é: “Por favor, não deixe que se ponham a abrir as bocas!”.

Isso torna-se um mistério, tanto para Poirot como para a empregada de mesa, também ela boa a estudar os clientes. E a sua perspicácia vai ajudar Poirot a desvendar mais este mistério em que se vê envolvido, apesar de reformado.

Quando chega a casa encontra o seu companheiro também ele aflito porque um terrível crime aconteceu num dos melhores hotéis da zona, o Bloxham. Três pessoas foram envenenadas e na sua boca colocaram um monograma com as iniciais PIJ.

Poirot, perspicaz como sempre, nota que os crimes podem estar ligados com a cliente misteriosa e começa a ajudar Catchpool, um subsituto de Hastings um pouco mais pobre.

Excerto: 


“Só preciso de mover a mente, não o corpo, para fazer progressos.” – pag. 96
  








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