quinta-feira, 22 de maio de 2014

Novidade Bertrand Editora: Moçambique, para a mãe se lembrar como foi

Título: Moçambique – Para a mãe se lembrar como foi
Autor: Manuela Gonzaga
Género: Memórias
N.º de páginas: 360
Data de lançamento: 6 de junho
PVP: 17,70€

«(…) - A mãe lembra-se do Império?
- Mas esse foi o navio que nos levou para Africa! Então, quando ela fez noventa e quatro anos, prometi-lhe que iria fixar estas narrativas que acordavam os seus sentidos espantando-lhe as nevoas ou tornando-as mais suportáveis. E por isso que este livro começa por uma viagem. (…) Quando lhe levei as primeiras páginas da nossa história (…) a mãe ficou fascinada. Tinha agora, à mão, o relato da maior aventura da sua vida, que lia, que lê, de todas as vezes como se fosse a primeira. (…)
- Tens de publicar, e despacha-te. Quero ver o livro pronto antes de morrer - pediu-me a minha mãe, e continua a pedir-me com uma convicção tão profunda (…).
O que é que se tinha passado, e porquê? E porque é que tudo aconteceu como aconteceu?
Esse trabalho começou agora a ficar concluído, pois, à medida que ajudei a levantar as névoas que ocultam o passado aos olhos da minha mãe, pude afastar algumas névoas da minha ignorância. Mas, e acima de tudo, este relato é uma grande história de amor. A nossa, da mãe e minha, e a de todos, ou quase todos, os que por ali tiveram o privilégio de passar. Uma inolvidável história de amor por Moçambique de que não queremos abrir mão, porque ninguém dispensa uma luz que, de tão forte, ainda continua a cobrir-nos de bênçãos.» Manuela Gonzaga (excertos retirados da introdução do livro).
Cruzando a suas próprias memórias com as memórias dos relatos da mãe cujos sentidos procura avivar, Manuela Gonzaga, faz neste livro uso da sua prosa envolvente e da sua curiosidade insaciável da historiadora. Moçambique – Para a mãe se lembrar como foi é o livro que escreveu respondendo ao pedido da mãe: torna-las ainda mais reais e públicas.

Que África era aquela, quando Portugal era «só um – do Minho a Timor?» Manuela Gonzaga começa por nos levar de Lisboa a Nacala numa maravilhosa travessia oceânica a bordo do paquete Império. Dali, com a família, partiu para a mais remota província da então Província Ultramarina de Moçambique, Vila Cabral, atual Lichinga, onde viveram durante algum tempo. Através da descrição dos quotidianos nas lonjuras de Niassa, depois no esbraseante calor de Tete, a seguir na Beira, e mais tarde em Lourenço Marques, Maputo, a autora revive, por dentro, toda uma época, num exercício que começou que começou por ser um lenitivo para mitigar a solidão da mãe, cujas memórias se têm vindo a dissolver inexoravelmente. Foi a própria mãe, a quem estas narrativas acordam reminiscências luminosas e felizes de tempos pretéritos no seu Moçambique adorado , que lhe pediu que as transformasse no livro que agora chega a público.

Sobre a autora:
Escritora - com mais de uma dezena de livros no mercado -, e mestre em História dos Descobrimentos e Expansão Portuguesa (FCSH da Universidade Nova de Lisboa), é investigadora associada ao CHAM (Centro História Além-Mar, Universidade Nova de Lisboa). Natural do Porto, viveu em Angola e Moçambique uma parte da adolescência e da juventude. Durante cerca de 30 anos exerceu o ofício de jornalista.
É autora e coordenadora de Oficinas de Escrita, com conteúdos adequados a vários tipos de audiências. Tem quatro filhos, dois netos, e desde 2000 que se dedica à escrita e à investigação a tempo inteiro.
http://gonzagamanuela.blogspot.pt/

Moçambique, para a mãe se lembrar como foi será apresentado em Lisboa, no Bicaense Bar, no dia 5 de junho, pelas 19h00, por João Craveirinha e João Paulo Oliveira e Costa.


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