segunda-feira, 21 de abril de 2014

Conheça os "Jogos de Poder" de Paulo Pena

O jornalista Paulo Pena conta-nos os bastidores desta guerra de poder e como alguns dos banqueiros que marcaram a última década, aos comandos do sistema bancário nacional, estão agora acusados pela Justiça. Alguns caíram em desgraça, outros lutam pela sobrevivência

Da luta pelo controlo do Banco Comercial Português aos off-shores do Banco Privado Português, das fintas do Banco Português de Negócios aos reguladores, à promiscuidade entre política e negócios. Dos empréstimos ruinosos da Caixa Geral de Depósitos a acionistas de outros bancos, aos negócios do Banco Espírito Santo. De Lisboa a Reiquiavique, Islândia, passando por Bruxelas e Frankfurt, este é o relato de uma crise sem fim à vista. A nossa.

Sinopse:
«Hoje, enquanto escrevo, em fevereiro de 2014, é sem surpresa que se continuam a anunciar prejuízos na banca. O BCP lidera a lista, com 740 milhões, perdidos em 2013. Atrás vêm a Caixa Geral de Depósitos (-575,8 milhões de euros), o BES (-517,6 milhões de euros) e o Banif (-470,3 milhões). A LUSA fez as contas: a banca portuguesa perdeu 4,56 milhões de euros por dia, todos os dias, em 2013. Apenas o BPI e o luso-espanhol Santander-Totta registaram lucros. Os bancos portugueses tornaram-se zombies. Incapazes de cumprir o seu papel - fornecer crédito à economia - são um peso para o Estado, que os suporta, direta ou indiretamente, com o dinheiro dos contribuintes, ou com recursos que deixaram de ser canalizados para a atividade produtiva.»

Baseado numa investigação inédita, Jogos de Poder conta a verdadeira história da crise bancária portuguesa. Ao longo dos últimos anos, a banca portuguesa apostou tudo no setor da construção e no imobiliário, e viveu dos negócios garantidos pelo Estado. Com o crash de Wall Street em 2009 e os seus efeitos devastadores numa Europa sem poder de reação, o sistema financeiro nacional foi incapaz de enfrentar a crise anunciada. Quando o crédito se tornou escasso e a confiança caiu a pique, no limiar da falência, os bancos não tiveram outra solução senão serem resgatados.
O número é impressionante: o financiamento do Banco Central Europeu aos bancos portugueses, no valor de 50 mil milhões de euros, em 2013 é a fonte mais significativa da sua liquidez. Sem a ajuda do Estado o que aconteceria aos bancos? Como chegámos até aqui? O jornalista Paulo Pena conta-nos os bastidores desta guerra de poder e como alguns dos banqueiros que marcaram a última década, aos comandos do sistema bancário nacional, estão agora acusados pela Justiça. Alguns caíram em desgraça, outros lutam pela sobrevivência. Da luta pelo controlo do Banco Comercial Português aos off-shores do Banco Privado Português, das fintas do Banco Português de Negócios aos reguladores, à promiscuidade entre política e negócios. Dos empréstimos ruinosos da Caixa Geral de Depósitos a acionistas de outros bancos, aos negócios do Banco Espírito Santo. De Lisboa a Reiquiavique, Islândia, passando por Bruxelas e Frankfurt, este é o relato de uma crise sem fim à vista. A nossa.

Sobre o autor:                               
Paulo Pena nasceu nas vésperas do 25 de Abril e é jornalista. Estudou na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa, e no Committeee of Concerned Journalists, em Washington DC. É grande-repórter do Público e integrou, nos últimos 15 anos, a redação da revista Visão, onde foi editor de Política. É coautor do livro Grandes Planos – A Oposição Estudantil à Ditadura 1956-1974 (Ed. Âncora, 2001). Recebeu, entre outros, o Prémio Gazeta Revelação (2001), o Prémio de Jornalismo Económico Universidade Nova-Santander (2006) e o Prémio de Reportagem Cáceres Monteiro (2012).


 

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