quinta-feira, 20 de março de 2014

Assírio & Alvim recupera o Anuário de Poesia de autores não publicados, que terá edição anual

Na véspera do Dia Mundial da Poesia, a Assírio & Alvim anuncia o regresso do Anuário de Poesia de autores não publicados, que passará a ser publicado anualmente, a 21 de março. Com esta iniciativa pretende-se criar um espaço nobre para a divulgação de novos autores que, embora ainda não tenham publicado o seu primeiro livro, demonstrem já talento, originalidade e consciência poética.
Este Anuário de Poesia de autores não publicados teve uma curta existência entre 1984 e 1987, mas, ainda assim, deu a conhecer a um público mais vasto, pela primeira vez, muitos novos autores. Alguns consagraram-se e têm vindo a publicar regularmente, como Adília Lopes, José Alberto Oliveira, Manuel Afonso Costa, Manuela Parreira da Silva ou Maria do Rosário Pedreira. Outros trilharam caminhos diversos e não é sem surpresa que, vinte anos mais tarde, lemos os seus nomes nos índices de autores: Francisco Bélard, Jorge Colombo, José Eduardo Agualusa, Luís Miguel Queirós, Maria Teresa Dias Furtado, Marina Tavares Dias, entre tantos outros.
O regulamento e a composição do júri responsável pela escolha dos poemas que integrarão o Anuário de Poesia de autores não publicados 2015 serão anunciados brevemente. Ainda assim, e a partir de hoje, todos os que queiram participar poderão enviar até dez poemas originais para o endereço anuario@assirio.pt, em conjunto com uma breve apresentação sua e respetivos contactos.
Para mote deste Anuário recupera-se, também, aquilo que o júri da primeira edição, composto por Fernando Luís, José Agostinho Baptista e José Bento, escreveu em 1984, no final da sua «Nota do Júri»: «Gostaríamos que os poetas escolhidos para esta coletânea sentissem uma íntima satisfação, não triunfalista, por se lerem aqui; e alguns dos que recusamos, acaso nem sempre com acerto, vejam na nossa recusa um esforço na defesa da sua qualidade futura, para que as dificuldades encontradas sejam para eles um desafio, saibam persistir e os encontremos um dia nas páginas dum bom livro, ainda que então não nos seja possível lembrar seu nome».




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