quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Principezinho - Joann Sfar (Segundo o livro de Antoine de Saint-Exupéry)


O Principezinho é uma obra que acompanha gerações desde 1946, ano em que foi publicado pela primeira vez em França, um bestseller de todos os tempos com mais de 80 milhões de exemplares vendidos internacionalmente e traduzido em cerca de 160 línguas. Sob a perspectiva do pequeno príncipe que vai conhecendo o mundo e aprendendo a crescer ao longo das páginas do livro e numa época em que a imagem ganha cada vez mais importância para as novas gerações, Joann Sfar lança-se neste desafio de fazer uma adaptação da história d’ O Príncipezinho em banda desenhada. Uma obra sempre actual, com uma imagem inovadora e que continuará a ser um livro essencial na formação de qualquer jovem.

Considero O Principezinho como um dos meus livros preferidos e foi, juntamente com os livros de Uma Aventura da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, assim que comecei a gostar cada vez mais de ler e de comprar livros. Este é um livro para crianças e adultos porque traz várias lições de vida que todos deveríamos seguir, valores, avaliação que fazemos de cada um, vaidade, e que nos podem levar a estar cada vez mais sozinhos, como aqueles habitantes dos pequenos planetas. Quando estamos sozinhos somos reis e senhores daquele planeta, mas que importa se podemos reinar, se não temos o que reinar? Que importa se podemos possuir algo se não nos traz felicidade? “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” é disso exemplo. Esta adaptação em Banda Desenhada retrata muito bem o que Saint-Exupéry escreveu e é enternecedora a imagem do jovem príncipe. Os desenhos estão fantásticos e a mensagem está toda lá. É um livro que recomendo vivamente, a quem gosta de histórias bonitas e inesquecíveis regadas por desenhos soberbos que nos prendem ainda mais. E não é por acaso que Joann Sfar, um dos mais brilhantes e talentosos artistas da nova geração de banda desenhada francesa, tenha sido o vencedor do prémio Goscinny, e desta obra ter sido a escolhida pela revista Lire como a melhor BD editada em França em 2008.

Sobre o autor:
Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry nasceu a 29 de Junho de 1990 e desapareceu a 31 de Julho de 1944, no Mar Mediterrâneo. Além de escritor e ilustrador foi ainda piloto na Segunda Guerra Mundial.
O escritor desde muito novo que mostrou apetência pelos aviões, tendo feito o seu baptizado de voo com apenas 12 anos. Apesar da sua maior ambição fosse oficial da marinha, ao chumbar no exame de admissão decide enveredar para a aviação, tornando-se piloto aos 27 anos Mais tarde, faz o serviço militar em Estrasburgo, e pouco tempo após obter o brevet sofre o primeiro acidente aéreo.
Em 1926, publica o primeiro conto "L'Aviateur" em 1926, seguido de "Courrier Sud", mais tarde adaptado ao cinema. Em 1931 publica o romance, "Voo Nocturno", casando-se ainda, nesse mesmo ano com Consuelo Saucin. Entretanto, devido a problemas de ordem financeira da companhia de aviação onde se encontrava a trabalhar, Saint-Exupéry, tornou-se jornalista, trabalhando como repórter na Guerra Civil Espanhola, em 1937, e é mobilizado como capitão em 1939, ano em que esboça " O Principezinho" e publica "Terra dos Homens". Desmobilizado no ano seguinte, passa um mês em Lisboa, de onde parte para Nova Iorque. Em 1942 publica "Piloto de Guerra", que se torna num best-seller. Em 1943 escreve e publica "Lettre à un Otage" e "O Principezinho". Em 1944 e com a 2ª Grande Guerra prestes a terminar, é dado como desaparecido no dia 31 de Julho. Ao que se sabe o seu avião terá sido abatido por pilotos alemães, sobre a ilha de Córsega. Em 1948 sai postumamente o seu romance "Cidadela". Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram encontrados a poucos quilómetros da costa de Marselha. O seu corpo nunca viria a ser encontrado.
"O Principezinho", o livro mais traduzido em todo o mundo, a par da Bíblia e de "O Capital", de Karl Marx.

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