terça-feira, 3 de outubro de 2017

OLIFAQUE, do cientista João Magueijo, disponível a partir de 11 de outubro

Título: Olifaque
Autor: João Magueijo
N.º de Páginas: 280 
PVP: 15,00€
Disponível a partir de 11 de outubro 

É o livro brande-niú do célebre cientista português João Magueijo. Olifaque arriva às livrarias nacionais no próximo dia 11 de outubro e regala os leitores com uma visão muito particular dos emigrantes portugueses, gente ander-apreciada, segundo o autor.

Em Terôno conhecemos várias famílias portugueses que partiram de Portugal para fazer bem e ganhar móni. Falamos do Perna de Pau, do Palha d’ Aço, do Cheira a Mijo e da Alzira, da Lígia e da Violeta, do Quim das Mulas, do Jeico, do Ildo, do Páscoa Feliz e do Ti Tóino, entre outros, cumôde de quem conhecemos histórias de faca e alguidar, com quem assistimos aos jogos da bola, vamos às farmas, jogamos matraquilhos, nos metemos em sarilhos e fugimos dos copes.

Escrito num emigrês muito próprio, que, conforme a nota prévia do livro, se recusa a ser consistente, Olifaquedeverá ainda assim ser inteligível para qualquer português conhecedor de inglês básico.

É numa comunidade de emigrantes portugueses no Canadá, onde o autor esteve emigrado, que tudo se passa. João Magueijo parte desse grupo de pessoas para enaltecer a perfomância dos emigrantes além-fronteiras enquanto releva ficar chocado com as críticas que lhes são dirigidas.

Mesmo sendo um retrato humorístico desses estereótipos, Olifaque deixa no ar perguntas importantes. O que será da segunda geração de emigrantes? Como lidará Portugal com a saída do país de tantos jovens qualificados? Quem são os verdadeiros embaixadores de Portugal no mundo?

Para João Magueijo, Portugal tem uma relação esquizofrénica e arrogante com a diáspora e por isso este livro é na verdade uma homenagem às pessoas que tiveram a coragem de abraçar o mundo largo, sair da aldeia e florescer.

E no entanto fico com medo da geração nova que aí vem, aquela do meu Jequinzinho João, que será dela neste mundo escravo de germanos e chineses, em que está tudo a ficar igual, todos a quererem ser maricanos?

Há que pensar nisto, sugere o autor, e se for com humor tanto melhor. Olifaque!






Sem comentários: