terça-feira, 20 de junho de 2017

Sono - Haruki Murakami [Opinião]

Título: Sono
Autor: Haruki Murakami
Páginas: 96

Sinopse:
«Há dezassete dias que não durmo.»
Assim tem início a história que Haruki Murakami imaginou e escreveu sobre uma mulher que, certo dia, deixou de conseguir dormir. Pela calada da noite, enquanto o marido e o filho dormem o sono dos justos, ela começa uma segunda vida. E, de um momento para o outro, as noites tornam-se de longe mais interessantes do que os dias... mas também, escusado será dizer, mais perigosas.

A minha opinião: 
A protagonista é uma mulher dada a rotinas. Todos os dias faz a mesma coisa, dedica-se à família e vai nadar 30 minutos. 
Até que numa noite, um pesadelos faz com que perca a vontade e a necessidade de dormir. 
As noites são passadas a ler, e as manhãs são a continuidade da noite, De 30 minutos passa a nadar 1 hora, mas se encontra conhecidos não para para conversar. A vontade de sociabilizar é cada vez menor e mesmo os momentos me que passa com o marido são feitos como uma obrigação. 

"Por obrigação eu fazia sexo com o meu marido. O hábito torna as tarefas simples de serem realizadas.
Pode-se dizer que elas se tornam fáceis. Basta desconectar a mente do corpo. Enquanto o meu corpo se movimentava à vontade,a minha mente parava no seu próprio espaço exclusivo."

Este conto de Murakami peca precisamente por ser um conto. Depois de terminado fica o gosto amargo que ficou algo por contar. A história até me cativou, mas o final foi um valente balde de água fria. 

A segunda vida da protagonista, completamente alheia aos restantes membros da família, fascinou-me. Uma mulher que passa de uma vida rotineira para uma vida de clandestina. Durante a noite a vida é só dela, só a ela pertence De dia continua a fazer as coisas que fazia anteriormente, mas com outra intensidade. Vive mais para si, acaba por achar aborrecido estar com o marido, mas continua a farsa que é o seu casamento. É aqui que a história não encaixa. Preferia um outro final para o livro. 




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