sexta-feira, 12 de maio de 2017

“Diário de um Dromedário” de Paulo Abrunhosa é editado pela Contraponto a 26 de maio

Título: O Diário de um Dromedário
Autora: Paulo Abrunhosa
N.º de páginas: 264 páginas
Capa: Mole
PVP: 17,10€

"Diário de um Dromedário"
Há um estranho no meu ranho. Abracadabra: uma realidade macabra.

"Diário de Um Dromedário é livro suficiente para semear o vício inestimavelmente excêntrico de brincar com palavras." Mário Santos, PÚBLICO
Paulo Abrunhosa faria hoje 59 anos. “Diário de um Dromedário” publicado originalmente em 2001, terá agora uma nova edição, que chega às livrarias a 26 de maio, com chancela da Contraponto. Trata-se de um livro de textos extravagantes e ricos semântica e foneticamente, nos quais quase nunca as palavras se repetem.

O lançamento acontecerá no Porto, no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, a 27 de maio, às 17h30, e contará com um grande elenco: Pedro Abrunhosa e Manuel Cruz tocarão ao vivo; Ana Deus, Cristiana Sabino e Renato Filipe Cardoso lerão textos do livro; João Gesta, Rui Moreira e Valter Hugo Mãe protagonizarão uma conversa sobre o livro.

"Diário de um Dromedário", com ilustrações de PAM (Paulo Anciães Monteiro), é um livro ainda muito presente no imaginário dos portugueses.Uma obra de um dos grandes agitadores culturais do Porto nos anos 80 e 90; uma figura muito querida dos portuenses e muito conhecida – realidade que se comprova pelo facto de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, ser um dos prefaciadores da obra, a par do famoso programador cultural João Gesta.

“O Paulo Abrunhosa era um grande poeta, com uma sensibilidade fora do normal. Um dia alguém me disse – já não sei quem, mas concordei – que era um Pina a quente.” Do prefácio de Rui Moreira

“O Paulo sabia que o acto das palavras é um acto de resistência. Legou-nos o seu Diário de um Dromedário, um livro autêntico, incandescente, inspirador, desafiador e desencaminhador. Um livro pleno de te(n)são poética e singeleza.” Do prefácio de João Gesta

Este livro pode ser lido como um manual de sobrevivência de um desalinhado na sociedade pós-moderna, mas não deixará nunca de ser, sobretudo, uma forma de conhecer o universo e o talento de Paulo Abrunhosa. Um registo original e intemporal: há, nesta obra, dezenas de rimas que ficam imediatamente na cabeça de qualquer leitor.

"Diário de um Dromedário", um livro há muitos anos esgotado, conta agora com nova edição, da responsabilidade da Contraponto, e apresenta-se com prefácios de João Gesta e Rui Moreira e posfácios do ilustrador, Paulo Anciães Monteiro, e do irmão do autor, o músico Pedro Abrunhosa.

“O Paulo era um príncipe da palavra, alguém que se deslocava entre a suavidade das nuvens e a tempestuosidade da certeza com que se batia pela sua visão do mundo. Não era fácil ser o seu imrão mais novo, mas com que saudade recordo as discussões que mantínhamos e nas quais eu me afundava numa sensação de pequenez e ignorância.” Do posfácio de Pedro Abrunhosa

“Neste seu Diário-Alfabético-Profético PA mergulha na tradição de chaves mágicas doutrinárias primeiras, com o objectivo (que também era o de Walter Benjamin) de terminar em cada caso a figura do mais antigo no que havia de mais novo.” Do posfácio de Paulo Anciães Monteiro

Paulo Abrunhosa nasceu no Porto, em 1958, cidade na qual viveu e estudou até, depois de cumprir o serviço cívico obrigatório, se matricular, em 1980, na Universidade de Coimbra. Avesso a todo o establishment, recusa alinhar com as gerações engravatadas do seu tempo. Em 1987, funda, em colaboração com o seu irmão Nuno, a revista “Metro”, a primeira de distribuição gratuita em Portugal. A morte apanhou-o aos quarenta e três anos, no auge das suas capacidades, não lhe tendo consentido concluir este trabalho, cujos prefácios e epílogo deixou incompletos.


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