sábado, 30 de dezembro de 2017

O meu ano em livros


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Os Vícios dos Escritores - André Canhoto Costa [Opinião]


Título: Os Vícios dos Escritores
Autor:  André Canhoto Costa
Editor: Desassossego
Páginas: 384

Sinopse:
SERÁ QUE UM LOUCO PODE ESCREVER UMA OBRA-PRIMA?
Os especialistas em literatura afirmam que a vida dos autores não tem utilidade para compreender os seus livros. Mas os estudos sobre as grandes obras literárias acabam sempre por explicá-las através da vida e personalidade dos escritores. Kafka era um hipocondríaco vegetariano com um gosto suspeito por menores; Eça de Queiroz, um mulherengo vaidoso com tendência para o cinismo; Camilo Castelo Branco, um maníaco-depressivo, com tendência para o jogo; Dickens manteve uma amante secreta e expulsou a mulher de casa; Gogol era um fanático religioso e um homossexual reprimido; Dostoiévski arruinou financeiramente a família no casino.

Sendo assim, será que a chamada grande Literatura nos pode ensinar alguma coisa sobre a vida? Os Vícios dos Escritores é uma viagem rara e surpreendente sobre os segredos da Literatura, os enigmas da beleza e as imposturas da crítica literária.

A minha opinião: 
A biografia é um género que me agrada muito. Gosto de saber mais sobre a vida da pessoa retratada. E se a personalidade explorada for um escritor ainda mais. 

O Vício dos Escritores é um trabalho exaustivo por parte de André Canhoto Costa que nos dá assim a conhecer as principais fraquezas de escritores consagrados quer no panorama português, quer no internacional. Algumas das histórias já eram conhecidas, pelo menos para mim, mas  há algumas que me surpreenderam e fizeram-me ver alguns autores de uma outra forma. 

Que Camões tem fama de engatatão já toda a gente sabe, mas que Eça de Queirós gostava de mulheres casadas, foi uma surpresa para mim. E eu que pensava que ele era um homem exemplar!

Obviamente que todos estes exageros, seja de bebida, jogo ou até mulheres tem de ser enquadrado num determinado contexto. Exemplo disso é o facto de alguns dos escritores mencionados terem atração por crianças, facto que naquela época não era considerado crime. No entanto, não deixou de me chocar. 

Bem escrito, com pormenores interessantes, este é um livro para se ir lendo e degustando. Ao longo de 384 páginas, o autor vai dissecando a vida, sobretudo os podres de 22 escritores ao mesmo tempo que fala um pouco de si próprio. Gostei a forma como a temática foi explorada e um voto de 5 estrelas para a capa que está fantástica. 






Reino de Feras, de Gin Phillips, um romance electrizante sobre o vínculo primordial e inabalável entre uma mãe e seu filho

Título: Reino de Feras (nas livrarias a 2 de Janeiro)
Autor: Gin Phillips
Suma de Letras
N.º de Páginas: 270
PVP: 17,45€

Um romance electrizante sobre o vínculo primordial e inabalável entre uma mãe e seu filho.

Prémio Transfuge para o melhor romance estrangeiro.

Sobre o livro:
«Um thriller brilhante, inteligente e irresistível.» The New York Times
«Não consegui parar de ler, adrenalina pura.» The Guardian
«Phillips constrói as personagens de forma extraordinária e a sua prosa é habilidosa e evocativa. Aflitivo e profundo, este thriller cheio de adrenalina quebrará os leitores como uma bala atravessa o osso .» Kirkus Reviews
«Uma exploração controversa da maternidade, no seu mais básico.» Publishers Weekly

Sinopse:Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos é curioso, inteligente e bem comportado. Lincoln faz o que sua mãe diz e sabe quais são as regras.

"As regras são diferentes hoje. As regras são que nos escondamos e que não deixemos que o homem com a arma nos encontre."
Quando um dia comum no jardim zoológico se transforma num pesadelo, Joan encontra-se presa com o seu querido filho. Deve reunir todas as suas forças, encontrar coragem oculta e proteger Lincoln a todo custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado; entre a humanidade e o instinto animal.

É uma linha que nenhum de nós normalmente sonharia cruzar.

Mas, às vezes, as regras são diferentes.

Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano para proteger os outros. Até onde vai uma mãe para proteger o seu filho?

Sobre o autor:Gin Phillips, autora premiada com o Barnes and Noble Discover pelo seu primeiro romance, tem a obra publicada em mais de 29 países. Reino de Feras, a sua primeira incursão no mundo do trhiller, está a ser aclamado pelo público e pela crítica.






Novidades Saída de Emergência para o início de 2018

Sonata em Auschwitz de Luize Valente

Depois do sucesso do romance Uma Praça em Antuérpia, a jornalista da Globo, dedica-se a um romance sobre a II Guerra Mundial.

Sinopse:

Décadas depois do fim da II Guerra Mundial, Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, começa a levantar o véu do passado nazi da sua família a partir de uma partitura que lhe é revelada pela sua bisavó. A hipótese de que o avô, dado como morto antes do fim da guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro leva Amália a atravessar o oceano e a conhecer um casal de judeus sobreviventes do Holocausto.

A ascensão do nazismo em Berlim, a saga dos judeus húngaros, os mistérios ocorridos no campo de extermínio da Polónia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos oferecem os caminhos que Amália irá percorrer para desvendar o enigma. Dando corpo a uma narrativa elaborada com extrema sensibilidade e precisão investigativa, Luize Valente envolve o leitor em mistério, suspense e nos sentimentos mais profundos.

Autora em Lisboa durante o mês de janeiro

Matar o Presidente de Sam Bourne

Sinopse:
O impensável aconteceu. Os Estados Unidos elegeram um demagogo como presidente, cuja instabilidade emocional, passado nebuloso e políticas perigosas deixam o mundo à beira de um ataque de nervos.

Quando uma guerra de palavras com o regime norte-coreano se descontrola e o presidente fica a um passo de lançar um ataque nuclear, torna-se claro que alguém tem de agir, ou o mundo ficará reduzido a cinzas.

É então que Maggie Costello, uma assumida liberal, e funcionária temporária de Washington, descobre uma conspiração interna para matar o presidente. O dilema moral que enfrenta é terrível: deve salvar o presidente e deixar o mundo livre à mercê de um potencial tirano cada vez mais louco, ou cometer traição contra o seu Comandante e arriscar mergulhar o país numa guerra civil?

Em Defesa do Erotismo de Ana Carvalheira

Ana Carvalheira despe a pele de investigadora e assume a sua identidade como psicoterapeuta para nos responder a estas e outras questões que envolvem a jornada do prazer e os meandros e fragilidades do desejo sexual feminino e masculino.

Sinopse:
• Como preservar o erotismo numa relação de longa duração?

• Porque é que o desejo é fundamental para a felicidade?

• O que é que consome o desejo sexual?

Temas complexos como o orgasmo, masturbação, questões da masculinidade ou função erétil são discutidas sem reservas, mas também temas geralmente negligenciados como o sexo na idade sénior ou as várias identidades sexuais emergentes. Um livro que revela as turbulências da sexualidade, as vicissitudes da resposta sexual, as alegrias e tristezas do erotismo, sempre com a clareza e seriedade que o tema merece.

Apresentação no dia 24 de Janeiro, na Fnac do Chiado com Maria Elisa Domingues e Gabriela Moita


Guerra Americana de Omar El Akkad - Relato de uma América futura despedaçada pelas suas divisões políticas, tribais e humanas.

Sinopse:
Sarat Chestnut nasceu no Lousiana e tem apenas seis anos quando a Segunda Guerra Civil Americana eclode em 2074. Mas até ela sabe que o petróleo é proibido, que metade do Louisiana está submerso e que drones não tripulados sobrevoam os céus. Quando o seu pai é morto e a sua família é obrigada a refugiar-se num campo de refugiados, ela rapidamente começa a ser moldada por esse tempo e lugar até que, finalmente, pela influência de um misterioso funcionário, se transforma num instrumento mortífero da guerra.

A sua história é contada pelo seu neto, Benjamin Chestnut, que nasceu durante a guerra – parte da Geração Miraculosa – e é agora um idoso a confrontar os segredos negros do passado, do papel da sua família no conflito e, em particular, a importância da sua tia, uma mulher que salvou a sua vida ao destruir a de outros.



Ala Feminina de Vanessa Rodrigues - Pode a reclusão revelar mistérios da condição da mulher?

Sinopse:
O que têm em comum uma colombiana, uma cabo-verdiana, uma angolana, uma venezuelana, uma uruguaia, uma ucraniana, duas brasileiras e quatro portuguesas? Para elas, a liberdade é uma tatuagem que carregam na mente, livre para sonhar, com o corpo preso num cárcere, labirinto entre o Rio de Janeiro, o Porto e Lisboa.

São mães, vaidosas, filhas, amantes, sonhadoras, escrevem cartas, leem livros, amam. São barqueiras invisíveis entre dois mundos: o mundo cá de fora, e um céu gradeado. Este é mais que um livro-reportagem, é a intuição subjetiva a partir de conversas com mulheres privadas de liberdade: os medos, os desafios, as conquistas, os desabafos, a ânsia de ser livre.



Paixão ou a vida a nu na obra-prima de Stendhal

Título: O Vermelho e o Negro
Autor: Stendhal
N.º de Páginas: 544
PVP: 24,00 €
Ficção/Literatura Estrangeira
Nas livrarias a 2 de Janeiro
Guerra e Paz Editores

Sinopse:
O Vermelho e o Negro é a obra-prima de Stendhal, onde melhor o autor desenvolveu a psicologia das suas personagens. Entre elas, destaca-se Julien Sorel, o herói do romance, uma das criações mais complexas da história da literatura. Filho maltratado de uma família pobre, está determinado a escapar às suas origens. Muitíssimo inteligente, de espírito calculista, embora orgulhoso e por isso incapaz de fazer cedências, às vezes idealista e apaixonado, outras cínico e inclemente: vive numa insatisfação permanente. Falta-lhe experiência de vida, é ambicioso, mas não tem os meios para satisfazer essa ambição. Dividido entre a Igreja e o Exército, entre sonhos de glória e uma existência subalterna, acumula vitórias e sofre derrotas. Todas estas contradições levarão à tragédia.

Stendhal deu ao mundo um livro que é mais do que um livro, é vida feita literatura. Lançou bases importantes para o desenvolvimento do romance moderno, influenciando muitos dos grandes escritores contemporâneos, como Hemingway, que considerava O Vermelho e o Negro um dos seus livros de eleição.

Sobre o autor: 
Stendhal. Marie-Henri Beyle, mais conhecido pelo seu pseudónimo Stendhal, nasceu a 23 de Janeiro de 1783, em Grenoble. Órfão de mãe com apenas sete anos, o pretexto de se matricular na École Polytechnique leva-o até Paris. Após ter integrado o exército napoleónico, alista-se no regimento em Itália. Com a queda de Napoleão, instala-se em Milão mas, por suspeita de espionagem, acaba por regressar a Paris. Foi nomeado cônsul francês em Trieste (1830) e em Civitavecchia (1831). Notabilizou-se como crítico, ensaísta e romancista: Histoire de la peinture en Italie (1817), Naples et Florence (1817), Do Amor (1822), Vie de Rossini (1824), Racine et Shakespeare (1823 e 1825), Armance (1827), Promenades dans Rome (1829). Dando primazia ao perfil psicológico e comportamental das personagens, o seu estilo declara-o como um dos primeiros praticantes do realismo. O Vermelho e o Negro (1830) e A Cartuxa de Parma (1839) consagram-no universalmente. Morre em 1842, em Paris, e obras autobiográficas, como Journal, Vie de Henri Brulard e Souvenirs d’égotisme, são já publicadas postumamente.





quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Apostas da Planeta para 2018

O novo ano está a chegar e as editores portuguesas já estão a pensar nas novas apostas literárias. Ficam aqui algumas sugestões da Planeta de Janeiro a Março.

Thriller
O HOMEM DE GIZ, C. J. Tudor
Janeiro
Um fenómeno mundial que começou antes da Feira de Frankurt 2016.
O romance de estreia de C.J. Tudor é um thriller arrepiante que se passa em dois registos: em 1986 e na actualidade. As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite. O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante. O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o imaginário infantil.
AUTORA VEM A LISBOA DIAS 17 E 18 DE JANEIRO.

NÃO SOU UM MONSTRO, Carme Chaparro
Fevereiro
Um thriller de cortar a respiração, escrito por esta autora espanhola, que leva ao limite as suas personagens. Se há algo pior que um pesadelo é que esse pesadelo se repita. E entre os nossos piores sonhos poucos causam mais angústia que uma criança que desaparece sem deixar rasto.

TENHO DE SABER, Karen Cleveland
Março
O thriller de espionagem NEED TO KNOW (título original) é a obra de estreia de Karen Cleveland, de 35 anos, que trabalhou mais de oito anos como analista da CIA, tendo também colaborado com o FBI.
A Universal Studios adquiriu os direitos cinematográficos e anunciou já que no papel principal estará a famosa actriz, Charlize Theron.
Este thriller, que foi o livro mais cobiçado da Feira de Londres, conta a história de Vivian, uma agente de contra espionagem, mãe de quatro filhos, que descobre, por acaso, um segredo que pode pôr em risco o seu país, o seu casamento e a sua própria vida.

Romance Literário
DEIXARÁS A TERRA, Renato Cisneros
Fevereiro
Um livro autobiográfico da família Cisneros, uma das famílias mais poderosas do Peru, onde o autor, que também é jornalista, aprofunda a vida dos antepassados que admirava desde criança, embora desconhecendo a realidade das sua vidas íntimas.
Um livro profundamente íntimo que revela anos de pesquisa familiar sobre uma intricada árvore genealógica. Este romance recorda-nos que as famílias estão feitas de tudo o que escondem e que só uma prosa capaz de atravessar o visível e o soterrado pode rastear o caudal a que chamamos identidade.
O AUTOR VAI ESTAR NAS CORRENTES D’ESCRITAS , PÓVOA DO VARZIM

GENTE SÉRIA, Hugo Mezena
Fevereiro
A estreia literária do autor do blogue Alfabetário com a história de uma família e de uma comunidade temente a Deus mas capaz dos maiores pecados. Um retrato do Portugal profundo e de uma família aparentemente vergada às leis de Deus onde não falta um tio bígamo e ambicioso, um avô dominador, uma tia caloteira e um jovem que aponta os pecados diários. Tudo gente séria. Mas capaz de matar.

TODOS OS DIAS SÃO MEUS, Ana Saragoça
Março
A reedição do romance que alguns apelidaram como o livro-revelação de 2012. Todos os Dias são Meus, da escritora e dramaturga Ana Saragoça, é um romance cheio de inteligência e humor que explora os tiques e as vicissitudes de personagens que todos reconhecemos do prédio, do local de trabalho ou até mesmo do círculo de amizades.
Hilariante, mas poderoso na observação social. E perspicaz. É raro a literatura portuguesa apresentar uma mistura tão fina de sensibilidade e ironia. Mais ainda quando garante uma grande dose de humor.

Romance histórico
CATARINA DE ARAGÃO, Philippa Gregory
Janeiro
Segundo livro da série Os Tudor, contada com a mestria e rigor desta autora bestseller do romance histórico. A vida de Catarina de Aragão, infanta de Espanha, rainha de Inglaterra. Primeira mulher de Henrique VIII e com quem esteve casada vinte anos, dessa união nasceu a rainha Maria. Devido a não ter herdeirosmasculinos, Henrique após vinte anos de casamento feliz e, já na fase de alteração drástica de personalidade, começa a cortejar Ana Bolena.

CONQUISTAR UM DUQUE, Leonora Bell
Março
Vencedor do Romance Writers of America’s Golden Heart Award for Best Historical 2014. Fresco, atrevido e fabuloso, um romance que tem como pano de fundo o período da Regência, que conta uma história de amor, com uma certa dose de erotismo.

Romance feminino
O FRUTO PROIBIDO, Jodi Malpas
Janeiro
Novo romance de uma autora de referência, no género erótico, que já tem uma legião de fãs  portuguesas com as trilogias Este Homem e Uma Noite. Mais uma vez, a autora mistura cenas de paixão muito quentes com uma grande história de amor, com um final feliz.

SEMPRE TE ENCONTRAREI, Megan Maxwell
Fevereiro
O terceiro livro da série As Guerreiras Maxwell, uma história vibrante, com personagens fortes e dramáticas que nos farão sonhar com as Highlands escocesas.

Romance fantástico
O FILHO DAS SOMBRAS, Juliet Marillier
Fevereiro
Segundo livro da trilogia Sevenwaters, agora reeditado. Uma narrativa impregnada de mistério, aventura, perda e renascimento, onde Juliet Marillier intercala o romance com a magia.

BEREN AND LÚTHIEN (Título original), J.R.R. Tolkien/Christopher Tolkien
Março
Uma obra fundamental para os amantes de Tolkien e de literatura fantástica que reflecte um acontecimento real da sua vida com Edith, a sua mulher. Os nomes Beren e Lúthein estão gravados no túmulo que Tolkien e a sua mulher partilham em East Yorkshire. A história conta o destino de dois amantes, Beren e Lúthein, um homem mortal e um elfo imortal que juntos tentam roubar algo a Melkor, um dos seres malignos do universo fantástico de Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis.
O livro foi editado cem anos depois do autor a escrever. Em capa dura, com ilustrações de Alan Lee.


Top leituras 2017

O ano de 2017 está a chegar ao fim e como é habitual no final de cada ano há balanços de leituras e dos melhores livros lidos.
Até ao final do ano conto ler entre 77 a 78 livros que a comparar com os anos de 2015 e 2016 não está nada mau.
Mas nada que compare à qualidade dos livros. Li livros muito bons, mas também li alguns medianos e outros maus como podem comprovar pelas minhas opiniões.
Deixo-vos aqui o meu top 10 de livros ou autores, que poderá também servir como sugestão de última hora para o Natal.

Os Bebés de Auschwitz já estava na minha lista de livros desejados para comprar e ler. De facto, por muitos livros que tenhamos lido sobre o Holocausto ainda há livros capaz de nos surpreender. 
Os Bebés de Auschwitz centra a sua história na vida de Priska, Rachel e Anka, três mulheres que se cruzam com Mengele na entrada do campo de concentração, mas sem que as suas vidas de cruzem dentro do mesmo campo. As três entraram grávidas em Auschwitz, mas nunca disseram a ninguém que estavam de bebé. Essa ocultação terá sido a sorte delas e dos seus bebés.
M. J. Arlidge já ocupa um espaço importante nas minhas leituras de policiais. Portanto, visto terem saído dois títulos do mesmo autor este ano e como ambos me encheram as medidas, fica aqui a sugestão.
Helen Grace é a protagonista desta série fantástica e para quem segue a mesma, estes são dois títulos a não perder.

Tal como acontece com M. J. Arlidge, também sou seguidora da série Robert Hunter, de Chris Carter.
Li no início do ano o primeiro livro da série, que ainda não tinha e mais dois livros dele foram publicados, todos eles excelentes.
Com cenários cada vez mais macabros e gráficos, Carter prende cada vez mais os leitores amantes de livros do género.


A Rapariga de Antes não gerou consensos. Houve quem não gostasse deste livro, mas também houve que gostasse imenso.  Eu fiquei rendida à forma como foi escrito e posso dizer que foi uma das leituras que me deu mais gozo. Gostei sobretudo do efeito psicológico criado à volta do n.º 1 de Folgate Street, casa londrina número 1 em tecnologia, mas que funcionava como uma espécie de Big Brother, onde o sistema começa a conhecer os gostos pessoais de cada um que lá vive, adaptando-se completamente ao humano.


 Quem segue o blogue e quem me conhece minimamente, sabe que na área do romance Jodi Picoult tem um lugar especial na minha estante. Eis dois livros que li da autora e que adorei. Pelo meio do ano houve porém outro, Compaixão, que detestei. Destaco, contudo, O Poder das Pequenas Coisas, livro de 2017, que retrata o racismo com mestria e Dezanove Minutos, um livro já mais antigo, lido conjuntamente com outras leitoras e bloggers, e a opinião foi unânime: um dos melhores livros da autora. Dezanove minutos relata um massacre numa escola norte-americana.

"O Ano da Dançarina" foi o primeiro livro que li de Carla M. Soares e deixou-me completamente vidrada na história. Sou fã assumida de romances históricos, e a temática da Primeira e Segunda Guerra Mundial é das que mais me atrai. Saber que se passará um pouco na frente francesa, passando posteriormente para Portugal onde parte da história se passa na narração dos milhares de mortos provocados pela gripe espanhola, como vulgarmente é chamada, deixou-me entusiasmada.
Café Amargo é um livro puramente italiano. O clã tanto dos Marra como dos Sala é bastante unido, com atitudes próprias de familiares, onde o dinheiro leva a muitas amizades, mas sobretudo a conflitos, mesmo dentro do seio familiar. Pietro é um esbanjador, habituado à opulência, Maria é mais ponderada, embora procure conforto para a sua casa e para quem nela trabalha. É pioneira na colocação de casas de banho no interior da moradia, assim como a electricidade e água.No entanto, não agrada a todos e a sua vida não vai ser facilitada.
Pleno de referências históricas e com personagens marcantes, Café Amargo vai prender os amantes do romance histórico.
Sou fã confessa dos livros de Lisa Gardner e Tess Gerritsen, ambos publicados pelo Círculo de Leitores. Logo que saem tenho de os comprar no imediato.

Sexto livro da série D. D Warren, Não me Apanhas talvez tenha sido o que mais me agradou. Com bastante suspense, uma personagem que não sabemos se será vítima ou a assassina até praticamente à última página, uma história bem conseguida, faz com este livro tenha sido uma excelente leitura de férias.
Apesar de já ter lido muitos bons livros do género Policial/Thriller este ano não houve um que me surpreendeu como este. A história não é original, é fácil compreender que algo se passa de muito mau entre o casal protagonista, mas está escrita de uma forma que me agradou bastante ao ponto de lhe dar 5* no Goodreads.
Alternado entre o presente e passado por forma a conhecermos com mais profundidade o amadurecer da relação do casal modelo Jack e Grace, este é um livro que os amantes do género não vão mesmo querer perder.


É fácil gostar da escrita de Allende. As descrições, que para alguns leitores podem ser um pouco exageradas, são fundamentais para conhecermos a fundo as suas personagens, sempre ricas em histórias, sobretudo histórias de países sul americanos. 

O drama de se nascer num país pobre leva muitos jovens a ingressar em cartéis de droga, opção nada feliz para muitos deles, nem para as suas famílias. A dificuldade de fugirem de toda esta infelicidade e pobreza faz com que muitos outros arrisquem a vida, numa travessia penosa e longínqua para os levar para a terra das grandes oportunidade, onde tudo é mais fácil e onde podem ser felizes. Mas será a América isso tudo? 

Allende apresenta-nos uma história plena de esperança, companheirismo e amor, mas também com críticas duras à nova política de Donald Trump. Esta foi sem dúvida uma leitura dura, mas plena de intensidade. 
O amor, o envelhecimento, a pobreza, a devoção aos animais, problemas políticos, tudo isto é abordado por Allende, transformando Para Lá do Inverno um livro excepcional. A não perder.


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Já votou na Palavra do Ano?


Até 31 de dezembro, é possível votar entre as dez finalistas, em www.palavradoano.pt.

Duas semanas após o início da votação, o vocábulo "incêndios" lidera a corrida para a eleição da PALAVRA DO ANO ® 2017 , com "afeto" e "floresta" a completar o pódio das preferências dos portugueses. A lista fica completa com as palavras "vencedor", "crescimento", "desertificação", "gentrificação", "cativação", "peregrino" e, por fim, "independentista".

A votação está a decorrer em www.palavradoano.pt desde o primeiro dia de dezembro e estará aberta até ao último segundo do ano. Até ao momento, cerca de dez mil portugueses já votaram na sua preferida e aguardam, com curiosidade, o desfecho da eleição.

Esta é uma iniciativa que a Porto Editora organiza desde 2009, com a contribuição do público português que, desde então, elegeu vocábulos como "esmiuçar" (2009), "vuvuzela" (2010), "austeridade" (2011), "entroikado" (2012), "bombeiro" (2013), "corrupção" (2014), "refugiado" (2015) e "geringonça" (2016).

A eleição final é sempre da responsabilidade dos cibernautas, cabendo à Porto Editora a tarefa de selecionar as 10 finalistas que serão sujeitas a votação, com base nas propostas feitas através do site da iniciativa e no acompanhamento da realidade da língua portuguesa, observando os meios de comunicação, as redes sociais e os registos de consultas dos dicionários online e mobile.

A 4 de janeiro de 2018 será conhecida a grande vencedora da edição de 2017, numa cerimónia na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Loures.


A PALAVRA DO ANO ® em Angola

Esta é, também, a segunda edição desta iniciativa em Angola, que conta com os vocábulos "exoneração", "mudança" e "divisas" a liderar a votação naquele país. As restantes candidatas são "eleições", "micha", "barragem", "kaluanda", "professor", "maka" e, por último, "candongueiro".

Os angolanos podem votar no site www.palavradoano.co.ao , onde também é possível consultar o significado de cada uma das palavras candidatas.

A iniciativa é da responsabilidade da Plural Editores Angola , que integra o grupo editorial da Porto Editora, e conta com o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.

A 30 de janeiro de 2018, os angolanos vão conhecer a palavra vencedora, num evento que decorrerá no Centro Cultural Português, em Luanda. 




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O Marcador de Livros no Comic Con


A pretexto do tema "As Heroínas na Literatura" enquanto administradora do Marcador de Livros fui convidada para integrar o painel, integrado na Comic Con, que tinha também como interveniente a escritora Inês Botelho.
Moderado por Madalena Nogueira dos Santos passamos uma excelente hora de conversa onde falamos do papel das mulheres na literatura, mas também na sétima arte.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

E porque está a chegar o Natal...

O Natal está quase quase a chegar e eu também já tenho a minha wishlist preparada para enviar ao Pai Natal.
Será que é desta que vou ter sorte?