sábado, 15 de outubro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

«Bestiário de Kafka» já chegou às livrarias

Título: Bestiário de Kafka
Género: Literatura / Contos
Tradução: Álvaro Gonçalves, Manuel Resende, Teresa Seruya, Ana Falcão Bastos e José Maria Vieira Mendes
N.º de páginas: 312

Bestiário de Kafka reúne contos de um dos maiores nomes da literatura mundial, todos eles protagonizados por animais
Nas livrarias a 14 de outubro
Franz Kafka foi autor de diversos romances e contos, considerado pelos críticos como um dos escritores mais influentes do século XX. As suas histórias são visionárias, profundamente enigmáticas, apresentando muitas vezes uma visão grotesca do mundo, em que personagens carregadas de culpa, isolamento e ansiedade fazem uma busca inútil para encontrar a resposta aos seus conflitos internos.
O livro Bestiário de Kafka, que chega sexta-feira, dia 14 de outubro, às livrarias portuguesas, é uma antologia, reunindo contos deste vulto incontornável da literatura, todos eles protagonizados por animais. De salientar que alguns destes contos são completamente inéditos em Portugal, tendo sido a maior parte deles traduzidos pelo seu tradutor referência, Álvaro Gonçalves, que selecionou e organizou os textos desta obra.
A Transformação (A Metamorfose), Chacais e Árabes, Relatório de um Academia, Um Cruzamento, Investigações de um Cão e O Animal da Sinagoga são alguns dos contos presentes em Bestiário de Kafka.

Sinopse:
«Ah», disse o rato, «cada dia que passa, o mundo vai ficando mais estreito. No princípio, era tão vasto que eu tinha medo, continuei a correr e fiquei contente por finalmente ver, lá longe, muros à direita e à esquerda, mas estes extensos muros aproximam-se tão rapidamente um do outro que eu me vejo confinado já ao último compartimento, e ali, ao canto, está a ratoeira para onde corro.»
«Só tens de mudar de direção», disse o gato e devorou-o.

Sobre o autor:
Franz Kafka, escritor de ascendência judaica e expressão alemã, nasceu em 1883, em Praga. Durante alguns anos, estudou Direito, mas em 1917 contraiu tuberculose, doença que era na época um dos maiores flagelos da humanidade, e da qual sofreria até à sua morte prematura, em 1924, num sanatório em Kierling, nos arredores de Viena. Essencialmente preenchida por romances e contos, grande parte da sua obra literária foi publicada apenas após a sua morte, graças ao interesse do seu amigo e testamenteiro Max Brod, romancista checo, que salvou a maioria dos seus manuscritos, tanto da fúria destruidora do autor como, mais tarde, da Gestapo. Sendo um dos nomes mais importantes da literatura europeia — e mesmo mundial — do século XX, entre as suas principais obras contam-se O Castelo, América, O Processo e A Transformação (A Metamorfose).