quinta-feira, 22 de setembro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidade Esfera dos Livros: O Comboio do Luxemburgo

Numa altura em que imagens de refugiados, em barcos, em campos, em fuga, em desespero, nos chegam diariamente a casa, pelos ecrãs da televisão e do computador, as historiadoras Irene Flunser Pimentel e Margarida de Magalhães Ramalho lembram um episódio, praticamente desconhecido, com refugiados judeus, que Portugal não salvou em 1940. Uma história impressionante de 293 passageiros, vindos do Luxemburgo, retidos por mais de uma semana na fronteira de Vilar Formoso e a quem foi negada a entrada em Portugal.

O que aconteceu a estas pessoas? Porque foram impedidos de entrar quando as negociações nesse sentido estavam praticamente concluídas?

As autoras analisaram documentos inéditos, entrevistaram sobreviventes e familiares e explicam-nos as razões deste acontecimento que deita por terra a ideia de Portugal, na figura do seu chefe de Governo, António de Oliveira Salazar, acolhia todos os refugiados da Segunda Guerra Mundial.


À venda a 23 de Setembro

Sobre as autoras:

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Irene Flunser Pimentel é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Unive rsidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano. É investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), tendo coordenado, até Junho de 2012, o projecto, financiado pela FCT, «Justiça Política na Transição para a democracia em Portugal (1974-2008)». Em 2007, recebeu o Prémio Pessoa, atribuído pelo Expresso e pela Unysis. Neste momento está a realizar um projecto de Pós-Doutoramento, aprovado pela FCT, intitulado «O processo de justiça política relativamente à PIDE/DGS, na transição para a democracia em Portugal». É autora e co-autora de diversos livros, entre os quais se contam:

- Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto (Esfera dos Livros, 2006)
- Mocidade Portuguesa Feminina (Esfera dos Livros, 2007)
- Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política (Esfera dos Livros, 2007), em co-autoria com João Madeira e Luís Farinha;
- Biografia de um Inspector da PIDE (Esfera dos Livros, 2008)
- Cardeal Cerejeira. O Príncipe da Igreja, (Esfera dos Livros, 2010).
- Espiões em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial (Esfera dos Livros, 2013)


Margarida de Magalhães RamaloMargarida de Magalhães Ramalho nasceu em Lisboa em 1954. Licenciada em História, variante História da Arte pela Universidade de Lisboa, é investigadora do Instituto de História Contemporânea. Começou a sua actividade de investigadora, em 1986 com a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, em Cascais Responsável pelas escavações arqueológicas aí realizadas, entre 1987 e 2005, com alguns estudos publicados nesta matéria foi também a autora da adaptação museológica desta estrutura militar em 2014. Desde 2000 que a sua área de investigação se centrou nas questões relativas aos refugiados em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, desenvolvendo desde essa altura diversos projectos de investigação relacionados com esta temática. Foi comissária científica do futuro museu Vilar Formoso, Fronteira da Paz, Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes, a inaugurar em 2017; da exposição Portugal, the Last Hope, Center for Jewish History, Nova Iorque, 2016; da exposição A Última Fronteira – Lisboa em Tempo de Guerra, Torreão Poente do Terreiro do Paço, 2013, e do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes, 2008. Publicou, entre muitos outros títulos, Vilar Formoso – Fronteira da Paz, Câmara Municipal de Almeida (2014) e Lisboa, uma cidade em tempo de Guerra, Imprensa Nacional-Casa da Moeda (2012).