terça-feira, 14 de junho de 2016

O Guardião Invisível - Dolores Redondo [Opinião]

Título: O Guardião Invisível
Autor:
Dolores Redondo
N.º de Páginas: 360
PVP: 17,76€


Sinopse:
Nas margens do rio Baztán, no vale de Navarra, é encontrado o cadáver nu de uma adolescente em circunstâncias que posteriormente é relacionado com um homicídio ocorrido na região meses antes. Amaia Salazar, inspectora de homicídios da Policía Foral, é encarregue de dirigir uma investigação que a levará a Elizondo, uma pequena localidade de onde nasceu e de que tentou fugir toda a vida.
Forçada a enfrentar os desenvolvimentos cada vez mais complicados do caso e com fantasmas familiares que a perseguem, a investigação de Amaia é uma corrida contra o tempo para encontrar um assassino capaz de mostrar a face mais aterradora de uma realidade brutal, evocando ao mesmo tempo as criaturas mais inquietantes das lendas e do esotérico do Norte de Espanha.

A minha opinião: 
Primeiro livro da trilogia do Baztán, O Guardião Invisível não é um policial qualquer. A base, de facto, assenta num policial, mas a sua história vai além da investigação, envolvendo a vida da detective encarregue do caso, Amaia Salazar, que regressa, desta forma, à sua terra natal.

Amaia não reúne consenso. Numa sociedade completamente machista em relação a uma mulher a liderar uma investigação policial, os seus colegas não vêem com bons olhos serem comandados pela agente Salazar. Descredibilizada em vários pontos, Amaia tem de respirar fundo várias vezes para por o grupo na ordem. Uns mais que outros.

O corpo de uma jovem é encontrado nas margens do rio Baztán. A forma como o corpo se apresenta e a forma como a jovem foi assassinada é em tudo semelhante com outros casos que ocorreram anteriormente em Elizondo, uma pequena localidade espanhola, onde Amaia nasceu e de onde saiu para só regressar agora para investigar o caso e reencontrar toda a sua família.

Ao aprofundar a investigação Amaia vai debater-se com crenças e misticismos locais em que pouco acredita, mas que a levam a pensar seriamente no que é real e no que é imaginário.
Dolores Redondo introduz assim o folclore regional de uma forma interessante, que estimula a leitura e traz um melhor desenvolvimento à investigação.

Com mistério q.b. e a resolução do caso bem fundamentada, só bem perto do fim é que consegui descortinar quem seria o assassino. Fiquei rendida a Amaia e a Dolores Redondo. Não quero perder o filme baseado no filme que já está a ser rodado, como podem ver aqui.

A Planeta já publicou o segundo livro da trilogia, O Legado nos Ossos, que espero ler muito em breve.



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