sexta-feira, 15 de abril de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Os Filhos da Clandestinidade - A odisseia das crianças enviadas secretamente para o outro lado da Cortina de Ferro

O exilio de Álvaro Cunhal na União Soviética provocou uma ruptura na história do PCP e abriu as portas para o primeiro exílio da direcção comunista em Moscovo, Praga, Bucareste, Paris e Ivanovo.

Nos anos seguintes Álvaro Cunhal autorizou a saída dos funcionários e famílias que estavam em risco de serem presos pela PIDE, companheiras e viúvas, e de dirigentes com capacidades específicas para executar no exílio tarefas de apoio à luta em Portugal.

Esta é uma realidade até agora silenciosa.

A combinação invulgar de várias circunstâncias resulta numa história nova do PCP e revela também uma nova realidade até agora desconhecida: a desagregação das famílias dos funcionários clandestinos, cujos filhos foram enviados secretamente para a União Soviética. Estes filhos da clandestinidade assumem-se hoje como os danos colaterais da luta dos seus pais. O seu exílio representou um fenómeno extremo e as suas histórias de vida surgem pela primeira vez integradas na História do PCP e do movimento comunista internacional.

Neste livro, o jornalista, historiador e professor Adelino Cunha, conta-nos através de testemunhos inéditos a história surpreendente da desagregação das famílias comunistas no exílio.


Sobre o autor:
Adelino Cunha, jornalista, historiador e professor de História Contemporânea e de Jornalismo da Universidade Europeia – Laureate Internation Universities.

Nasceu em 11 de Maio de 1971, em Lisboa. Licenciou-se em História na Universidade Lusíada e doutorou-se em História Contemporânea na Universidade de Lisboa, no âmbito do Programa Interuniversitário de Doutoramento em Lisboa (Universidade de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, Universidade de Évora, Instituto de Ciências Sociais e ISCTE).

É também autor dos livros A Ascensão ao Poder de Cavaco Silva (Edeline, 2005), Álvaro Cunhal – Retrato Pessoal e Íntimo (Esfera dos Livros, 2010) e António Guterres – Os Segredos do Poder(Alêtheia, 2013).