terça-feira, 12 de abril de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Discípulo - Hans Rosenfeldt, Michael Hjorth [Opinião]

Título: O Discípulo
Autor:
Hans Rosenfeldt, Michael Hjorth
Páginas: 672
Editor: Suma de Letras
PVP: €21,90

Segundo livro da série SEBASTIAN BERGMAN, o maior sucesso internacional do policial nórdico dos últimos anos, um thriller arrepiante da dupla sueca Hans Rosenfeldt e Michael Hjorth

Sinopse:
Numa Estocolmo em chamas, assolada por uma onda de calor, várias mulheres são encontradas brutalmente assassinadas.

Os assassinatos têm a marca de Edward Hinde, o assassino em série preso por Bergman há quinze anos, e que continua detido.

Sendo um incontestável profiler e perito em Hinde, Sebastian é reintegrado na equipa, e não demora muito a perceber que tem mais ligações com o caso do que pensava. Todas as vítimas estão diretamente ligadas a eles. E a sua filha pode estar em perigo.

A minha opinião: 
Depois de "Segredos Obscuros", primeiro livro da série Sebastian Bergman que tive oportunidade de ler em agosto do ano passado, surge agora "O Discípulo", novo livro da dupla Hans Rosenfeldt, Michael Hjorth, um livro que aguardava ansiosamente.

E valeu bem a espera.
Este segundo livro trouxe um Sebastian igual ao primeiro livro, cáustico, odioso, que afasta qualquer um, e que nenhum antigo colega deseja com ele trabalhar. No entanto, o caso que têm em mãos faz com que tenham de recorrer a ele visto que é uma réplica de um outro investigado por ele há quinze anos.

Edward Hinde é o nome do serial killer, um homem extremamente inteligente, que se encontra preso num estabelecimento de alta segurança. Não estabelece relações com quase ninguém e nenhuma com o mundo exterior, mas cujos crimes alguém anda a imitar.

O estranho acontece. Mulheres começam a ser assassinadas com o mesmo modus operandi de Hinde e a equipa de Torkel não consegue encontrar pistas que o levem ao assassino.
 
A ponta solta deixada pelo anterior livro, a obsessão de Bergman por Vanja, vai acabar por ser fulcral na resolução do caso, mesmo que o detective não o saiba inicialmente. A vida pessoal de Sebastian continua a ter um papel fundamental no livro, diria que tão ou mais importante do que a parte criminal em si, o que enriquece ainda mais o livro, imprimindo um carácter bem mais humano às personagens da trama.

Com um passado problemático, Bergman continua a ser um mulherengo inveterado e isso traz-lhe dissabores fatais. As mulheres de um modo geral são o seu ponto fraco e o criminoso mais atento e inteligente sabe isso.

As mulheres "usadas" por ele também não estão pelos ajustes e não vêem a sua presença como um bom presságio e desejam vê-lo pelas costas o mais rápido possível. E as relações amorosas dele deixam-me de boca aberta. Ele deve (devia) ser mesmo irresistível.

Concluindo: Bergman, ao longo dos anos, só reúne inimigos.

Ainda melhor que o primeiro, O Discípulo reúne um bom thriller, com uma leitura viciante e, o que à partida as quase 700 páginas podem assustar por transformarem um livro tão volumoso, lêem-se rapidamente. E o mistério em relação à vida de Sebastian continua, pelo que aguardo ansiosamente o terceiro livro da série.

Destaque ainda para as belíssimas capas, parabéns Pedro Aires Pinto. Se a primeira era linda, esta ainda melhor. O lobo sob o azul resulta lindamente. Adoro!