quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Piratas, caveiras e um mapa, num tesouro da Guerra e Paz

Título: A Ilha do Tesouro
Autor: Robert Louis Stevenson
N.º de Páginas: 288
PVP: 13,00 €
Género: Ficção/Literatura Estrangeira
Nas livrarias a 17 de Fevereiro
Guerra e Paz Editores

Sinopse:
Esta é a mais popular história de piratas de todos os tempos. Um marinheiro morre, numa estalagem, em circunstâncias misteriosas. O jovem Jim Hawkins fica com um baú que ele lhe deixa, onde descobre um mapa. É o mapa que revela o caminho para se chegar a um valioso tesouro. Só que o jovem Jim não é o único a saber da existência do mapa. Há outras personagens pérfidas, capazes de tudo, que também querem o mapa. Os maus são terríveis, mas os bons – o honesto Capi­tão Smollett, o heróico Dr. Livesey e o bondoso mas pouco in­teligente Squire Trelawney – estão do lado dele. Juntos, bons e maus, vivem com Jim uma história de traição e heroísmo. Um história em que Jim chega à idade adulta e aprende que para se ganhar a experiência da coragem talvez tenha de se perder a inocência.

Sobre o autor:
Nasceu na Escócia, em Edimburgo, a 13 de Novembro de 1850. O pai, talvez por ser um engenheiro civil bem-sucedido, queria que ele seguisse a mesma carreira. Nem a saúde de Stevenson ajudava, nem a vontade dele era muita. Foi, do mal o menos, para Direito, muito embora o que verdadeiramente orientava os seus interesses fosse a vida de boémia que muito o atraía. Entrou em conflito com a família, de moral presbiteriana, muito estrita. Chegou, ainda assim, ao fim do curso de Direito, sabendo embora, inspirado pelas figuras que ia encontrando na sua vida de rua e dissipação, que tinha de ser escritor.

Mas, já ficou dito, Stevenson era um homem doente. Tinha aflitivos problemas respiratórios e o rigoroso clima escocês não era o que ele precisava. Foi à procura de paragens mais quentes. Em França, onde foi parar, conheceu Fanny Osbourne, americana, casada e dez anos mais velha. Sempre à procura de mais calor, foi com ela para a Califórnia. Casaram-se depois de Fanny se divorciar do marido.

Vivia da escrita. Escrevia artigos e ensaios e, tomando por base viagens e aventuras pessoais, publicou Viagem pelo Interior (1878) e Viagens com Um Burro nas Cervennes (1879).

A Ilha do Tesouro foi o seu primeiro romance. Publicou-o em 1883. A tuberculose é que não o largava. Num período de convalescença, em Bournemouth, conheceu o escritor Henry James, com quem estabeleceu uma relação de grande amizade. Publicou, entretanto, O Médico e o Monstro e Raptado, em 1886. O êxito destes seus romances reforçou a popularidade que já

A Ilha do Tesouro lhe granjeara.

Mas os seus pulmões precisavam ainda de mais calor. Viajou, por isso, em 1888, para os Mares do Sul. Ficou a morar em Samoa. Os nativos gostaram dele. Sabia contar uma história e eles gostavam de o ouvir.

A 3 de Dezembro de 1894, uma hemorragia cerebral foi a sua barca para o outro mundo. Morreu não completando já Weir of Hermiston, obra em que trabalhava. Hoje, mais de um século depois, é um dos autores mais traduzidos e publicados em todo o mundo.

Há uma máxima de Stevenson que bem pode servir de brasão ao conjunto da sua obra: «A ficção é para o homem adulto o que o brinquedo representa para a criança.»


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