terça-feira, 1 de dezembro de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Vidas Roubadas - Mary Kubica [Opinião]

Título: Vidas Roubadas
Autor: Mary Kubica
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 336
Editor: TopSeller
PVP: 18,79€

Sinopse
Numa manhã fustigada pelo mau tempo, Heidi Wood vê numa estação de comboios uma adolescente com um bebé ao colo. A partir desse momento, essa imagem não lhe sai da cabeça.
Quando, dias mais tarde, volta a encontrar a rapariga com a bebé, Heidi decide ajudá-las e leva-as para sua casa. Chris, o marido de Heidi, assim como a filha, Zoe, opõem-se em absoluto à ideia de esta jovem, que diz chamar-se Willow, ficar em sua casa, temendo que ela possa ser uma criminosa. No entanto, Heidi não lhes dá ouvidos e, à medida que o tempo passa, sente que não pode abandonar a rapariga, e acima de tudo a sua bebé, por quem nutre um sentimento maternal fora do comum.
Entretanto, começam a aparecer pistas sobre o passado de Willow que farão com que a história ganhe contornos perturbadores. Que segredos guardará esta rapariga cujo passado esconde a todo o custo?

A minha opinião:
A minha estreia com Mary Kubica começou com a leitura de "Não Digas Nada" em setembro do ano passado (opinião aqui). Já nessa altura me tinha surpreendido com a sua escrita e com a capacidade da autora valorizar a obra a relatar pormenores da vida das personagens de tal forma relevantes para que os leitores se prendessem ainda mais ao livro.

Em "Vidas Roubadas" acontece precisamente o mesmo. Penso que a autora tem até tendência para gostar deste tipo de história e de personagens. Mais uma vez, Kubica pega em famílias desestruturadas, crianças orfãs, mulheres em depressão e cria uma história fabulosa. Ainda melhor do que a primeira.

Desta vez a história começa a ser contada do ponto de vista de Heidi Wood, assistente social, uma pessoa habituada a trabalhar com os mais desfavorecidos, que ao ver uma rapariga jovem com um bebé ao colo no metro num dia de muito frio não hesita em ajudá-la. No dia seguinte decide levá-la para casa mesmo sem consultar o marido, Chris, e a filha Zoe, que não vêem com bons olhos a decisão de Heidi.

A meio da história, o protagonismo acaba por ser divido com Chris, que acaba por ganhar relevância na trama. Um workaholic inveterado, raramente se encontra em casa e isso ressente-se no casamento de alguns anos. A chama entre ambos parece ter-se apagado e o casal revela algumas fragilidades e a vida de Willow e do bebé para a casa de ambos pode colocar em risco o seu casamento.



Depois existe Willow, um jovem misteriosa, que pouco revela de si, quer do seu passado, quer do presente à família que a acolheu. No entanto, o leitor vai descobrindo coisas do seu passado que não são nada boas de digerir.

Apesar de não tão surpreendente como o primeiro livro, gostei mais deste do que do anterior. O tema abordado agradou-me muito mais e o mistério à volta da Willow fez com que o lê-se em poucas horas.

Mary Kubica está a conquistar-me a cada livro que passa.

Só me resta aguardar pelo próximo.


2 marcadores:

Dora disse...

Está encomendado :)

Maria Manuel Magalhaes disse...

Espero que gostes :) Gostei ainda mais do que do primeiro. Mas a maior parte dos leitores gostou mais do anterior