terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Contadora de Histórias - Jodi Picoult [Opinião]

Título: A Contadora de Histórias
Autor:
Jodi Picoult
Género: Romance
Tradução: Maria da Graça Pinhão e José Vala Roberto
N.º de páginas: 520
PVP: 17,70€

Uma das mais bem-sucedidas escritoras da atualidade conta a história de uma amizade improvável cujo futuro sofrerá implicações vindas do passado.
Sage Singer é padeira de profissão. Trabalha de noite, a preparar o pão e os bolos para o dia seguinte, tentando fugir a uma realidade de solidão, a más memórias e à sombra da morte da mãe. Quando Josef Weber, um velhote que faz parte do grupo de apoio de Sage, começa a passar pela padaria, os dois forjam uma amizade improvável. Apesar das diferenças, veem um no outro as cicatrizes que mais ninguém consegue ver. Tudo muda no dia em que Josef confessa um segredo vergonhoso há muito escondido e pede a Sage um favor extraordinário. Se ela disser que sim, irá enfrentar não só as repercussões morais do seu ato, mas também potenciais repercussões legais. Agora que a integridade do amigo mais chegado que alguma vez teve está manchada, Sage começa a questionar os seus pressupostos e as expectativas em torno da sua vida e da sua família.
Um romance profundamente honesto, em que Jodi Picoult explora graciosamente até onde podemos ir para impedir que o passado dite o nosso futuro.

A minha opinião: 
Sage Singer é uma rapariga peculiar. Padeira de profissão, vive isolada praticamente de toda a gente. Uma cicatriz na cara impede-a de ter relacionamentos com as pessoas, levando-a a fechar-se cada vez mais. Tem como amiga a sua patroa, uma ex-freira, e um velhote que conhece de um grupo de apoio ao luto. No entanto, essa amizade está presa por um fio. O que Sage não sabe é que Josef, o velhote, carrega consigo um segredo terrível e que deseja partilhar com aquela rapariga solitária, descendente de judeus. 

Quem lê Jodi Picoult sabe que a escritora norte americana aborda sempre temas chocantes nos seus livros. A Contadora de Histórias, não é excepção. Neste penúltimo livro, publicado pela Bertrand, é abordado o tema do Holocausto, que apesar de tantas vezes repetido e batido e tantas vezes lido por mim, acaba sempre por chocar e surpreender, embora, neste caso, saber que se trata de uma história de ficção. 

«Dentro de cada um de nós existe um monstro; dentro de cada um de nós existe um santo. A verdadeira questão é qual deles alimentamos melhor, qual deles destruirá o outro.» pag. 132

Este é um livro surpreendente porque contempla uma história dentro de várias histórias. Obviamente que contá-las nesta minha opinião seria desvendar muito da magia deste livro e isso iria perder-se. Obviamente o livro não se resume às personagens de Josef e Sage, embora estas sejam determinantes para a evolução do livro. No entanto, muitas mais se seguirão que serão tão ou mais ricas.


E depressa nos embrenhamos na história de vida delas, do Holocausto, do que se viveu na Segunda Guerra Mundial, porque a Jodi Picoult tem a particularidade de fazer isso com os seus livros, daí conseguir tantos leitores por todo o mundo. 
Portugal não é excepção. 
Por isso mesmo, A Contadora de Histórias foi um dos melhores livros que li este ano. 
Excelente!



4 comentários:

Dora disse...

Conseguiste convencer-me e já o encomendei. Nunca li nada desta autora e toda a gente diz muito bem. Estou super curiosa.

Maria Manuel Magalhaes disse...

Que grande responsabilidade Dora. Espero mesmo que gostes.
Eu adorei, mas sou suspeita. Primeiro porque gosto muito da autora e depois porque aprecio o tema.
Pode ser que a tua estreia com a Jodi te leve a ler mais livros dela. O Tempo de Partir publicado pela Presença este ano, da mesma autora também é dos meus preferidos ;). Se gostares de ler este pode ser que partas para aventura de ler o próximo dela.

Dora disse...

Este foi dos livros de que mais gostei deste ano que está a acabar.

Conhecia a autora, Jodi Picoult, de nome, mas nunca tinha lido nada dela porque tenho a ideia de que os livros que escreve não fazem o meu género de leitura.
Mesmo assim, comecei a ver muitos comentários a este livro e todos no sentido positivo. Perguntei a uma conhecida minha que me disse, "Dora, tu que gostas do tema "Holocausto", tens de ler este livro porque é fabuloso!".
OBRIGADA pela dica! A-DO-REI.


Arrisquei e levei-o comigo para Barcelona. Durante os 3 dias que lá estive não li muito por falta de tempo mas nas viagens de avião e nas esperas dos aeroportos, não conseguia parar de o ler. São quase 600 páginas viciantes, muito emotivas e que não nos deixam pousar o livro; queremos sempre ler um bocadinho mais.

Vale mesmo a pena!

Maria Manuel Magalhaes disse...

:)