terça-feira, 8 de setembro de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Rentrée 2015 do Grupo BertrandCírculo

José Luís Peixoto, Howard Jacobson, Jodi Picoult, Conchita Wurst, Charb, Diogo Freitas do Amaral, Francisco Bethencourt, Niall Ferguson. E ainda Uma História Concisa de Portugal e uma dos Racismos, Amores e Desamores entre Portugal e Espanha e os animais de companhia ao longo dos tempos. Em ano de anúncio do vencedor do Prémio José Saramago.

São mais de oitenta títulos que as chancelas do Grupo BertrandCírculo lançam nos próximos meses. Até ao fim do ano, haverá livros para todos os leitores.

A Quetzal Editores começa o mês de setembro voltando à poesia. Desta feita, um poeta inesperado: Manuel Alberto Valente reorganizou a sua produção poética e deste editor – agora, de novo, autor – é publicado ‘O Pouco que Sobrou de Quase Nada’, na série Poesia Reunida. Inclui poemas desde 1966 e inéditos. Também na Quetzal, este ano, em novembro, um novo livro de José Luis Peixoto: ficção, uma novela intitulada Em teu ventre, ficará disponível no início de novembro. Atempadamente traremos mais novidades sobre este novo título do autor de Livro.

‘Despenteando Parágrafos’ é o título da recolha de textos de Onésimo Teotónio Almeida sobre algumas polémicas «suaves», publicado este mês. Para pensar a atualidade e o lugar de Portugal na Europa, será também publicado em setembro, ‘Encostados à Parede’, de Eduardo Paz Ferreira, ‘crónicas de novos anos de chumbo’, o subtítulo, indica-nos o caminho aberto por esta leitura.

No que respeita à ficção estrangeira, dentro de dias fica disponível Talvez Esther – depois de publicado em duas dezenas de países, chega finalmente a Portugal a estreia literária de Katja Petrowskaja que aqui segue no encalço da sua família numa Europa que a Guerra e o Holocausto fizeram desaparecer. Antes do natal, regressam ao catálogo da chancela, o escritor nigeriano-americano Teju Cole, com Todos os Dias São Bons Para Roubar, e J.D. Salinger, com Levantai Alto o Pau de Fileira, Carpinteiros, este último numa nova tradução de Salvato Telles de Menezes.

Guilhermina Gomes, diretora editorial do Círculo de Leitores e Temas e Debates, deu conta de duas novas publicações exclusivas para sócios. Além da edição do último volume da História do Corpo, este ano haverá uma série em dois volumes, intitulada Portugal e Espanha, Amores e Desamores, uma síntese original da relação entre os dois países ibéricos, coordenada por Artur Teodoro de Matos, João Paulo Oliveira e Costa e Roberto Carneiro. Ainda no Círculo de Leitores, e ainda no âmbito da História, publica-se a análise do relacionamento entre animais e pessoas em Animais e Companhia na história de Portugal. Esta original e inédita perspetiva é coordenada por Isabel e Paulo Drumond Braga.

Para livrarias, com a chancela da Temas e Debates, haverá já em setembro Uma História Concisa de Portugal, da autoria de Maria Cândida Proença, especialista em didática de História, para todos os que se interessam pela forma como temos evoluído como nação. Também sobre Portugal nos seus tempos mais recentes, dois títulos sobre os acontecimentos de 1975. De Leonor Xavier, Portugal, Tempo de Paixão recolhe 100 testemunhos sobre este ano conturbado; e em 1975, O Ano que Terminou em Novembro, António Luis Marinho e Mário Carneiro, contam o que aconteceu através de notícias de imprensa e incluem a revelação das conversas secretas entre Kissinger e Carlucci sobre Portugal.

Dos títulos a publicar pela Temas e Debates até ao fim do ano, destaca-se ainda Racismos – das cruzadas ao século XX, uma primeira história sobre o tema, de Francisco Bethencourt, que reformula o entendimento das relações interétnicas. E A Segunda Curva, de Charles Handy, sobre as tendências atuais do capitalismo, desafia o mito de que é essencial o crescimento a todo o custo; bem como Colosso, de Neil Ferguson, aclamadíssimo pela imprensa internacional, observa a ascensão e prevê a queda do império americano, que, acredita, tem «o vácuo como base».

Já nos primeiros dias de setembro, a Bertrand Editora publica Decida a Sua Vida, o livro de desenvolvimento pessoal de Jacques Attali, economista e ex-conselheiro de Miterrand. O filósofo esloveno Slavoj Zizek estreia-se nesta chancela que sempre publicou livros de atualidade com Problemas no Paraíso, um conjunto de textos com o subtítulo ‘O comunismo depois do fim da história’. No fim do mês chega às livrarias Carta aos Escroques da Islamofobia Que Fazem o Jogo dos Racistas, o livro que Charb, diretor do Charlie Hebdo, concluiu dois dias antes do atentando que lhe custou a vida.

Também em setembro, daqui a poucas semanas, chegará às livrarias Aposta Suja, de Luís Aguilar, que leva quem lê numa viagem ao mundo dos resultados combinados.

Outubro será o mês de Fuga de Cérebros, Retratos da emigração qualificada portuguesa, resultante do estudo coordenado por Rui Gomes, do CES da Universidade de Coimbra.

No mesmo mês o regresso de Diogo Freitas do Amaral à biografia histórica, desta vez com Afonso III, pela mão do autor do êxito editorial D. Afonso Henriques (publicado em 2009).

Na ficção literária destacam-se a chegada de novos autores ao catálogo da Bertrand. De Jodi Picoult publicaremos O Contador de Histórias, o primeiro de mais títulos desta autora que nos habituámos a ver na lista de best-sellers do New York Times. E do escritor distinguido com o Man Booker Prize, Howard Jacobson, publicaremos J, uma ficção especulativa e distópica que prevê um novo holocausto em Inglaterra. Até ao fim do ano, marcarão também presença nas livrarias, John Grisham, Steven Saylor, Erik Larson, James Rollins, Stephen King e Jeffrey Archer.

Um novo título de Antony Beevor sobre a Segunda Guerra Mundial, Ardenas 1944 chegará em novembro, juntamente com Bimby, Na Rota das Descobertas, com receitas dos países a que Portugal chegou séculos atrás.

Dos livros com a chancela Pergaminho, as maiores apostas são o novo romance de Augusto Cury, Felicidade Roubada; Eu Conchita, a recente biografia de Conchita Wurst e O Intestino, o seu segundo cérebro, da médica francesa Francisca Joly Gomez.