sexta-feira, 10 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Crime Num Quarto Fechado - Hans Olav Lahlum [Opinião]


Título: Crime Num Quarto Fechado
Crime à Hora do Chá - Volume 7
Autor: Hans Olav Lahlum
Tradução: Elsa T. S. Vieira
Páginas: 368
Editor: Edições Asa
PVP: 13,90€

Sinopse
Num pequeno prédio em Oslo onde todos os moradores se conhecem, dá-se um crime impossível. Harald Olesen é assassinado a tiro na sua sala de estar. A arma não foi encontrada. A divisão estava fechada à chave por dentro, o apartamento vazio. Admirado por todos, Harald era um lendário herói da resistência a Hitler. É difícil imaginar quem terá cometido um crime tão vil. Mais complicado ainda é imaginar como terá sido executado.
O detetive inspetor Kolbjørn Kristiansen (também conhecido como K2) é chamado ao local. À medida que interroga os vizinhos da vítima, K2 começa a desenredar uma teia 
de mentiras que teme não ter fim. Felizmente, tem uma aliada: Patrícia Borchmann. A jovem está confinada a uma cadeira de rodas mas a sua mente prodigiosa não se detém perante tais limitações. Juntos, são a única esperança de deslindar este enigma aparentemente insolúvel.



A minha opinião: 
Harold Olesen é assassinado no mesmo dia em que Martin Luther King, 4 de Abril de 1968, mas só que em locais e em circunstâncias completamente diferentes. Também o destaque da sua morte foi completamente diferente da de King. Olesen, foi um dos lendários heróis da resistência hitleriana e aos 50 anos tornou-se bastante popular na Noruega. Seria assassinado aos 73 anos na sua própria sala de estar. O assassino, viria a confirmar-se mais tarde, só poderia ter sido um dos seus vizinhos, moradores do mesmo prédio, pelo que o investigador do caso, teria a vida um pouco mais facilitada. Seriam pois, sete vizinhos, sete suspeitos.

Destacado para o caso, o detective Kolbjørn Kristiansen, um investigador bastante inexperiente já que este é o seu primeiro caso, acaba por cometer alguns erros crassos iniciais, que vão terminar com a entrada em cena de uma personagem improvável, muito ao estilo dos romances de Agatha Christie ou Conan Doyle (Hastings ou Watson), uma jovem com mobilidade reduzida. No entanto, contrariamente aos companheiros de Poirot e de Sherlock Holmes que pouco usam as células cinzentas, a detentora das mesmas é a jovem que a partir da sua própria casa, já que está de cadeira de rodas, usa a sua inteligência para dar dicas úteis a Kolbjørn Kristiansen e ajudá-lo a resolucionar o caso. 


Apesar do detective estar sempre presente no caso e acabar por ser a figura central, acaba por ser um pau mandado e uma figura que se deixa levar pelas ordens da jovem inválida que no fundo é que desvenda o mistério.

Os vizinhos são todos interessantes do ponto de vista emocional e com passados passíveis de suspeição e, à medida que se vai descobrindo cada um vai-se denotando uma mágoa para com a vítima.

Crime num Quarto Fechado, com detalhes de 2.º Guerra Mundial, que muito me agradaram, foi o melhor livro que li da série Crime à Hora do Chá. Prendeu-me desde a primeira página e levou-me a devorá-lo em pouco tempo.

Recomendo.