sexta-feira, 24 de abril de 2015

Portugal à Venda! Quem está interessado?

Todos já percebemos que Portugal está à Venda.  Ainda ontem centenas de portugueses manifestaram-se contra as privatizações no sector dos transportes. O futuro de várias empresas nacionais depende, em muitos casos, do interesse de capitais internacionais para conseguirem sobreviver.

A jornalista Ana Suspiro explica e revela-nos, neste livro, quem são os «novos donos» de Portugal, para que serviu a alienação das principais empresas portuguesas, as operações e quais os valores envolvidos.

Para ficar com uma ideia, nos últimos seis anos, as grandes empresas nacionais, como a PT, EDP, Tranquilidade, ANA ou CTT, deixaram de ser portuguesas e foram vendidas por um valor superior a 30 mil milhões de euros, mais de 20% do Produto Interno Bruto.

Dado o momento em que nos encontramos, creio que uma conversa com a autora pode ajudar a explicar melhor para que serviram as privatizações, quem são os protagonistas  e que responsabilidade têm os gestores.

SINOPSE
Nos últimos seis anos, empresas e investidores portugueses alienaram ativos num valor superior a 30 mil milhões de euros, mais de 20% do Produto Interno Bruto.
Grandes empresas nacionais, como a PT, EDP, Tranquilidade, ANA ou CTT, deixaram de ser portuguesas. Ainda têm a sede em Portugal, mas o capital passou para o domínio de investidores estrangeiros. Chineses e angolanos são os mais conhecidos, mas também há brasileiros e franceses. Para muitos observadores, era um desfecho inevitável perante a vulnerabilidade financeira do Estado, a fragilidade da banca e dos empresários endividados e a absoluta necessidade de atrair capital à economia. Mas este argumento, ainda que sustentável, não chega para explicar todas as histórias que estão por trás destes negócios:
- A venda da Vivo por 7500 milhões de euros foi o maior negócio em valor realizado por uma empresa portuguesa. A PT não queria vender, o governo também não, mas o preço falou mais alto. O negócio concretizado em 2010 acabou por conduzir, cinco anos mais tarde, à alienação da própria PT Portugal.
- Em 2012, o governo deu ordem à Caixa Geral de Depósitos para alienar as ações na Cimpor, viabilizando a oferta da brasileira Camargo Corrêa. A decisão, tomada em apenas meia hora, foi o golpe final na nossa única multinacional com centro de decisão em Portugal.
- A ANA foi a privatização que mais receita deu ao Estado. Mas em troca dos 3080 milhões de euros, os franceses da Vinci ganharam o monopólio dos aeroportos nacionais por 50 anos e o direito de aumentar as taxas em Lisboa.    
Estas são algumas das histórias que a jornalista Ana Suspiro revela em Portugal à Venda, explicando quem são os «novos donos» de Portugal, para que serviram estas operações e quais os valores envolvidos. Para já, os gestores que lideram as maiores companhias são portugueses. Mas quanto tempo vão permanecer nos lugares de topo? E como vão estas grandes empresas reajustar a sua estratégia em resposta aos interesses dos seus atuais proprietários? Perguntas que se impõem numa época de transição.

Sobre o autor: 
Ana Suspiro tem 44 anos e é jornalista de economia. Trabalhou no Diário Económico e no Jornal de Negócios, jornais onde se especializou a escrever sobre empresas. Passou para a imprensa generalista em 2007 ao entrar no Diário de Notícias. Em 2009 integrou o projeto de um novo jornal diário, o i, como grande repórter. Trabalha desde outubro de 2014 no jornal online Observador. É licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa e concluiu uma pós-graduação em Compliance no Instituto de Gestão Bancária.

 



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