sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Princesa Branca A Guerra dos Primos - Volume V- Philippa Gregory [Opinião]

Título: A Princesa Branca
A Guerra dos Primos - Volume V
Autor: Philippa Gregory
Tradução: Mário Dias Correia
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 488
Editor: Editorial Planeta
PVP: 19,95€

Sinopse:
Quando Henrique Tudor conquista a coroa de Inglaterra após a batalha de Bosworth, sabe que tem de se casar com a princesa da casa inimiga, Isabel de York, para unificar um país dividido pela guerra há duas décadas.
Mas a noiva ainda está apaixonada pelo seu inimigo morto, Ricardo III. A mãe de Isabel e metade de Inglaterra sonham com o herdeiro ausente, que a Rainha Branca enviou para o desconhecido. Embora a nova monarquia tome o poder, não consegue ganhar o coração de uma Inglaterra que espera o regresso triunfante da Casa de York.
O maior receio de Henrique é que um príncipe esteja escondido à espreita para reclamar o trono. Quando um jovem que quer ser rei conduz o seu exército e invade Inglaterra, Isabel tem de escolher entre o novo marido, por quem se começa a apaixonar, e o rapaz que afirma ser o seu amado e perdido irmão: a Rosa de York volta para casa finalmente.

A minha opinião: 
Confesso que não tenho sido uma fiel leitora da Guerra dos Primos, mais por não se ter proporcionado a leitura do que por não gostar da série. Da série propriamente dita, este é o terceiro livro que leio, faltando-me A Rainha Branca (um livro intrinsecamente ligado a este) e A Senhora dos Rios. Como fã de romances históricos, Philippa Gregory está dentro das minhas autoras preferidas.

Em A Princesa Branca a autora dá vida a Isabel de York, filha da Rainha Branca, protagonista do primeiro romance a série A Guerra dos Primos. Depois do noivo, Ricardo III, ter morrido na batalha contra Henrique Tudor, Isabel vai ter de se casar com o próprio inimigo e tornar-se rainha de Inglaterra. Mais uma vez, a guerra dos Tudor e York é evidente e nem o casamento entre ambas as casas nobres vai diminuir as contendas.

A sua mãe, Isabel R. é uma mulher indomável e pede que esqueça o homem que ama e que a jovem Isabel case mesmo com o seu inimigo. De facto, Isabel de York não tem alternativa. O casamento é combinado e acaba por casar, já grávida de Henrique, que deseja saber já antes de casar, se a sua futura esposa é fértil e futura progenitora de um barão para o trono de Inglaterra.

No entanto, Henrique não é aquilo que mostra aos súbditos. Aquele que viria a ser Henrique VII seria um jovem frágil, cheio de incertezas, odiado pelos seus súbditos que preferiam a casa de York no troco do que os Tudor que tudo fizeram para conspirar contra ele. Mesmo assim, conseguiu, aos poucos, conquistar o coração de Isabel, e nem por isso o respeitou.

 

A forte influência que a mãe, Margarida Beaufort, mãe de Henrique VII tinha sobre o filho, está por demais vincada na trama, sendo uma peça determinante na tomada de decisões do reino.

E quando se levanta a dúvida que da casa de York pode ainda ter algum herdeiro, que poderia estar escondido na corte portuguesa, colocam em paranóia a corte de Henrique e em júbilo os que acreditam na ascensão dos York... Esse episódio imprime alguma acção à narrativa, embora a autora tenha pegado neste episódio para andar muito à volta do tema.

É esta a história que Philippa Gregory conta com mestria, de uma forma simples, bonita, embora, por vezes um pouco fastidiosa em algumas partes, ao longo das quase 500 páginas de A Princesa Branca.

Excerto:
"Isabel, serás a pacificadora, e o próprio Deus chamar-vos-á bem-aventurada." - pag. 35