segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Centenário de Romain Gary celebrado em Lisboa

Título: Educação europeia
Autor:
Romain Gary
Tradutor: Manuela Torres
Págs.: 240
PVP: €16,60

Por ocasião do centenário de Romain Gary e da publicação em Portugal de Educação europeia, o seu romance de estreia, o Institut Français du Portugal organiza uma sessão de apresentação deste livro, na próxima quarta-feira, dia 3 de dezembro, às 19:00. A sessão, que se realiza na Mediateca do Instituto, conta com a participação de João Rodrigues, editor da Sextante Editora, e da tradutora Manuela Torres.Educação europeia venceu o Prémio dos Críticos, foi traduzido para 27 línguas e classificado por Maurice Nadeau como «o romance da Resistência». Num misto de Hemingway e clássico russo, este é um romance revelação que catapultou Romain Gary para um prestígio que iria ser consagrado uns anos mais tarde, ao receber, pela primeira vez, o Prémio Goncourt.

Sinopse:
Educação europeia narra a história de um jovem adolescente lituano polaco de 14 anos, Janek Twardowski, que vive refugiado na floresta e se junta a um grupo partisan para sobreviver e lutar contra a ocupação nazi.
Neste conto moral, cruel e otimista, Janek conhecerá o frio, a fome, a traição e a morte, mas também o amor, junto da sua jovem amiga Zosia. Como diz o chefe partisan Dobranski, «a Europa teve sempre as melhores e mais belas universidades […], elas foram o berço da civilização […], mas há também uma outra educação europeia, a que recebemos hoje: os pelotões de execução, a escravatura, a tortura, a violação – a destruição de tudo o que torna a vida bela. É a hora das trevas». Com os seus camaradas de infortúnio, a sua simplicidade e generosidade, Janek aprenderá o valor da amizade e a crença no Homem.

Sobre o autor:
Romain Gary (1914-1980) nasceu há cem anos, em Vilnius, na Lituânia (então Polónia). Judeu de origem russa, emigra com a sua mãe para Nice em 1928. Em 1940 junta-se ao general de Gaulle e às forças livres francesas em Londres e combate como navegador da esquadrilha Lorraine até ao final da guerra. Ferido, recebe a condecoração suprema dos combatentes franceses, Compagnon de la Libération, e será um dos poucos sobreviventes dos duzentos homens da esquadrilha. O êxito dos seus primeiros romances, Educação europeia e As raízes do céu (Prémio Goncourt 1956) tornam-no imediatamente um escritor famoso em todo o mundo. Ocupa vários postos diplomáticos na Europa e nos EUA. Em 1975, escrevendo sob o pseudónimo Émile Ajar, ganha de novo o Prémio Goncourt (caso «impossível» na história do prémio) com A vida diante de si, também editado pela Sextante em 2011. Suicida-se em 1980.

Imprensa:
Ele não escreveu um romance da Resistência mas «o romance» da Resistência. […] Gary, que encontrou a profunda humanidade do romance russo, faz-nos também pensar inevitavelmente no melhor Hemingway. Maurice Nadeau, Combat
Desde há dez anos, quando soaram repentinamente os nomes de Malraux e de Saint-Exupéry, que não líamos um romance alimentado por um talento tão profundo, tão novo, tão luminoso. O poder misterioso da criação revela-se a cada página. Joseph Kessel