quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Um, Dó, Li, Tá - M. J. Arlidge [Opinião]

Título: Um, Dó, Li, Tá
Autor:  M. J. Arlidge
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 336
Editor: TopSeller
PVP: 19 €

Sinopse:
Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.
As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.
À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer…
Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw — Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.

A minha opinião:
Tal como o próprio nome indica Um, Dó, Li Tá trata-se de uma escolha dada por um assassino implacável.

Inicialmente pouco sabemos sobre ele. O pouco que se sabe é que rapta, aparentemente, ao acaso, um par de pessoas, as coloca em sítios ermos, e lhes impõe um dilema: matar ou morrer. Para sobreviver um deles terá de matar o seu parceiro. Só assim poderá sair em liberdade. Mas a que custo?

Será que a morte do seu parceiro, do namorado, colega, amigo, os libertará da culpa? Será que ficarão completamente livres?

Além de um thriller impressionante, pleno de cenas completamente chocantes, sobretudo quando as vítimas estão em cativeiros, M. J. Arlidge brinda os leitores com uma história plena de psicologia. Fiquei completamente vidrada e depressa constatei que a obsessão do assassino era ainda maior e que havia uma ligação muito grande ao seu passado.


De destacar ainda Helen Grace, a detective destacada para investigar o caso e o ponto chave da investigação. Uma mulher forte que vinga num mundo maioritariamente masculino, com um passado sombrio, que a leva a ter comportamentos sexuais mais estranhos e frios, recorrendo a uma favores pagos de masoquismo.

Um, Dó, Li, Tá é pleno de capítulos curtos que criam ainda mais intensidade à história e o facto de ter uma continuidade faz de mim uma fã a ansiar pelo próximo livro.  



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