quinta-feira, 23 de outubro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Amigo Andaluz - Alexander Söderberg [Opinião]

Título: O Amigo Andaluz
Autor:
Alexander Söderberg
Tradução: Ana Diniz
Págs.: 488
Capa: mole com badanas
PVP: 17,70 €

Sinopse:
Sophie Brinkmann é uma viúva que leva uma vida tranquila nos subúrbios de Estocolmo até conhecer Hector Guzman, um homem sofisticado e elegante. Ela não faz ideia de que sob o charme daquele homem se esconde algo sinistro. Hector é o cabecilha de uma organização criminosa. Ele está habituado a obter tudo o que quer, e o que ele agora quer é aniquilar os seus rivais.
Antes de se aperceber do verdadeiro mundo em que Hector se move, Sophie vê-se enredada numa implacável teia. Com a casa sob vigilância e a família em risco, em quem poderá ela confiar, quando a própria polícia é tão perigosa quanto os criminosos?
Neste primeiro volume da trilogia «Brinkmann», Alexander Söderberg presenteia-nos com um magnífico romance sobre o mundo sórdido do tráfico de armas e droga, dando-nos ao mesmo tempo um retratomagistral da fragilidade humana. 

A minha opinião: 

Primeiro livro de uma trilogia, «Brinkmann», O Amigo Andaluz marca a estreia de Alexander Soderberg no nosso país.

É conhecido o meu gosto por policiais, sendo o policial nórdico uma descoberta cada vez maior. No entanto, este foi para mim uma complicada leitura, sobretudo ao início. Repleto de personagens, de diversos países, dei por mim, por diversas vezes, a folhear as páginas para o início do livro para me conseguir situar na história. Talvez por isso o demorei tanto a ler.

Sophie é enfermeira num hospital. Viúva, com um filho, a sua vida é o mais vulgar possível. Até que um dia um paciente vai mudar completamente a sua vida. A relação entre os dois ultrapassa os limites do hospital e, sem que Sophie, desconfie, o paciente, Hector, é o chefe de uma quadrilha perigosíssima, que envolve o tráfico de droga. Por engano de outro gangue que trafica armas vai-se ver envolvido numa guerra na qual não pertene, envolvendo também Sophie.

Numa investigação paralela surge ainda um grupo de polícias atípico, facilmente confundido com o inimigo, liderado por Gunilla Strandberg.

Alexander Soderberg junta a luta entre gangues e a corrupção dentro da polícia, formando um policial intenso com algumas acções arrepiantes. No entanto, por ter demasiadas personagens, tornou-se bastante confuso e difícil de entrar na história, não me arrebatando completamente.


Apesar de tudo, estou curiosa em saber como vai evoluir a personagem principal, Sophie, e quase que posso apostar que se vai tornar uma mulher maléfica. Será?