segunda-feira, 8 de setembro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Assírio & Alvim - Novidades - Stefan Zweig e Sophia de Mello Breyner Andresen

Título: Livro Sexto
Autor:
Sophia de Mello Breyner Andresen
Prefácio: Gustavo Rubim
N.º de Páginas: 112
PVP: 13,30 €

Título: Geografia
Autor:
Sophia de Mello Breyner Andresen
Prefácio: Frederico Lourenço
N.º de Páginas: 128
PVP: 13,30 €

No próximo dia 12 de setembro chegam às livrarias as novas edições de Livro Sexto e Geografia, de Sophia de Mello Breyner Andresen, com prefácios, respetivamente, de Gustavo Rubim e Frederico Lourenço.
Embora, cronologicamente, Livro Sexto seja o sétimo livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, a autora optou por este título para vincar a opção que tinha tomado relativamente ao livro O Cristo Cigano — de facto o seu sexto livro — retirando-o da sua obra poética. Uma opção que só abandonou já neste novo século.
De Geografia citamos Frederico Lourenço, no seu prefácio a esta edição: «Trata-se de um livro cujo carisma de perfeição tenho vindo a confirmar renovadamente através de sucessivas releituras ao longo de várias décadas: livro onde não encontro somente alguns dos momentos mais altos da obra da autora, porque nele se encontram alguns dos momentos mais extraordinários de toda a história da poesia em língua portuguesa. Digo mais: Geografia contém enunciados poéticos que disputam com famosos versos de Virgílio, de Racine e de Keats a palma do verso mais belo da literatura universal.»

Sobre a autora:
Sophia de Mello Breyner Andresen nasce a 6 de novembro de 1919 no Porto, onde passa a infância. Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. A sua obra está traduzida em várias línguas. Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.

Título: Mendel dos Livros
Autor:
Stefan Zweig
Tradução do alemão, apresentação e notas: Álvaro Gonçalves
N.º de Páginas: 88
PVP: 7,70 €
Coleção: Gato Maltês

A 12 de setembro, a Assírio & Alvim lança — na coleção Gato Maltês — Mendel dos Livros, uma obra de Stefan Zweig até agora inédita em Portugal.
Traduzida diretamente do alemão por Álvaro Gonçalves, esta novela foi escrita em 1929 e publicada, em folhetim, no jornal diário vienense Neue Freie Presse, de que Zweig era colaborador permanente. Narra-se aqui a história de um judeu ortodoxo galiciano, estabelecido há anos em Viena como alfarrabista/vendedor de livros ambulante, e cujo único interesse eram os livros que comprava e vendia a universitários e académicos de Viena. Esta história constitui, espantosamente, a antecipação em mais de uma década do definhamento do próprio autor: a metáfora de um escritor, «cidadão europeu», pacifista empenhado, entregue de corpo e alma, como o próprio Mendel o era aos seus queridos livros, à criação de uma obra literária europeia com características universais, mas que, vítima da barbárie nacional-socialista, perde tudo: o seu país, a sua língua, os seus leitores da língua alemã, para quem escrevia, e o próprio sentido da vida.

Sobre o autor: 
Austríaco de ascendência judaica, Stefan Zweig nasceu em 1881 e é um dos mais importantes autores europeus da primeira metade do século XX. Dedicou-se a quase todas as atividades literárias: foi poeta, ensaísta, dramaturgo, novelista, contista, historiador e biógrafo. A crescente influência do nacional-socialismo na Áustria e a instauração do chamado «austrofascismo», regime fundado pelo Chanceler Engelbert Dolfuss e que se baseava na ideologia fascista de Mussolini, levam-no a abandonar a Áustria. Emigra para Inglaterra acompanhado da sua secretária Lotte — com quem se virá posteriormente a casar — e torna-se cidadão inglês em 1940. Receando não ser distinguido dos alemães e julgando correr o risco de ser considerado um enemy alien, decide partir para o Brasil, obtendo ali um visto permanente. Estabelece-se em Petrópolis onde se suicida, com a sua mulher Lotte Zweig, a 23 de fevereiro de 1942.