quinta-feira, 5 de junho de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Casa Negra - Peter May [Opinião]

Título: A Casa Negra
Autor: Peter May
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 284
Editor: Marcador
Coleção: Marcador Literatura
PVP: 18,80€

Sinopse:
A Ilha de Lewis é o local mais desolador e austeramente belo de toda a Escócia. A rigidez da rotina diária apenas é mitigada pelo temor a Deus. Quando um assassinato sangrento cometido na ilha revela marcas semelhantes a um caso de Edimburgo, o detetive da polícia Fin Macleod é enviado para norte, para o investigar. Todos os anos, doze homens da ilha, alguns dos quais amigos de infância de Fin, partem para um remoto e traiçoeiro rochedo chamado An Sgeir, numa perigosa epopeia para caçarem as crias de uma ave marinha local. Este é, acima de tudo, um ritual de passagem que é ferozmente defendido contra todos os pressupostos da moralidade moderna. Mas, para Fin, a caça encerra memórias dolorosas, que podem, mesmo tanto tempo depois, exigir um enorme sacrifício. A Casa Negra é um thriller com um poder e uma visão raros. É um mistério criminal que explora as sombras das nossas almas, num local onde o passado está sempre perto da superfície e a vida mistura os mitos e a História.

A minha opinião: 
Um assassinato numa pacata e recatada ilha, pertencente à Escócia, faz com que Fin Macleod um filho da terra que fugiu para Edimburgo há 18 anos, volte para investigar o crime. O assassinato é em tudo semelhante a um ocorrido em Edimburgo e o detective é destacado para a investigação, já que conhece a Ilha de Lewis como ninguém.

A vítima é um antigo conhecido de Fin, mas não pelas melhores razões. Angel sempre foi um rufia a viver às margens da lei. Pelo seu aspecto de brutamontes nunca ninguém lhe fez frente, até que alguém o assassinou barbaramente.

Fin, vê nesta investigação, uma forma de fugir à sua própria vida. A morte do seu filho de oito anos, há apenas um mês, fez com que o casamento periclitante com a sua mulher se desmoronasse, e o regresso à Ilha de Lewis podia surgir como uma espécie de terapia. Mas o que vai encontrar por lá, o reencontro com as pessoas que fizeram parte da sua vida, vai fazer com que descubra coisas do passado que nem imaginava.

Contrariamente à maioria dos policiais, Peter May criou uma personagem frágil, que atravessa um período mau da sua vida, mostrando-se até pouco perspicaz na descoberta de pistas. Só no final é que vai ser descoberto o assassino, mas confesso que sempre desconfiei dele. Contudo, as descobertas que se vão fazendo ao longo do livro, os relatos da infância de Fin e os seus amigos mais próximos, fez com que não conseguisse tirar os olhos do livro.
Imagem tirada da internet


Peter May descreve com mestria a vida das pessoas da ilha, a sua vida pacata e monótona, e apesar de parecer que esta morreu no tempo, onde até a língua (gaélico) distancia os habitantes locais da própria Escócia, esta é uma localidade que me fascinou.

Pelo meio, o autor introduz ainda algumas lendas sombrias, que apesar de não serem verdadeiras, encaixam perfeitamente na vida daquela ilha, isolada de tudo. O autor descreve de tal forma a ilha que só nos falta sentir o cheiro da trufa a arder.

Confesso, que inicialmente fiquei um pouco decepcionada com o livro, porque estava à espera de um thriller, na verdadeira acepção da palavra, onde a investigação se sobrepunha às descrições da ilha e das suas personagens. Mas depressa me vi envolvida na própria vida da ilha, nas personagens tão díspares, que se tornaram tão atrativas, que não conseguia parar de ler.

A Casa Negra está bem para lá do policial e thriller. Muito diferente do que estou habituada a ler.

Primeiro livro da trilogia "Lewis", esta é uma série que não vou querer perder.


1 marcadores:

Rosana Maia disse...

Olá Maria :)

Gosto muito quando ler uma opinião me faz acrescentar o livro à lista de livros que gostava de ler :) e esta foi uma delas :)
Boas viagens

Rosana
http://bloguinhasparadise.blogspot.pt/