quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Rainha Ginga, o novo romance de José Eduardo Agualusa, a 6 de junho nas livrarias

Título: A Rainha Ginga
E de como os africanos inventaram o mundo
Autor: José Eduardo Agualusa
Género: Literatura / Romance
N.º de páginas: 288
Data de lançamento: 6 de junho
PVP: 17,70€

Festa de lançamento com Mia Couto e Kalaf Ângelo, a 6 de junho, 21h30, no Clube Ferroviário

Personalidade originalíssima da história de África e do Mundo, ao mesmo tempo arcaica e de uma assombrosa modernidade, a rainha Ginga tem fascinado gerações, desde o Marquês de Sade (que via nela um exemplo de luxúria selvagem) até às feministas afro-americanas dos nossos dias.
Neste romance, José Eduardo Agualusa dá-nos a ver, através dos olhos de um dos secretários da rainha, um padre pernambucano em plena crise de fé, o agitado século em que esta viveu.
Misturam-se nestas páginas personagens reais – ainda que fantásticas –, como o almirante Jol, o pirata com uma perna de pau que conquistou Luanda para a Companhia das Índias Ocidentais, com outras fictícias, ainda que mais verosímeis do que as primeiras, como Cipriano Gaivoto, o Mouro, um mercenário português ao serviço da rainha Ginga.
Se é verdade que Angola tem ainda muito passado pela frente – no sentido de que há tanto passado angolano por descobrir e ficcionar –, também é verdade que este romance nos devolve um dos fragmentos mais interessantes, senão o mais interessante, deste mesmo passado.
Perturbador, fascinante e poderoso, este romance de José Eduardo Agualusa é, sem dúvida, um dos momentos mais altos da sua obra.

Sobre o autor:
José Eduardo Agualusa nasceu no Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa. Publicou onze romances: A Conjura (1988), Estação das Chuvas (1996); Nação Crioula (1998), Um Estranho em Goa (2000); O Ano Que Zumbi Tomou o Rio (2002); O Vendedor de Passados (2004); As Mulheres do Meu Pai (2007); Barroco Tropical (2009); Milagrário Pessoal (2010); Teoria Geral do Esquecimento (2012); A Vida no Céu (2013). Publicou ainda quatro recolhas de contos (Fronteiras Perdidas, 1999; Catálogo de Sombras, 2003; Passageiros em Trânsito, 2006, e A Educação Sentimental dos Pássaros, 2012), um volume de poesia, Coração dos Bosques (1980). Com os jornalistas Fernando Semedo e Elza Rocha, publicou uma grande reportagem sobre a comunidade africana em Lisboa, com o título Lisboa Africana (1993). Os seus livros estão traduzidos em 25 línguas. O Vendedor de Passados foi adaptado para cinema pelo realizador brasileiro Lula Buarque de Hollanda. Nação Crioula está a ser adaptado ao cinema pelo realizador Andrucha Waddington. Escreveu quatro peças para teatro: Geração W, Chovem amores na Rua do Matador, A Caixa Negra (estas duas em colaboração com Mia Couto) e Aquela Mulher. Em 2007, a tradução inglesa de O Vendedor de Passados foi distinguida com o Prémio Independent para a melhor ficção estrangeira.



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