sexta-feira, 28 de março de 2014

Saiba como foi o cerco às Famílias Espírito Santo, Mello e Champalimaud em "O Ataque aos Milionários" de Pedro Jorge Castro

Neste livro Pedro Jorge Castro conta o relato inédito dos excessos e perseguições cometidas às famílias Espírito Santo, Mello e Champalimaud, por terem apoiado o Estado Novo e terem enriquecido com o regime, no livro ficamos a conhecer a descrição das suas detenções, as contas congeladas e as suas fugas para o exílio.

É uma viagem pelo interior da Revolução de 1974/1975, uma das páginas mais fascinantes da História contemporânea de Portugal, que permitiu pôr fim à ditadura, à censura e à repressão da PIDE.

Sinopse:
Os sindicalistas que assumiram o controlo do Banco Espírito Santo deixaram o momento registado no livro de honra da instituição com letras maiúsculas: «AQUI ACABOU O DOMÍNIO DOS CRIMINOSOS MONOPOLISTAS, INIMIGOS DO POVO E DA REVOLUÇÃO – 11/3/75 ÀS 14 HORAS».

Estava prestes a entrar em acção o tenente Rosário Dias, assessor económico do primeiro-ministro. «Tenho informações de que neste momento os administradores do Banco Espírito Santo estão reunidos e vou lá prendê-los», anunciou. Começou assim a vaga de prisões que atingiu as famílias Espírito Santo, Mello e Champalimaud, transformadas em alvos do poder revolucionário por terem apoiado o Estado Novo e por terem enriquecido com o regime. Foi criado no país um ambiente generalizado de ódio aos ricos. Álvaro Cunhal, líder do PCP, admitiu na altura: «Tem que se fazer contra alguém uma revolução (…) Se é para pôr outra vez os patrões à frente das empresas, nós dizemos não. Queremos que não haja uma recuperação pelos Champalimaud e pelos Mello». O objectivo foi atingido: as nacionalizações começaram a ser discretamente preparadas nos bastidores muito antes de terem sido oficialmente decretadas; e o gabinete de Vasco Gonçalves elaborou uma lista com 305 nomes de altos quadros dos bancos que não podiam sair do país e ficaram com as contas bancárias sob vigilância. A Revolução de 1974/1975 é uma das páginas mais fascinantes da História contemporânea de Portugal: permitiu pôr fim à ditadura, à repressão da polícia política e à censura. Mas teve um lado controverso de excessos e perseguições. Com base em três dezenas de entrevistas e em documentos, na maioria inéditos, conservados numa dezena de arquivos, o jornalista Pedro Jorge Castro reconstitui neste livro a forma como as famílias mais ricas viveram a Revolução que há 40 anos sacudiu Portugal

Sobre o autor:
Pedro Jorge Castro nasceu em Leiria quando Portugal entrava no Verão Quente de 1975.

É redactor-principal da revista SÁBADO desde Abril de 2007, onde publicou dezenas de artigos sobre temas de História. Foi enviado-especial ao Haiti, China, França, Espanha e Itália. Jornalista desde 1997, trabalhou nos jornais A Capital, Portugaldiário e 24horas. É mestre em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE e doutorando em História Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

É investigador integrado do Instituto de História Contemporânea. A Vingança contra os Milionários é o seu terceiro livro, depois de ter publicado Salazar e os Milionários (Quetzal, 2009) e O Inimigo nº 1 de Salazar (Esfera dos Livros, 2010).

Críticas, sugestões ou histórias adicionais relacionadas com este livro podem ser enviadas para pedrocastro.livro@gmail.com



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