segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Quetzal publica nova série dedicada a clássicos da literatura

Título: Páginas Escolhidas
Autor: Samuel Johnson
Género: Ensaios
Tradução: Miguel de Castro Henriques
N.º de páginas: 160
Data de lançamento: 7 de fevereiro
PVP: 14, 40 €

Este volume de Páginas Escolhidas reúne alguns dos textos mais famosos de Samuel Johnson («Em Total Defesa dos Censores das Artes do Palco», «Ensaio sobre os Epitáfios», «Sobre a Teoria e a Prática», «Os Benefícios da Sociedade Humana», «O Papel do Homem de Letras», «Sobre o Dever do Jornalista» ou «Consolação Diante da Morte», entre outros), apresentando ao leitor português um dos grandes talentos da nossa tradição literária ocidental.
«Há, de facto, um grande número de pessoas cuja curiosidade em adquirir um conhecimento mais íntimo dos escritores de sucesso, contudo, não se sente atraída por alguma ideia que eles possam apresentar no sentido de podermos melhorar; em vez disso, deles não esperam, naturalmente, argumentos contra o vício ou dissertações sobre a temperança e a justiça, mas voos espirituosos, umas boas saídas com piada ou, pelo menos, comentários agudos, distinções agradáveis, justeza de sentimentos e elegância na dicção. Esta expectativa é de facto especiosa e provável e, no entanto, tal o destino de todas as esperanças humanas, é muitas vezes frustrada e, naqueles que suscitam admiração devido aos seus livros, constatamos por outro lado que a sua companhia causa repulsa.»

Sobre o autor:
Samuel Johnson nasceu a 18 de setembro de 1709, em Lichfield, no Staffordshire, e é unanimemente considerado um dos maiores autores da prosa de língua inglesa. Distribuída por ensaio, crónica, poesia, biografia, lexicografia e crítica literária, a obra de Samuel Johnson atravessa todos os géneros sem perder a elegância, o espírito critico, a erudição e o compromisso com a literatura. Pioneiro do «jornalismo literário», escreveu para as revistas The Gentleman’s Magazine, The Rambler e The Idler, além de ter preparado – ao longo de nove anos – um pioneiro dicionário da língua inglesa (1755). The Vanity of Human Wishes, o seu livro de poesia mais conhecido, foi publicado em 1749; durante a década seguinte, ocupou-se também da obra de Shakespeare, que organizou e prefaciou (1765) antes de, em 1779, ter iniciado a publicação do seu monumental Lives of the Most Eminent English Poets, e de, em 1775, ter sido impresso o seu relato A Journey to the Western Islands of Scotland, viagem que realizou na companhia de James Boswell (1740-1795), a quem devemos a extensa e riquíssima biografia, Life of Samuel Johnson, LL.D., publicada em 1791. Johnson morreu em Londres, a 13 de dezembro 1784, e foi sepultado na abadia de Westminster. Esta primeira recolha de crónicas e ensaios apresenta ao leitor português um dos grandes talentos da nossa tradição literária ocidental.

Título: Anatomia da Melancolia
Autor: Robert Burton
Género: Ensaios
Tradução: Salvato Telles de Menezes
N.º de páginas: 176
Data de lançamento: 7 de fevereiro
PVP: 14,40 €

«A melancolia amorosa, a que Avicena chama ilishi, e a licantropia, a que chama cucubuth, incluem-se normalmente na melancolia da cabeça. Mas (...) falarei separadamente desta última, a que Gerardo de Solo chama amorosa, e da maioria da melancolia cavalheiresca, com a melancolia religiosa (...) e de outros tipos de melancolia amorosa. Estes três tipos são o tema do meu presente discurso, que dissecarei e analisarei através das suas causas, sintomas, curas, juntos e em separado; de modo que todos aqueles que estiverem afetados em qualquer medida por esta doença, a melancolia, possam saber como examiná-la nas suas próprias pessoas e aplicar-lhe os remédios.»
Considerado um clássico da língua inglesa, Anatomia da Melancolia é um estudo «filosófico, médico e histórico» sobre a natureza da melancolia e do que hoje designamos por estados depressivos. Apesar da natureza desta matéria, Robert Burton é suficientemente irónico ao longo de muitas passagens («escrevo sobre a melancolia por estar ocupado a evitar a melancolia»), garantindo ao leitor que uma das fontes da melancolia é a ociosidade. O conjunto da obra ocupa-se da descrição e classificação dos diferentes tipos de melancolia, das várias curas para a melancolia como estado clínico – e, finalmente, de certos tipos de melancolia mais abordados pela literatura, como os de natureza amorosa ou religiosa.

Sobre o autor:
Robert Burton nasceu em Leicestershire, no centro de Inglaterra, em 1577. Estudou e ensinou em Oxford (foi vigário na igreja de S. Tomás de Cantuária), tendo-se interessado pela matemática e pela astrologia. Mas foi à melancolia e aos autores clássicos que dedicou toda a sua vida, quer pelo seu próprio temperamento, quer como objeto que tratou de estudar ao longo de vários anos de leitura. Anatomia da Melancolia, originalmente publicado em 1621 (a edição integral, em língua inglesa, tem cerca de 1500 páginas), registou cinco revisões assinadas pelo seu punho, até 1638. Robert Burton morreu a 25 de janeiro de 1640 e está sepultado em Oxford.


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