terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O mais recente livro de Luís Filipe Castro Mendes, A Misericórdia dos Mercados, é publicado pela Assírio & Alvim

Título: A Misericórdia dos Mercados
Autor:
Luís Filipe Castro Mendes
N.º de Páginas: 112
PVP: 12,20 €
Coleção: Poesia Inédita Portuguesa

A 21 de fevereiro chega às livrarias A Misericórdia dos Mercados, o novo livro de Luís Filipe Castro Mendes, o primeiro do autor na Assírio & Alvim.
Visitando os lugares e os afetos de que se construiu um passado, e voltando «[…] à poesia, esse caminho estreito / entre a solidão e a vida», é no entanto o presente que mais perpassa pelas páginas deste livro. Feito o Balanço e Contas «Nada representamos. Não damos lucro», e por isso, «Se o navio afunda / a solução é atirar ao mar os passageiros». Porque no final «Os mercados são simultaneamente o criador e a própria criação. / Nós é que não fazemos falta.»
A Misericórdia dos Mercados será apresentado no dia 22 de fevereiro, na Póvoa de Varzim, num evento inserido na 15ª edição do Correntes d’Escritas. No dia 25 do mesmo mês, o livro será apresentado por Nicolau Santos e Fernando Pinto do Amaral em Lisboa, na livraria Barata, pelas 18:30.

A MISERICÓRDIA DOS MERCADOS
Nós vivemos da misericórdia dos mercados.
Não fazemos falta.
O capital regula-se a si próprio e as leis
são meras consequências lógicas dessa regulação,
tão sublime que alguns veem nela o dedo de Deus.
Enganam-se.
Os mercados são simultaneamente o criador e a própria criação.
Nós é que não fazemos falta.


Sobre o autor:
Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950 e, ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil. Em 1974, licenciou-se em Direito pela  Universidade de Lisboa e desenvolveu, a partir de 1975, uma carreira diplomática, tendo nomeadamente sido Cônsul Geral no Rio de Janeiro e depois Embaixador em Budapeste, Nova Deli e junto da UNESCO. É, neste momento, Embaixador de Portugal junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo. Enquadrável numa estética pós- -modernista, a sua obra revela  um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o romântico e o clássico, a regra e o jogo conduzem às realizações mais lapidares e expressivas.

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