terça-feira, 31 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Terceiro Bispo - Frederico Duarte Carvalho [Opinião]

Título: O Terceiro Bispo
Autor: Frederico Duarte Carvalho
N.º de Páginas: 304
PVP: 17,76 €


Sinopse: 
As profecias de São Malaquias anunciam que este é tempo do último papa antes da destruição da Igreja.
O monge de Pádua previu um papa vindo de longe para morrer.
O Terceiro Segredo de Fátima revela o assassinato do bispo vestido de branco.
Mas, em Roma, existem hoje dois papas, dois bispos vestidos de branco. Quem é o verdadeiro papa e qual deles será o escolhido de Deus para morrer pela salvação? Será o Papa Bento XVI? Ou o Papa Francisco?
E como se vê um jornalista português desempregado envolvido num plano que vai de Fátima ao Vaticano e parece querer transformá-lo na «mão de Deus» para cumprir as profecias?

A minha opinião:
Foi a minha estreia com um livro de Frederico Duarte Carvalho e gostei bastante do que encontrei. Um livro com muita intriga, com uma história, apesar de não ser muito original, bem escrita e entusiasmante.

O facto de estar relacionado com o Segredo de Fátima e remetê-lo à actualidade deixou-me ainda mais curiosa para chegar ao final.

Três sem-abrigo aparecem mortos, mas ao que tudo indica serão mortes naturais. O facto de aparecerem mortos em três dias seguidos e em locais conhecidos em Lisboa, aparentemente não levam a que a Polícia Judiciária investigue as suas mortes. O primeiro foi encontrado na coluna Salazar no Terreiro do Paço. Foi amarrado pelo pescoço, mas a autópsia revela que terá morrido afogado. O segundo, encontrado no Largo de Santo António, foi vítima de uma pancada na cabeça, embora o relatório da autópsia tenha revelado que sofreu uma queda fatal. O terceiro sem-abrigo apareceu junto da Igreja de S. Julião e embora a autópsia tenha revelado que terá sofrido um ataque cardíaco, foi esganado até à morte.

Os locais onde foram encontrados vão ser preponderantes para a descoberta do enigma, assim como as inscrições nos seus corpos...

O caso torna-se mais relevante quando uma loira misteriosa chega aos escritórios de António Fagundes, um advogado lisboeta e, a troco de 30 mil euros, pede que este comece a investigar a morte dos sem-abrigo. É aqui que entra em cena o ex-jornalista do Diário de Lisboa, Joaquim Barata. Barata continua com jornalismo, como freelancer, mas dedica-se a investigar casos nas horas vagas (o que nos dá a esperança de que poderão surgir mais livros com estas personagens).

A investigação envolve mais um jornalista, ex-colega de Joaquim Barata, e um professor da Universidade Católica, cujas informações serão extremamente relevantes para a conclusão do caso. O professor estabelece relações com as professias de São Malaquias (que podem ver aqui) e com o Terceiro Segredo de Fátima deixando os leitores a pensar em muitas das coincidências que vão surgindo e que aconteceram no passado.

Quem é um católico ferveroso e acredita em tudo o que aconteceu a 13 de Maio de 1917 vai ficar chocado com as explicações para a Aparição de Fátima.

De Fátima chegamos ao Vaticano, com uma tentativa de assassinar o Papa Francisco...


Adorei este livro que finalizou as minhas leituras de 2013 e recomendo a quem não o leu, pois certamente será uma óptima leitura para começar o ano em grande!
 


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Um Céu Demasiado Azul - Francisco José Viegas [Opinião]

Título: Um Céu Demasiado Azul
Autor:
Francisco José Viegas
Págs.: 320
PVP: 15,50 €

Em Um Céu Demasiado Azul, Jaime Ramos, o protagonista dos livros de Francisco José Viegas, investiga a morte e João Alves Lopes, ex- -militante de um partido de esquerda em Portugal que envereda por uma carreira bem-sucedida no mundo da publicidade, e cujo corpo é encontrado no próprio carro. A investigação, realizada com a colaboração de Filipe Castanheira, aponta para Amélia Lobo Correia, uma stripper que vai de cidade em cidade, uma estudante de filosofia que não conseguiu concluir o curso.
A investigação (que arrasta Jaime Ramos até Cuba e ao México) mergulha no passado e reconstitui uma história de amores não correspondidos, traições, solidão, vontades interrompidas e sonhos desfeitos. Porém, por detrás deste crime e dessa mulher, cruzam-se os destinos que arrastam consigo a memória de paixões nunca resolvidas nem consumadas num Portugal medíocre, novo-rico e hipócrita. É uma história de coincidências e de azar, que leva Ramos e Castanheira a procurar não o autor de um homicídio, mas os sinais do desaparecimento, do abandono, da mentira, da vingança e da solidão.

A minha opinião: 
Fã do inspector Jaime Ramos desde a primeira investigação que tive a honra de acompanhar, não consegui resistir à leitura deste livro já antigo, mas com uma capa tão bonita! Em Um Céu Demasiado Azul Jaime Ramos vai investigar a estranha morte de um jovem publicitário que é encontrado assassinado dentro do seu carro. O corpo é encontrado por um GNR que estranha um carro abandonado num local tão estranho. Quando abre a bagageira depara-se com o corpo, ao qual estranhamente falta um sapato.

Filipe Castanheira, inspector nos Açores, e já conhecido dos leitores dos policiais de Viegas, é também solicitado, por Ramos, para ajudar a resolver o crime, enquanto o inspector portuense e portista precisa de viajar para o México e Cuba a fim de dar continuidade à investigação. Castanheira que é destacado do continente para a ilha açoriana onde vive uma relação tranquila, embora perigosa com Isabel.

A relação com Rosa já é evidente, embora Ramos goste sempre de flirtar com outras mulheres, não se coibindo de manter relações, se bem que esporádicas, com outras mulheres.

O gosto pelo Porto e pela região transmontana é por demais evidente na escrita de José Viegas demarcando sempre as duas regiões nas suas obras. No entanto, as duas regiões partilham o protagonismo com México, Cuba e Ponta Delgada.

A investigação leva-o assim a deslocar-se a vários locais que a burocracia obriga, descobrindo que a vítima é filho de uma pessoa influente na política portuguesa, o que poderá colocar entraves na investigação. A ligação deste com duas strippers que actuam na região transmontana, talvez as últimas pessoas a verem a vítima com vida, poderá ser de suma importância para a resolução do crime, mas uma estranha viagem para o México e logo a seguir para Cuba, vai deixar intrigado Ramos, que apesar do calor e da vontade de regressar ao seu Porto, sempre com pouca vontade de trabalhar, não descansa enquanto não resolver o problema.

Não foi o melhor livro de Jaime Ramos, mas foi uma leitura extremamente agradável.



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

As melhores leituras de 2013

O ano de 2013 foi excelente em relação a leituras.
Dos 136 livros que li até agora foram muitos os livros que se destacaram, entre os mais diversos géneros.
Contudo, o eleito como melhor livro foi Viver depois de ti de Jojo Moyes.

Policial
Apesar de ser o quinto livro de uma série e por cá apenas estar publicado apenas o primeiro (Homicídio no Parque - Presença) vale a pena ler este policial.
Um jornalista é morto o que desencaderá numa investigação exaustiva por parte de Annika, até chegar a um grupo terrorista cujos nicknames dos membros do grupo são nomes de animais.
Além da investigação o leitor pode acompanhar o dia a dia da protagonista enquanto mãe de dois filhos, os problemas no casamento, ao mesmo tempo que nos mostra o poder que a política tem sobre o jornalismo.

Lobo Vermelho - Liza Marklund - Porto Editora



A trama policial de Morte na Arena, o segundo livro de uma trilogia,  passa-se nos túneis subterrâneos de Lisboa. Mais uma vez, e apesar de já não fazer parte da equipa da Polícia Judiciária, Gabriel Ponte vê-se novamente envolvido numa investigação, tudo porque uma das vítimas mortais é seu amigo de longa data.
O que se passa nos túneis sombrios da capital portuguesa, onde habitam seres à parte da sociedade, tendo como uma espécie de defensor o Diabo, uma personagem caricata, vai conter a resolução de toda a investigação.

Morte na Arena - Pedro Garcia Rosado Topseller

Lugares Escuros foi a minha estreia com Gillian Flynn e fiquei vidrada com este livro.
A 2 de Janeiro de 1985 a mãe e as duas irmãs de Libby Day são assassinadas ao que tudo indica sob as espécie de um ritual satânico. A filha mais nova, Libby escapa por pouco. Pressentindo o que está a acontecer em sua casa, na madrugada desse fatídico dia, Libby consegue fugir do massacre, palmilhando alguns metros de neve, o que faz com que fique sem alguns dedos das mãos e pés. Ben também escapa e logo logo é apontado como o causador de todo esse massacre.
De uma forma sombria, mas bastante descritiva, Gillian Flynn fez com que não conseguisse parar de ler o livro. O seu final foi surpreendente tendo-me deixado com cara de espanto com o desvendar do crime. 
O lado satânico de alguns personagens, o amor adolescente e pré-adolescente e os depoimentos das pessoas mais jovens pode levar a uma conclusão, que por vezes, nem sempre é a real. 
Mostra o que muitas vezes o planeado nem sempre sai como esperávamos...
Lugares EscurosGillian Flynn - Bertrand

Um assassinato brutal acontece em Atlanta. A vítima, uma prostituta com cerca de 40 anos, aparece morta nas escadas que vão ter ao seu apartamento num bairro social. Uma característica que poderá juntar a outros casos de brutalidade é o facto de a vítima, Aleesha Monroe não ter língua, tendo sido arrancada à dentada. Além disso, Aleesha apresenta uma possível violação.
Divido em três partes (daí tríptico?) o desenrolar da história surpreende, dando uma reviravolta na metade da narrativa. E mostra que nem tudo o que parece é. Adoro livros que me surpreendam e me façam ficar de boca aberta e a falar sozinha.
Tríptico é um policial que se lê de um fôlego. É bom, muito bom!
O facto de ter sido traduzido pelo Pedro Garcia Rosado foi uma mais-valia.
Tríptico Karin Slaughter - TopSeller

Erótico
Megan Maxweel conseguiu criar personagens mais humanas do que o tem sido habitual em livros deste género, fungindo o estereótipo de As Cinquenta Sombras de Grey.
Judith, uma jovem empregada, com os seus amores (frustrados ou não), que vive na companhia do seu gato Curro, que está em fase terminal. Eric um homem com acções desagradáveis, mas que quando está bem disposto se torna um amor de homem, capaz de fazer tudo pela mulher por quem se está a apaixonar.
Cheia de altos e baixos a relação de Judith e Eric vai, contudo, avançando, ao mesmo tempo que avançam as fantasias sexuais, primeiro de Eric, e depois de Judith. Eric encontra uma parceira à altura para todas as suas fantasias e acaba por alinhar em tudo o que ele sugere. Apesar de bastante ciumento e dominador é uma mente aberta no que toca ao sexo propriamente dito. E mais: não entra sado (que já enjoa).
Um livro que me surpreendeu pela positiva. Gostei mesmo muito. Tanto que estou à espera da continuação. O livro mais hot que li este ano. 
Pede-me o que quiseresMegan Maxwell - Planeta

Romance
Apesar de não ter sido publicado em 2013 não podia deixar de destacar esta leitura que foi uma das melhores deste ano.

Mel retrata a história de Serena Frome, uma rapariga lindíssima e inteligente tornada espia pelo seu amante, Tony Canning. Ao serviço do MI5 ela tenta combater o anti-terrorismo no período conturbado da Guerra-Fria.
Assim, o seu departamento "recruta-a" para a operação Mel, com o intuito de "angariar" escritores para a sua causa. Através de uma fundação fantasma, Serena capta promissores escritores levando-os a escrever em nome de uma causa: difundir os ideais do ocidente, contra os ideais comunistas, em troca de uma verba mensal.
É aí que conhece Tom Haley e se apaixona pelo próprio "isco". Apresentando-se como uma espécie de angariadora de talentos literários, Serena promete ajuda Tom na publicação dos seus livros, podendo inclusive suspender o seu trabalho enquanto professor. Mas como uma boa amante do género literário (Serena devora livros), ela própria cai na rede e apaixona-se pelo seu alvo pondo em risco a missão.
Muito além de um livro de espionagem, Mel é um livro de relações humanas que se torna mais intenso no final.
Mel - Ian McEwan - Gradiva Publicações 

Em Sonhos Proibidos e A Promessa Lesley Pearse conta a história de Belle, uma menina nascida num bordel, filha da dona do mesmo. Em Sonhos Proibidos Belle tem 15 anos, é ignorada pela mãe, não sabe que é o pai e é protegida por Mog, governanta do bordel onde habitam. Apesar de Annie ser dona de um bordel, só quando presencia o assassinato de uma das prostitutas é que Belle descobre o que realmente se faz na casa onde vive.
Estamos na primeira década do século XX e este acontecimento vai mudar para sempre a vida de Belle, já que o assassino foge do local sabendo que deixou para trás uma testemunha. Depois de ter sido raptada para ser posteriormente vendida a um bordel em Paris, Belle acaba por se tornar uma aventureira para que, mais tarde, se torne dona do seu destino. De Paris é levada para Nova Orleães, o único sítio nos EUA onde era permitida a prostituição. Será prostituta de luxo até conseguir regressar a França onde deseja restabelecer-se financeiramente e encontrar o amor da sua vida, o homem que a havia levado para a América.
Uma história dramática, mas ao mesmo tempo bela. Mostrando que em todas as épocas há mulheres fortes, que conseguem superar mesmo as piores agruras e dar a volta por cima. Além disso evidencia um problema que sempre existiu e sempre existirá enquanto houver homens que gostem de estar com crianças: o tráfico de seres humanos, sobretudo de crianças.
Em A Promessa vamos deparar-nos com Belle já adulta, completamente segura de si, uma excelente empresária de uma loja de chapéus e com uma vida amorosa feliz. É casada com Jimmy e vive com Mog e Garth numa pequena casa. Mas a felicidade é assombrada tanto pela visita de Étienne, um amor passado, e pela chegada da guerra. Nesta altura já se suspeitava que após a invasão da Bélgica por parte dos alemães, que a guerra com a Inglaterra estaria próxima. Já havia muitos jovens ingleses a inscreverem-se no exército para combater os alemães, por livre vontade. O apelo à alistagem era por demais evidente, surgindo um grupo de mulheres a distribuir penas brancas nas ruas com o intuito de que os homens tivessem vergonha da cobardia por não ajudarem os aliados. Com vergonha, e com vontade de defender a pátria, Jimmy decide alistar-se mesmo sabendo que Belle carregava no ventre o filho de ambos. Esta será mais uma catástrofe a abater-se sobre Belle e que a vai mudar completamente.

Sonhos Proibidos - A Promessa - Lesley Pearse - Edições Asa


Os livros de José Rodrigues dos Santos não geram concensos: há quem adore e há quem deteste.
Eu estou na primeira metade, adoro tudo o que JSR escreve e, como não podia deixar de ser, os dois livros publicados no final do ano tinham de estar na minha lista de leituras preferidas.
Neste conjunto de dois livros JSR retrata a vida de Calouste Gulbenkian. O primeiro volume centra a história na infância do jovem Kaloust na sua Armênia natal até se tornar um próspero homem de negócios. Além de ir retratando a vida, quase como uma biografia, embora romanceada, daquele que foi um homem de sucesso, JRS retrata também o conflito que existiu naquela época entre os arménios e os turcos e o ódio que detinham sobre os cristãos.
A vida de Kaloust, O Senhor Cinco Por Cento, tal qual JRS retratou, pode, porém, ser alvo de polémica. JRS retrata o mecenas como um homem que não olha a meios para atingir os seus objectivos, sobretudo económicos, optando por viver num quarto de hotel (Ritz) para fugir aos impostos, mas também com um mulherengo que gostava de raparigas jovens (menos de 18) por pensar que estas representavam um "elixir" da juventude.
O segundo volume centra-se no conflito entre otomanos e turcos e, posteriormente, a chegada da Segunda Guerra Mundial, determinante para que Kaloust se estabeleça em Portugal. Um país neutro, que em muito lhe fazia lembrar a sua terra natal, Constantinopla.
Para os fãs de José Rodrigues dos Santos, mas sobretudo para os de Caloust Gulbenkien que sempre "conviveram" com este nome quando frequentavam as bibliotecas (como eu), este é um livro imperdível.

O Homem de Constantinopla - Um Milionário em Lisboa - José Rodrigues dos Santos - Gradiva


Dorothy Koomson é mestre no romance. Criadora de personagens fortes e marcantes, Koomson foi ainda mais além neste "a praia das pétalas de rosa", porque introduziu o suspense, com a suspeita de vários crimes que me fascinaram ainda mais.
Tudo levava a crer que essa seria uma noite perfeitamente normal na vida de Tamia. Casada com um homem exemplar e com duas filhas, Tamia nem imagina o quanto a sua vida vai mudar quando batem à porta. Na entrada estão dois polícias que acusam o seu marido de um crime horrível, deixando a vida de Tamia completamente do avesso.
É aqui que entra também o poder da amizade, da traição, da desconfiança, mas também o poder do amor e do perdão.
Koomson mostra mais uma vez que as suas personagens podiam muito bem fazer parte da realidade. Isto porque nem tudo o que parece é, e por detrás da capa de cada um, existe sempre alguma coisa escondida.
O melhor livro de Koomson.

A praia das pétalas de rosa - Dorothy Koomson - Porto Editora

Este foi, sem margem para dúvida, o melhor livro que li em 2013.
Lou Clark fascinou-me logo desde o primeiro momento. Uma rapariga estouvada, cuja vida não tem grandes complicações, nem ambições. Depois de ter sido despedida do café onde trabalhava, Lou vê-se sem grandes alternativas de emprego. Sem habilitações e com um currículo pobre, nada mais lhe resta a não ser cuidar de um doente tetraplégico. Com algumas reservas em relação ao seu novo trabalho, Lou apenas o aceita porque a família a pressiona. Basicamente todos vivem do seu rendimento e do do seu pai, que corre o risco também ele de ser despedido.
Julgando ter de tratar de um idoso, Lou comparece na casa de Will e fica surpreendida por este ser tão jovem. Mas a falta de sensibilidade para com a sua pessoa, e ao mesmo tempo o tratamento rude que Will lhe vota, faz com que Lou pense, por várias vezes, desistir do emprego.
Jojo Moyes cria assim duas personagens tão bonitas que se torna difícil ao leitor desligar-se do livro, mesmo depois de lido. De bem com a vida, aventureiro, Will passa a uma pessoa completamente apática para quem a vida não faz qualquer sentido.
Viver depois de ti, levanta uma questão pertinente: até que ponto a vida deve ser vivida numa cadeira de rodas por uma pessoa que não consegue fazer aquilo que mais gostava antes de ter ficado naquele estado. Lou vai dando milhares de razões para se querer viver, ao mesmo tempo que Will defende que não pretende viver assim.

Viver depois de tiJojo Moyes - Porto Editora

Romance Histórico

A Filha do Conspirador pertencente à série "Guerra dos Primos" tem como protagonista Ana Neville, uma das duas filhas do Fazedor de Reis, Ricardo Neville, Conde de Warwick.
Apesar de ter apenas lido, da série, A Rainha Vermelha,uma das personagens que aparece neste romance, consegui perceber perfeitamente a história, até porque Gregory coloca uma heroína diferente em cada livro da série, se bem que sempre com papel preponderante para a história de Inglaterra e de uma forma simples e agradável.
Ana é a narradora desta história que vai estar envolta em guerras e ódios, mas também no amor que o seu pai tem por si. Para Ana Ricardo Neville é o seu herói e, por isso mesmo, decide levar sempre à letra aquilo que ele lhe diz. Pai de duas bonitas raparigas, o seu desejo é apenas um: que uma delas se torne rainha de Inglaterra. Mas o casamento de um dos seus protegidos e pretendente ao trono inglês, Eduardo, com uma plebeia deita por terra todos os seus desejos, Isabel Woodville, personagem retratada em A Rainha Branca.
Mesmo para quem não tenha lido os anteriores livros, facilmente entra na história, até porque Gregory cria uma personagem complemente independente, que nos leva a visionar uma história muito própria, uma história sempre do ponto de vista da personagem principal.
Num instante Philippa Gregory passa de uma heroína, retratada num livro, para vilã, aos olhos da protagonista de outro. Daí a sua leitura ser tão estimulante.
Sempre que leio Philippa Gregory fica sempre a vontade de querer ler mais e mais. Estou cada vez mais rendida à autora e tenho mesmo de estar atenta à promoções dos seus livros para adquirir alguns para a minha estante. 

A Filha do Conspirador - Philippa Gregory - Civilização Editora

A Bibliotecária de Auschwitz relata a história verídica de Dita Kraus, uma jovem de 15 anos, que "trabalhou" numa biblioteca clandestina existente naquele campo de concentração.
A biblioteca, dirigida por Freddy Hirsch (também ele uma personagem verídica) tinha apenas oito livros, disponíveis para cerca de 500 crianças.
Dita conseguiu sobreviver naquele tormento graças aos livros, à ajuda que eles proporcionaram, fazendo com que dezenas de crianças passassem o tempo da melhor forma. Mesmo sabendo que a maioria delas não iria sobreviver ao campo... A jovem levou o seu trabalho tão a sério que por pouco não era apanhada, passando a ser vigiada de perto pelo doutor morte, Mengele.
O bloco 31 era assim conhecido pela sua biblioteca, sendo talvez o único lugar onde ainda se poderia sonhar por um mundo melhor.
Os relatos chocam, as condições em que viviam os judeus e não só eram desumanas, mas mostra também um outro lado que não é falado muitas vezes: o facto de muitos dos guardas nazis serem completamente contra o que estava a acontecer. No entanto, por medo da morte, muitos deles continuavam a guardar os campos, revoltados por lhes terem "vendido" uma outra coisa.
Por muitos livros que leia sobre a Segunda Guerra Mundial e o terror porque passaram os judeus, ciganos, homossexuais, deficientes e outros excluídos, todos me impressionam pelos relatos reais do que por lá se passou. Que a guerra, qualquer ela que seja, tem coisas atrozes já todos sabemos, mas saber que houve pessoas que tentaram acabar com uma religião inteira só porque achavam que a deles era a melhor e seria a que devia prevalecer, raia a loucura.

A Bibliotecária de Auschwitz - Antonio G. Iturbe - Planeta

Biografia
Para inaugurar a colecção o fio da memória, a Sociedade Portuguesa de Autores e a Guerra e Paz Editores publicam um livro de homenagem a Urbano Tavares Rodrigues, romancista, poeta, dramaturgo e ensaísta, falecido este ano. 
Urbano Tavares Rodrigues, O Livro Aberto de uma Vida Ímpar é a prova de como um pequeno livro pode conter algo tão bom.
Conheci os livros do autor quando era muito jovem, num tempo em que não tinha tantos livros ao meu gosto para ler em casa (apesar das estantes estarem cheias) e frequentar a biblioteca municipal do concelho onde vivia. Certo é que a pequena biblioteca de Marco de Canaveses tinha poucos livros, baseando-se em clássicos. Foi nessa altura que conheci Camilo, Eça, Miguel Torga e Urbano Tavares Rodrigues, entre muitos outros autores. E que sortuda que fui.
Mas de Urbano apenas fiquei a conhecer a sua obra e não o homem que ele foi. Com este livro, recentemente publicado pela Guerra & Paz e pela Sociedade Portuguesa de Autores, escrito por José Jorge Letria, Urbano tornou-se ainda mais humano.
Escrito de uma forma leve, intimista e bastante aberta, José Jorge Letria conseguiu em poucas páginas, que Urbano abarcasse um pouco da sua vida. Desde que nasceu até quase ao dia da sua morte.

Urbano Tavares Rodrigues, O Livro Aberto de uma Vida ImparJosé Jorge Letria - Guerra & Paz

Ficção
Com o intuito de escrever algo que se afastasse de tudo o que já tinha feito, José Luís Peixoto decide partir em viagem à Coreia do Norte e daí resulta Dentro do Segredo, um livro que recomendo para quem quer saber mais do regime que se vive naquele país.
Apesar de não ter descoberto nada de estrondoso da política daquele país, até porque eles próprios não deixam, gostei desta crónica de viagens que, apesar de tudo, me fez ficar de boca aberta com alguns episódios caricatos.
José Luís Peixoto parte para uma viagem marcada com bastante antecedência e cuja visita oficial guiada é a única possibilidade de contacto com a cultura norte coreana. Sendo o regime totalitário mais fechado do mundo era de prever que não “deixassem” os turistas andarem sozinhos, de modo a descobrir o que o poder não quer ver descoberto.
Deste país cujo culto da personalidade dos líderes, quer seja dos passados ou presentes, é uma constante, a população apenas sabe aquilo que o poder quer que saibam. Música estrangeira nem pensar. Livros também não, embora Peixoto tivesse levado Dom Quixote para ler no quarto às escondidas.

Dentro do Segredo - José Luís Peixoto - Quetzal





 
Infantil

Este livro é sobretudo delicioso.
Requisitado na Biblioteca Municipal recentemente fiquei com vontade de comprar um para casa, tal a vontade de ter este rato maroto em casa.
Escrito em forma de verso, este livro de Pierre Coran conta a história de um rato maroto que faz do gato sapato. As travessuras de Renato vão sendo contadas de uma forma divertida, como se o rato de orgulhasse das asneiras que faz, fazendo com que o gato da casa seja sempre considerado culpado.



O Rato Renato - Pierre Coran - Edições Nova Gaia





segunda-feira, 23 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Um Milionário em Lisboa - José Rodrigues dos Santos [Opinião]

Título: Um Milionário em Lisboa
Autor: José Rodrigues dos Santos
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 409
N.º de Páginas: 672
PVP: € 22,00

Kaloust Sarkisian completa a arquitectura do negócio mundial do petróleo e torna-se o homem mais rico do século. Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suítes dos hotéis Ritz mantém em permanência uma beldade núbil, dedica-se à arte e transforma-se no maior coleccionador do seu tempo. Mas o destino Interveio. O homem mais rico do planeta resolve viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do petróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o. Não perca o segundo e último volume desta história apaixonante.

A minha opinião:
Um Milionário em Lisboa é a segunda parte da biografia daquele que foi considerado o homem mais rico do mundo, Caloust Gulbenkian (Kaloust Sarkisian). José Rodrigues dos Santos baseou-se na vida deste ilustre homem, que em muito contribuiu para a cultura em Portugal e escreveu dois livros magníficos. Pessoalmente gostei ainda mais deste não só por parte da história ser passado no nosso país, mas também por explanar o conflito entre turcos e otomanos, dando a conhecer aos leitores aquela que foi talvez a primeira tentativa de extermínio de um povo: o povo arménio.

Confesso que esta parte da história era-me um pouco desconhecida e que, através da vivência de Krikor, fui conhecendo um pouco o que os refugiados arménios passaram nas mãos dos turcos, que em muito me fez lembrar o extermínio judeu poucos anos depois.

Com o início da Segunda Guerra Mundial começa-se a adivinhar o porquê da escolha de Kaloust recair em Portugal. Um país neutro, que em muito lhe fazia lembrar a sua terra natal, Constantinopla.

À parte isso achei hilariante a forma como Kaloust vivia diariamente. Sempre contido, não gostava de ganhar dinheiro mal gasto, nem pagar impostos (daí viver até ao fim dos seus dias no hotel). A sua obsessão por querer bater um recorde familiar, viver até aos 106 anos, fazia com que chegasse ao cúmulo de mandar vir de fora maçãs e morangos para a sua dieta diária. Todos os dias apontava quantos frutos comia, para que o hotel não o enganasse nas contas...

De salientar o significado de beleza que teve início no início do primeiro livro e que só será explicado no final do livro, transformando-o num momento delicioso e esclarecedor.

Para os fãs de José Rodrigues dos Santos, mas sobretudo para os de Caloust Gulbenkien que sempre "conviveram" com este nome quando frequentavam as bibliotecas (como eu), este é um livro imperdível e uma óptima prenda de Natal.


Excertos:
"Nenhum país é grande se não dominar o negócio do petróleo."
"É melhor ter más notícias do que notícias nenhumas."
"Prefiro enfrentar a realidade mais dura a viver na ilusão mais enganadora. A incerteza é insuportável."
"A intenção. É isso que separa a arte da realidade."
"A arte é para ser fruída, não para ser esquecida."

Opinião de O Homem de Constantinopla

http://marcadordelivros.blogspot.pt/2013/09/o-homem-de-constantinopla-jose.html











The Tragedy of Fidel Castro de João Cerqueira distinguido como um dos livros do ano

O Latina Book Club considerou The Tragedy of Fidel Castro, de João Cerqueira, um dos livros do ano. Mais informações aqui: http://www.latinabookclub.com/2013/12/books-of-year-2013.html

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

CSI - Comida sob Investigação premiado pelos GOURMAND AWARDS 2013



Uma vez mais, a Bertrand Editora vê um dos seus livros premiados pelos Gourmand World Cookbook Awards, prémios que distinguem anualmente livros de culinária e vinhos de todo o mundo. CSI – Comida Sob Investigação foi o livro português distinguido na categoria Best First Cookbook. Por isso, está também selecionado para competir com os vencedores dos outros países na mesma categoria para Best in the World. Os vencedores serão anunciados entre 20 e 21 de maio de 2014 em Pequim.

Planeta: Novidades Janeiro 2014

Título: Uma Duquesa em Fuga
Autor: Jennifer Haymore
N.º de Páginas: 312
PVP: 17,76 €
Disponível nas livrarias a partir de 2 de Janeiro

Depois de Um Toque de Perversão e Um Toque de Escândalo chega agora o novo livro da autora de top do romance feminino erótico.

O primeiro livro de uma das séries de maior êxito da autora: A Casa de Trent.
Um romance de sedução, intriga e traição – mas acima de tudo – de amor.
«Emocional, sensual e encantador, este romance de amor proibido é para saborear.» RT Book Reviews

Simon Hawkins, duque de Trent, está habituado aos escândalos. Os rumores e insinuações caíram sobre a Casa de Trent durante décadas, e Simon teve de limpar o nome de família. Vive por um rigoroso código de honra, mas quando tem de investigar o desaparecimento da mãe, o ilustre duque vai também encontrar a tentação, pois depara-se com a única mulher que amou que também é última mulher que devia desejar.
Sarah Osborne passou a vida a sonhar com o toque de Simon. Mas os duques não se interessam por criadas. Sarah acredita que, o beijo roubado despertou uma paixão que pode ser a sua ruína. Mas ao começarem um romance proibido, surgem inimigos dispostos a destruir o duque e tudo o que ele ama.
Simon vê-se preso numa teia de chantagem e, enfrenta uma escolha angustiante: sacrificar o futuro da família ou partir o coração de Sara.

Sobre a autora:
Jennifer Haymore teve uma vida de aventuras em criança: viajou pelo Pacífico Sul com a família num veleiro construído por eles. Os meses que passou no mar, às vezes calmo, por vezes em fúria, acendeu o seu amor pela aventura e romance. Trabalhou numa livraria e ensinou crianças, mas continuou sempre a escrever.
Descubra mais sobre a autora em www.jenniferhaymore.com

Título: Pela Mão dos Anjos
Autor: Maria Elvira Pombo Marchand
PVP: 17,76 €
N.º de Páginas: 208 páginas
À venda a partir de 02 de Janeiro

Um manual que nos vai ajudar a comunicar com os seres de luz e a partilhar a vida diária com os anjos, procurando que a espiritualidade seja uma experiência e não uma crença.

A autora, uma especialista em anjos, mostra-nos como aproveitar cada momento para encontrar a paz e a felicidade, através destes seres que nos acompanham e guiam durante toda a vida.
Maria Elvira Pombo ensina-nos ainda como comunicar com os anjos, sem precisarmos de possuir qualquer dom. Todos podemos dialogar com estes seres de luz. As respostas podem chegar através dos sonhos, da nossa intuição, ou dos sinais que se apresentam como coincidências ou pela meditação.
Com muito poucos relatos, a primeira parte do livro explica as técnicas da comunicação com os anjos. Na segunda, ficamos a conhecer as leis universais da energia, que na linguagem dos anjos se chama magia.
Estas leis são ferramentas espirituais práticas, profundas e poderosas que nos guiam para alcançarmos êxito e aproveitarmos cada momento da vida.

OFERTA
O livro inclui um baralho de 25 cartas que vão revelar o que cada arcanjo nos destina no dia-a-dia. A sua utilização está explicada no livro.

Sobre a autora:
Estudou administração de empresas na Universidade Xaveriana de Bogotá. Exerceu a sua profissão com êxito, durante doze anos como executiva no Citibank.
Nesse período, fez também uma especialização em marketing. A sua sensibilidade levou-a a estudar os anjos e, mais tarde, a aprofundar os seus conhecimentos pela mão de Doreen Virtue nos Estados Unidos, onde obteve o grau de ATP (Angel Therapy Practitioner) em 2001. Depois de terminar o curso, decidiu fazer uma paragem na sua carreira como executiva financeira e dedicar-se por completo a ensinar as pessoas a comunicarem com os seus anjos e guias.
Em 2002, abriu o seu consultório de Terapia com Anjos. Publicou Aventura con tus ángeles, un mensaje de luz (2006) e o livro de espiritualidade para crianças La oruga Michelle encontra Deus (2011), escrito com a sua filha Michelle. No seu terceiro livro, De la mano de los ángeles, manual para vivir (2011) resume todos os ensinamentos que recebeu destes seres de luz e considera-o o seu legado.
Através de seminários, livros e consultas privadas tem ensinado a milhares de pessoas a sentir e partilhar a sua vida diária com os anjos procurando que a espiritualidade seja uma experiência e não uma crença. Desta maneira, cumpre a sua missão e o seu sonho de contribuir para a evolução dos seres humanos através do amor.
Visite a sua página: www.terapiaconangeles.com

Título: BOM CAMINHO
Autor: Fausta Cardoso Pereira
N.º de Páginas: 144
PVP: 13,30€
Disponível a partir de 2 de Janeiro

Este livro é o último empurrão para uma viagem de que já ouviu falar, que até tem vontade de fazer, mas que por preguiça ou falta de coragem ainda não se pôs ao caminho.

Um relato pessoal, prático e inspirador, para todos os que queiram  fazer o Caminho de Santiago.
Se não sabe por onde começar, este é o livro de que precisa. Aqui está descrita a viagem pela parte mais percorrida e mais acessível do Caminho Português de Santiago. Comece no Norte de Portugal e vá até Santiago.
Reserve uma semana das suas férias e viva uma experiência única que o vai mudar por dentro e por fora – e fazer acreditar mais nas suas próprias capacidades de vencer obstáculos e barreiras que lhe parecem intransponíveis.

Fausta Cardoso Pereira tem uma vida «absolutamente normal», com uma carreira profissional e sem qualquer preparação física, mas com um dom de escrita muito especial e conta as suas motivações e aventuras para fazer o Caminho de Santiago duas vezes, de duas maneiras: primeiro de bicicleta, depois a pé. Uma voz de alguém que não faz o Caminho por motivos religiosos, desportivos ou turísticos mas que acredita – e nos faz acreditar – que: «o Caminho de Santiago é de todos os que o querem fazer», independentemente das motivações e das religiões de cada um. Um Caminho de descoberta e libertação espiritual contado por quem a viveu.

Para chegar ao fim do Caminho, o mais importante é fechar a porta de casa, ultrapassar a dependência dos gadgets, voltar a funcionar de uma forma mais ou menos medieval, seguindo setas e procurando indicaçõesaqui e ali. No fim de tudo, corpo e espírito despem-se da aceleração do dia a dia, e aceitam naturalmente o que corre, e o que não corre como planeado. No futuro, outros Caminhos se seguirão.

Sobre a autora:
Nasceu em 1977, em Lisboa. Estudou Publicidade, Marketing, Comunicação Social e Sustentabilidade.
Trabalhou como criativa copywriter, fez produção de cinema de animação e gestão de projectos na área da responsabilidade social. Alguns dos seus projectos foram premiados no Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho e pela Confederação Portuguesa de Voluntariado.

O SEU LIVRO DE BOLSO
LIVROS PEQUENOS COM GRANDES HISTÓRIAS

Modernos, práticos, funcionais e quase do tamanho do seu bolso para lhe fazer companhia onde quer que vá. Pequenos no tamanho e no preço, os novos livros da Planeta, da chancela Booket, aliam a qualidade de impressão à facilidade de manuseamento – são muito leves, flexíveis, podendo ser transportados enrolados – para que a leitura de grandes obras possa ser feita por todos, em qualquer lugar.
Agora, acabaram-se de vez as desculpas para quem não lê porque é caro. E chegou a solução para quem gosta de ler vários livros ao mesmo tempo e continuar a ter espaço para mais um na sua estante. Dois títulos imperdíveis que acompanham o leitor para qualquer lugar. Disponíveis a partir de 2 de Janeiro.

Título: Um Anjo deu-me a mão
Autor: Jacky Newcomb
PVP: €7,75

Título: Um Erro Inconfessável
Autor: Emma Wildes
PVP: €8,85







Três títulos da Esfera dos Livros premiados no Gourmand World Cookbooks Awards 2013

O livro Os Mistérios do Abade de Priscos. E outras histórias curiosas e deliciosas da gastronomia de Fortunato da Câmara (já em 2ª edição) ganhou na categoria de Best Food Literature Book.
O livro O Que faço hoje para jantar? de Joana Roque (em 6ª edição) ganhou na categoria de Best Easy Recipes Book

E, As Regras de Ouro da Nutricionista Ágata Roquette de Ágata Roquette (11ª edição) ganhou na categoria de Best Health and Nutrition Book

Este três livros ficam, automaticamente, apurados para o GOURMAND BEST IN THE WORLD cujos resultados serão anunciados em maio de 2014.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Bom Natal!


Chancela da Editora Objectiva, Suma de Letras, tem página no Facebook

Uma vez que o catálogo da Suma de Letras Portugal, uma chancela da Editora Objctiva, está a crescer, esta decidiu criar uma página de Facebook completamente dedicada a estes livros.
Nesta página a editora vai dando conta das novidades da Suma de Letras e partilhará tudo o que for publicado sobre estes livros.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

As Primeiras Coisas é o livro do ano para a Time Out

O romance de estreia de Bruno Vieira Amaral foi ontem escolhido pela revista como o mais importante de 2013.
Publicado em outubro pela Quetzal Editores, As Primeiras Coisas, de Bruno Vieira Amaral, teve nos últimos meses uma entusiástica receção dos leitores e a confirmação da sua qualidade literária pela crítica e cobertura mediática em diversos meios.
Ontem, no anúncio dos Prémios Time Out Lisboa 2013, o romance que conta a história do Bairro Amélia foi apresentado como o melhor livro do ano.
O Grupo BertrandCírculo felicita, pois, o autor por esta distinção pública a fechar o ano de 2013 – sublinhando que a escolha incidiu sobre uma primeira obra.


Apresentações de Valter Hugo Mãe canceladas

A Porto Editora informa que todas as sessões de apresentação de A Desumanização, de Valter Hugo Mãe, agendadas para os dias 18, 19, 20 e 21 de dezembro foram canceladas, por motivo de doença do autor. Hoje, 18 de dezembro, o escritor ia estar em Coimbra, amanhã em Lisboa, sexta-feira na Póvoa de Varzim e sábado em Matosinhos e Gaia.

Porto Editora com uma centena de livros por um Natal solidário

Uma campanha a favor da UNICEF, uma campanha em associação com a SIC Esperança para implementar
Salas de Musicoterapia em instituições que trabalhem com autistas, o mesmo objetivo: ajudar.
A Porto Editora reuniu uma centena de títulos infantojuvenis cujas vendas revertem para duas campanhas de Natal solidário.
Uma das campanhas reverte a favor da UNICEF, uma parceria que a Porto Editora já mantêm há vários anos. Essa campanha envolve 40 títulos, que estão disponíveis nas livrarias e encontram-se sinalizados com um autocolante. Até ao próximo dia 24 de dezembro, por cada exemplar vendido daquelas edições, um euro (1 €) será entregue à UNICEF.
A outra campanha foi desenvolvida em parceria com a SIC Esperança, tendo o ALFA como protagonista. Nesta campanha, que envolve 60 títulos, entre os quais as bem-sucedidas edições do ALFA, o objetivo é ajudar a implementar Salas de Musicoterapia em instituições que trabalhem com autistas e que demonstrem capacidade de adoção do sistema gratuito de musicoterapia. Procura-se, assim, contribuir para a melhoria da qualidade de vida das crianças e jovens com Perturbação do Espetro do Autismo e respetivas famílias. Assim, e até 24 de dezembro, na compra de um livro infantil identificado com o autocolante da campanha, um euro (1€) reverterá a favor deste programa.

Página de Campanha ALFA | SIC Esperança:
http://www.portoeditora.pt/especiais/natalsolidario


terça-feira, 17 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Rato Renato - Pierre Coran [Opinião]

Título: O Rato Renato
Autores: Pierre Coran, Marie-José Sacré
Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 32
Editor: Edições Nova Gaia
PVP: 7,57€ 

A minha opinião:
Nesta altura natalícia não podia deixar de recomendar este livrinho que fez as minhas delícias, mas sobretudo da minha filha.
Requisitado na Biblioteca Municipal recentemente fiquei com vontade de comprar um para casa, tal a vontade de ter este rato maroto em casa.
Escrito em forma de verso, este livro de Pierre Coran conta a história de um rato maroto que faz do gato sapato. As travessuras de Renato vão sendo contadas de uma forma divertida, como se o rato de orgulhasse das asneiras que faz, fazendo com que o gato da casa seja sempre considerado culpado.
Só para terem uma ideia do que é o livro, que contém ilustrações querida e fofas, aqui está a imagem de uma página. Penso que não precisa de mais explicações.
O Rato Renato é um óptimo presente de Natal para os mais pequenos.

Muito bom!



Novidade: A Queda de Artur, de J. R. R. Tolkien - Inédito em Portugal

Título: A Queda de Artur
Autor:
J. R. R. Tolkien
Colecção: Obras de J. R. R. Tolkien
Preço: 22.25€
Pp.: 248

Inédito em Portugal
Edição organizada por Christopher Tolkien
Versão Bilingue

A Queda de Artur, a única incursão de J. R. R. Tolkien nas lendas do rei Artur da Bretanha, pode muito bem ser vista como a sua mais delicada e hábil aventura na métrica aliterativa do inglês antigo, tendo concedido à sua interpretação inovadora das antigas narrativas uma sensação penetrante da natureza grave e determinista de tudo o que é contado: da expedição ultramarina de Artur até às distantes terras pagãs, da fuga de Guinevere de Camelot, do regresso de Artur à Bretanha e da grande batalha naval, no retrato do traidor Mordred, nas dúvidas atormentadas de Lancelot no seu castelo francês.
Infelizmente, A Queda de Artur foi um dos seus vários poemas longos inacabados. Há evidências que terá começado a escrevê-lo no início dos anos 30 do século passado e estaria num estado suficientemente avançado para que o enviasse a um amigo perspicaz, que o leu com grande entusiasmo no final de 1934, e o incentivou a concluí-lo com urgência: «Tem mesmo de o terminar!» Contudo, foi em vão. Tolkien abandonou-o, em data desconhecida, ainda que alguns indícios apontem para 1937, o ano de publicação de O Hobbit e das primeiras incursões em O Senhor dos Anéis. Anos mais tarde, numa carta de 1955, disse que «esperava terminar um longo poema sobre A Queda de Artur», mas esse dia nunca chegou.
Associadas ao texto do poema, existem, contudo, várias páginas manuscritas; uma grande quantidade de rascunhos e experiências em verso, nas quais a estranha evolução da estrutura do poema é revelada, juntamente com sinopses narrativas e notas deveras significativas, ainda que desesperantes. Nestas últimas, é possível discernir associações claras, ainda que misteriosas, do fim de Artur com O Silmarillion e a amarga conclusão do amor de Lancelot e Guinevere, que nunca chegou a ser escrito.

Sobre os autores:
J. R. R. Tolkien nasceu a 3 de Janeiro de 1892 em Bloemfontein. Depois de ter servido na Primeira Guerra Mundial, Tolkien abraçou uma distinta carreira académica e foi reconhecido como um dos melhores filólogos do mundo. No entanto, é mais conhecido como o criador da Terra Média e autor das clássicas e extraordinárias obras de ficção como O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion. As suas obras foram traduzidas para mais de 60 línguas e venderam milhões de exemplares em todo o mundo. Foi premiado com um CBE e um grau honorário de Doutor em Letras pela Universidade de Oxford, em 1972. Faleceu em 1973, com 81 anos.

Christopher Tolkien nasceu a 21 de Novembro de 1924 e é o terceiro filho de J. R. R. Tolkien. Nomeado por Tolkien como seu executor literário, tem-se dedicado, desde a morte do pai, em 1973, à edição dos escritos não publicados, nomeadamente O Silmarillion e as colecções intituladas Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média e The History of Middle-earth (A História da Terra Média). Ele e a esposa vivem em Baillie, França, desde 1975.


«Egas Moniz - uma biografia» de João Lobo Antunes publicado no Brasil pela prestigiada editora Record

Título: Egas Moniz: Uma biografia
Autor: João Lobo Antunes
Género: Biografia/ Memória
N.º de páginas: 322
http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=27705

A obra Egas Moniz – uma biografia da autoria do neurocirurgião português João Lobo Antunes acaba de ser publicada no Brasil pela prestigiada editora Record, (http://www.record.com.br/default.asp).

Egas Moniz – uma biografia é a primeira biografia de uma das mais fascinantes personalidades médicas do século XX, a quem se devem duas contribuições científicas fundamentais: a angiografia, uma técnica que permite a visualização dos vasos cerebrais, e a psicocirurgia, o primeiro tratamento cirúrgico de certas doenças psiquiátricas, agora ressuscitada em consequência de progressos tecnológicos recentes.

António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz nasceu em 1874 em Avanca e formou-se na Universidade de Coimbra. A sua tese sobre “A vida Sexual” tornou-se num “best-seller”. Em 1911 transferiu-se para a Universidade de Lisboa como Professor de Neurologia. Até 1919 foi um político activo, chegando a Ministro de Negócios Estrangeiros no governo de Sidónio Pais, e chefiando a delegação portuguesa à Conferência de Versalhes no final da Grande Guerra.

Resultado de uma investigação objectiva, rigorosa e crítica que teve por base a consulta de numerosos documentos e cartas inéditos e o testemunho de colaboradores e familiares de Egas Moniz, esta obra da autoria de João Lobo Antunes contribui decisivamente para o melhor conhecimento de um português que para muitos permanece ainda uma figura obscura, que foi um político, um diplomata, um homem das letras e do mundo, um clínico de sucesso e um cientista improvável.

Sobre o autor: 

JOÃO LOBO ANTUNES licenciou-se em Medicina em 1967. Entre 1971-1984 esteve nos EUA como bolseiro da Fundação Fulbright. Trabalhou no Instituto Neurológico de Nova Iorque, sendo nomeado, em 1980, Professor Associado de Neurologia da Universidade de Columbia. No âmbito da sua tese de doutoramento dedicou-se à investigação em áreas de Neuroendocrinologia. Regressou a Portugal para ocupar a recém-criada cátedra de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa. É autor de inúmeros artigos científicos e editor de vários livros sobre temas da sua especialidade.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Estranho Caso Ford - Donna Leon [Opinião]

Título: O Estranho Caso Ford
Autor: Donna Leon
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 288
Editor: Editorial Planeta
Edição de bolso
PVP: 8,85€

Sinopse:
Quando uma das alunas da sua mulher Paola o vai visitar, com um estranho interesse sobre a possibilidade de se investigar o perdão concedido ao seu avô por um crime cometido muitos anos antes, o Commissario Brunetti dá pouca importância ao assunto.
No entanto, sente-se intrigado e atraído pela inteligência e seriedade moral da rapariga. Quando ela aparece morta, esfaqueada até se ter esvaído em sangue, Claudia Leonardo deixa de ser apenas uma aluna de Paola e passa a ser um caso de Brunetti...
Enquanto investiga a vida de Claudia, descobre que esta não tem qualquer família. O único elo familiar que possui é com uma idosa senhora austríaca, que foi amante do avô. Brunetti cada vez mais intrigado desloca-se a casa da senhora e fica estupefacto com a imensa colecção de arte existente na casa da antiga amante. Quando esta também aparece morta o caso torna-se um beco sem saída e, quanto mais investiga mais segredos mórbidos descobre: a colaboração com os Nazis e o roubo de jóias italianas durante a guerra.
 
A minha opinião: 
Pertencente à série Brunetti (n.º 11) O Estranho Caso Ford foi dos livros que mais gostei de ler de Donna Leon.
Quando uma aluna de Paola (mulher do inspector Brunetti) se acerca dela para lhe fazer uma pergunta que quer que seja confidencial, mal imagina que isto vai desencadear em mais uma investigação para o seu marido. A aluna é Claudia Leonardo e deseja saber, através de Paola, se Guido Brunetti tem conhecimento de haver possibilidade de num processo legal, em que uma pessoa morreu, se mesmo assim poderá ser considerado inocente por um crime pelo qual foi condenado e sentenciado.
Achando a pergunta muito estranha Guido entra em contacto com Claudia porque para lhe responder à questão que coloca, terá de saber um pouco mais sobre a condenação. Claudia é evasiva e não pretende que o seu passado surja à tona. Mas depressa Guido chega ao cerne da questão: o que Claudia pretende é que o seu avô seja considerado inocente em relação a pinturas e obras de arte que adquiriu durante a Segunda Guerra Mundial.
Partindo para a investigação, Brunetti descobre que o avô de Claudia era suspeito de comprar obras de arte a baixo custo, numa altura em que os judeus precisavam a todo o custo de dinheiro para fugir para países neutros, vendendo-os posteriormente a um preço bem mais elevado.
Donna Leon aborda um campo bastante comprometedor para muitas famílias de antiquários. É sabido que houve muita gente a aproveitar-se das fraquezas dos judeus para prosperar. A Guerra é relatada também do ponto de vista dos italianos, um tema pouco aprofundado nos livros que tenho lido, que apenas centra a Guerra na Alemanha esquecendo-se um poucos dos países aliados à mesma.
Mais uma vez o sogro de Brunetti é uma peça fundamental na ajuda da resolução do mistério, mostrando ser conhecedor de Veneza, mas também de muitas pessoas ligadas a altas esferas da sociedade. O sogro é uma pessoa que não se mostra muito, bastante enigmático, o que torna os romances de Donna ainda mais interessantes e cheios de mistério.
Gosto de Guido, gosto de Paola e das cenas da vida familiar, que tornam os livros de Leon bem mais reais.
Relativamente ao tema, gostei bastante embora o título seja muito esclarecedor em relação à resolução do caso. Por causa do título depressa descobri que era ali que estava a solução do assassinato, embora não soube os motivos que levaram ao mesmo.

 
 
 
 
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Crime de Luxo - NGaio Marsh [Opinião]

Título: Crime de Luxo
Autor: NGaio Marsh
Páginas: 376
Editor: Edições Asa
PVP: 14,90€

Sinopse:
As jovens debutantes suspiram, ansiosas. As mães casamenteiras planeiam minuciosamente cada lanche, baile e jantar. Em Londres, uma nova temporada está prestes a começar.
Mas por detrás de tão enérgica atividade, a alta sociedade está a ser vítima de um crime tão abjeto quanto silencioso. Alguém está a chantagear as mais notáveis famílias da cidade… e essa pessoa também planeia cuidadosamente todos os seus passos.
O inspetor-chefe Roderick Alleyn, ele próprio um aristocrata, move-se suficientemente bem naquele meio para perceber que algo de estranho se passa. Encontrou, até, o aliado perfeito. O seu amigo Lorde Robert Gospell aceitou misturar prazer e dever num dos bailes mais aguardados do ano.
E para mal dos seus pecados, o bom lorde descobriu o culpado…
A minha opinião: 
Inserida na coleção Crime à Hora do Chá, uma nova coleção da Asa que muito me tem agradado, Crime de Luxo continua a mostrar o policial britânico de época que muito faz lembrar os livros de Agatha Christie.

Acompanhados sempre por uma saqueta de chá Lipton, uma boa companhia para quem gosta deste género de livros, esta série é absolutamente deliciosa. Desde as capas, até às histórias com policiais caricatos quase sempre com crimes ocorridos dentro de famílias de alta sociedade. Quem gosta deste género de crimes não pode perder esta fabulosa série.

O terceiro volume traz Ngaio Marsh, uma autora para mim completamente desconhecida, com o livro Crime de Luxo. Nesta obra está patente, além de um assassinato, outro crime: chantagem. Na temporada de apresentação das filhas das "boas" famílias à sociedade com o intuito claro de arranjar pretendentes, uma personagem que vai ser assassinada quando já regressa a casa, de táxi. Em cena aparece o inspector-chefe Roderick, cuja perspicácia e sentido de encenação de diversas situações ocorridas em determinada época, em muito me fizeram lembrar Poirot. De destacar o seu ajudante Fox, um elemento de ajuda imprescindível para a resolução do problema, apesar de estar em segundo plano.

Roderick vai contar ainda com a preciosa ajuda de Lorde Robert, determinante em muitos acontecimentos que vão surgir durante a noite do assassinato.

Mostrando vários pontos da alta sociedade, com personagens completamente diferentes entre si, mas cujo objectivo é sempre demonstrar o como estão bem de vida, tentando ocultar muitas vezes as suas vidas passadas. E tem lá tudo. Desde a alpinista social, à jovem debutante que não tem pretendentes, a damas de sociedade com um passado sombrio, a uma pintora, um homem cheio de esquemas...

Numa altura em que a investigação só se fazia valer dos interrogatórios e de uma autópsia um pouco rudimentar, Roderick Alleyn tem a mestria de um grande investigador.

Apesar de Crime de Luxo fazer parte de uma série em que Roderick Alleyn é o protagonista, sendo este o seu sétimo livro, a trama percebe-se bem, deixando no ar a vontade de querer saber mais sobre este detective tão bom. Fica no ar a deixa para que a Asa comece a publicar desde o primeiro volume, mesmo que seja noutra coleção, os restantes livros.

Mais um policial que recomendo.   

Gillian Flynn vence o National Award na categoria de autor estrangeiro


Gillian Flynn, com o livro Em Parte Incerta, editado pela Bertrand Editora em fevereiro deste ano, foi galardoada com o prémio National Book na categoria de autor estrangeiro (http://www.bbc.co.uk/news/entertainment-arts-25338285).

Os National Book Awards distinguem os melhores livros publicados em cada ano no Reino Unido, através de uma seleção feita por profissionais da indústria britânica do livro. Na lista de premiados há sempre um autor internacional. Nesta categoria, os três últimos livros distinguidos foram The Snow Child, de Eowyn Ivey (2012), A Visit From the Goon Squad, de Jennifer Egan (2011) e Freedom, de Jonathan Franzen (2010), escolhas que refletem o prestígio deste galardão.

Guerra & Paz: Livro premiado no Brasil chega a Portugal

Distinguido esta semana como melhor livro-reportagem do ano pela conceituada Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), no Brasil, o livro «Holocausto Brasileiro», da repórter Daniela Arbex, chega a Portugal em Abril de 2014, pelas mãos da Guerra e Paz Editores.
“Não poderia estar mais honrada em ver meu trabalho sendo recebido pelo povo português. A minha expectativa é que a obra possa, do outro lado do oceano, continuar a consciencializar as pessoas para a necessidade de humanização desses modelos de atendimento. Que o «Holocausto Brasileiro» ajude a sociedade a transformar segregação em acolhimento em qualquer parte por onde ele passe”, afirma a jornalista, feliz com a edição em conjunto com a Guerra e Paz.

No Brasil, «Holocausto Brasileiro» já conta com oito edições e vendeu mais de 55 mil exemplares. O livro tem sido uma presença assídua no top de mais vendidos de revistas e publicações como a Veja, Folha de S. Paulo, O Globo e Publishnews.
“Independentemente de termos ficado mais de dez semanas no ranking dos dez livros mais vendidos do país, o que me emociona é o facto de a obra permitir que o Brasil conheça uma de suas piores tragédias”, realça Daniela Arbex.
“Mais do que isso, a dor provocada pelo Hospital Colônia poderá ser compreendida em qualquer país ou língua, porque as condições sub-humanas impostas a pacientes psiquiátricos se repetem em outros lugares do mundo. O prémio da crítica só chancela ainda mais a qualidade da história, aumentando a minha responsabilidade como jornalista que busca a transformação social”.

Todos os anos, os Prémios APCA, atribuídos por 52 críticos, elegem os melhores nas categorias de Arquitectura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão. A cerimónia de entrega dos prémios irá decorrer em Março de 2014.

«Holocausto Brasileiro», de Daniela Arbex, resgata do esquecimento um dos capítulos mais macabros da História: a barbárie e a desumanidade praticadas, durante os anos 60 e 70, no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena. Ali foram mortas, criminosamente, 60 mil pessoas. Um testemunho necessário e chocante.