sábado, 25 de fevereiro de 2012

Pensa num número - John Verdon [Opinião]


Título: Pensa num número
Autor:
John Verdon
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 448
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04333-7
Coleção: ALTA TENSÃO
PVP: 16,60€

Sinopse:
Pelo correio chega uma série de cartas perturbadoras que terminam com uma declaração inquietante: «Pensa num número qualquer até mil, o primeiro que te vier à cabeça... Repara agora como eu conheço bem os teus segredos.» Estranhamente, aqueles que obedecem constatam que o remetente de tais cartas previu com precisão a sua escolha. Para Dave Gurney, um inspetor de homicídios recém-reformado da Polícia de Nova Iorque e amigo de um dos alvos das missivas, o que primeiro lhe pareceu um caso estranho depressa se transforma num complicado quebra-cabeças que levará a uma investigação em grande escala na busca de um pérfido assassino em série.
Convidado como consultor pelo gabinete do procurador, em pouco tempo Gurney consegue alguns avanços na descoberta de pistas que a polícia local negligenciara. Ainda assim, diante de um adversário que parece ter o dom da clarividência e antecipar-se a todos os passos, vê os seus melhores esforços dissiparem-se como areia por entre os dedos. Terá encontrado, ao fim de vinte e cinco anos de carreira exemplar, um adversário capaz de o vencer?

A minha opinião:
Apesar de não me ter prendido no primeiro instante, a sinopse de Pensa num Número fez-me continuar a ler o livro, e em boa hora o fiz. A criatividade do autor ao colocar o leitor a pensar que pode existir alguém que consegue ler os nossos pensamentos ao ponto de descobrir o número em que estamos a pensar, situado de 1 a mil, é fantástica, embora a explicação para tal facto, descoberta mais para o fim do livro, não seja tão surpreendente, deixando-me até um pouco desapontada.
Tudo começa quando Mark Mellery, um antigo colega de escola do ex-inspector Gurney lhe pede ajuda para desvendar a origem de uns bilhetes estranhos que tem recebido. Apesar de reformado Dave Gurney não resiste e começa a investigar o estranho caso, embora sem a aprovação inicial da sua esposa Madeleine.
Confesso que no início antipatizei com Madeleine, achando-a um pouco egoísta, mas aos poucos compreendi-a melhor, tornando-se inclusive uma grande ajuda na resolução de todo o caso. O facto de Verdon criar um ambiente familiar em relação à personagem principal, Gurney, faz com que o leitor sinta uma maior afinidade pelo protagonista.
A partir do momento em que surge uma vítima mortal o livro começa a ganhar interesse, tornando-se irresistível parar a leitura.
Achei muito bem engendrado o caso, original a escolha que o assassino faz para que as vítimas caiam na sua trama, o facto de aparentemente não deixar quaisquer pistas no local do crime, e razão da escolha de vítimas que, ao que tudo indica, não têm nada em comum.
Para os amantes de policiais recomendo. Não será portanto, de estranhar que Tess Gerritsen, uma das escritoras de policiais que mais admiro, o tenha classificado de "O melhor thriller que li desde há muito, muito tempo."

4 comentários:

André Nuno disse...

Olá, Maria.
Acabei há pouco de ler este livro e achei-o fabuloso. Muito interessante, rico bem escrito.
E saber que este é o primeiro livro deste autor... Que começo brilhante!
Boas leituras!

Maria Manuel Magalhaes disse...

Estou muito curiosa em relação ao segundo livro publicado do autor, editado este ano pela Porto Editora... quando houver oportunidade de o comprar quero logo lê-lo.
Boas leituras :)

André Nuno disse...

Também eu, Maria! Quem sabe amanhã a Wook não nos faz uma boa surpresa... ;)

Maria Manuel Magalhaes disse...

Vai ser uma boa campanha André, mas temos de ter o dinheiro "à cabeça"...