segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Irmã - Rosamund Lupton [Opinião]



Título: Irmã
Autora: Rosamund Lupton
Tradução: Odete Martins
Formato: 155 x 235 mm
Páginas: 369
Encadernação: Capa mole
Coleção: Ficção
PVP: 15,90€


Sinopse:
Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess – e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar.
A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.

A minha opinião:
Romance de estreia de Rosamund Lupton, Irmã foi dos melhores livros que li nos últimos tempos. Isto porque reúne os ingredientes principais para um bom romance: bem escrito, com uma boa dose de acção, uma boa descrição e interacção com as diversas personagens e uma boa história.
Apesar de separadas por dois países distantes, Beatrice e Tess continuam a ser grandes confidentes. E quando a primeira recebe uma chamada dizendo que a sua irmã se encontra desaparecida, Beatrice não hesita e apanha o primeiro avião para Londres.
A partir daí, a vida de Beatrice vai mudar radicalmente. Utilizando praticamente toda a sua estadia em Londres para descobrir a irmã e os motivos do seu desaparecimento, Bess, como é chamada carinhosamente pela sua irmã mais nova, vai fazendo ela própria a investigação. Ao longo do livro recorre muitas vezes ao passado para demonstrar como era forte a ligação entre as duas, apesar de terem um estilo de vida completamente diferente. Enquanto uma vive pela segurança de uma vida confortável, a outra é mais aventureira, vivendo o momento e dando pouco valor a questões materiais.
Com o seu desaparecimento vêm a lume temas como a genética, a fibrose quística, a ambição, e polícias pouco interessados em investigar.
O facto de a autora escrever o romance na primeira pessoa e fazê-lo como que em jeito de confissão para com a irmã, ainda me prendeu mais. Gostei particularmente do ar quase que maternal que ela nutria por ela e, mais tarde pela sua amiga polaca, grávida, desempregada e sem ninguém que lhe desse uma mão.
Por último há a destacar um final invulgar mas muito bem conseguido.Estou em pulgas para ler o próximo livro da autora.

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