segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Sua Última Duquesa - Gabrielle Kimm [Opinião]

Título: A Sua Última Duquesa
Autor:
Gabrielle Kimm
N.º de páginas: 336
PVP: 19,95€

Quando Lucrécia de Médici, de dezasseis anos, casa com o quinto duque de Ferrara, Afonso d’Este, imagina que a vida com o seu vistoso marido será idílica.
Mal ela sabe que é um homem muito complicado. O casamento é fértil em dificuldades desde o início e, à medida que o tempo passa, Lucrécia torna-se cada vez mais distante. Para Afonso, a pressão aumenta quando o Vaticano ameaça reclamar o seu título se o casal não conseguir gerar um herdeiro. Só a amante, Francesca, parece capaz de domar a sua fúria crescente.
Mas o ressentimento de Afonso para com a sua duquesa depressa se torna insuportável, e começa a urdir um plano inacreditável para fugir aos seus problemas.
Um plano com consequências nefastas que culmina com o desaparecimento até hoje questionado pelos historiadores.


A minha opinião:

Com apenas dezasseis anos Lucrécia de Médici casa com Afonso d'Este, um conde conhecido de seus pais e eleito para futuro esposo. Apesar de ser um casamento combinado, Lucrécia carrega grandes esperanças no seu casamento, talvez fruto de ser jovem e ingénua. Ainda com dezasseis anos Lucrécia elegia como passatempo preferido as brincadeiras com o seu primo Giovanni no jardim da moradia.

Mas o seu casamento, que tudo tinha para ser edílico já que Afonso é uma homem bonito, vai ser tudo menos bom.
 

Apesar de se sentir atraído pela sua jovem mulher, Afonso não consegue consumar o casamento, e, logicamente, não consegue conceber o tão almejado herdeiro. Quando recebe uma ameaça por parte do Papa, que lhe diz tomar posse de tudo o que possui caso não haja herdeiro, Afonso desespera e começa a nutrir um ódio cada vez maior pela sua mulher.

Ao mesmo tempo, Afonso decide contratar um grupo de pintores com o intuito de realizarem um fresco em sua casa. Acumplicidade entre Lucrécia e um dos jovens pintores é evidente, adivinhando-se o que se passaria futuramente entre os dois. 


Este livro foi uma enorme surpresa. Gostei da forma como foi desenvolvida a história, a descrição do ambiente da época, do método de pintura aplicada na altura, a forma como as mulheres eram tratadas como meros objectos, assim como os criados e, sobretudo, gostei de saber mais sobre Lucrécia de Médici. 


Pena é que ainda não se tenha descoberto o que foi feito desta mulher surpreendente, cujo amor a levou provavelmente à morte. 

Balanço do ano 2012 - Top Ten


Imagem retirada da Internet
Findo o ano de 2012 resta-me fazer o balanço daquelas que foram as melhores leituras do ano 2012. Foi um ano com excelentes livros lidos, mas os escolhidos para Top 10 são: 
1 - As horas distantes - Kate Morton
2 - Irmã - Rosamund Lupton
3 - Os monstros também amam - Clara Sánchez
4 - O Inverno do Mundo - Ken Follett 
5 - Morte no bosque - Harlan Coben 
6 - Frágil - Jodi Picoult
7 - Seita Maldita - Tess Gerritsen
8 - Salvar a Pele - Lisa Gardner
9 - O Monstro de Florença - Douglas Preston, Mario Spezi
10 - Um dia naquele Inverno - Sveva Casati Modignani 

Uma excelente surpresa:
No Calor dos Trópicos - Flávio Capuleto

Decepções: 
Passeio à beira-mar - Joan Anderson
2.º e 3.º volumes da trilogia de As Cinquenta Sombras de Grey
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Topseller: "Alex Cross", de James Patterson, nos cinemas a 3 de janeiro



Alex Cross, protagonista da série policial mais vendida em todo o mundo, está de regresso ao grande ecrã, desta vez em “Eu, Alex Cross”. Depois da publicação do livro no passado mês de novembro, dia 3 de janeiro chega então às salas de cinema nacionais o terceiro filme inspirado na coleção bestseller mundial Alex Cross, do autor mais bem sucedido em todo o mundo, James Patterson. Tyler Perry, como Dr. Alex Cross, e Matthew Fox, o vilão, são os protagonistas do filme.

O lançamento do livro Alex Cross rapidamente despertou a memória de quem vibrou com os filmes «Na Teia da Aranha» e «Beijos que Matam», então com Morgan Freeman no papel de Dr. Alex Cross.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Uma Estrela caiu do Céu - Jorge Barroso [Opinião]

Título: Uma Estrela caiu do Céu
Autor:
Jorge Barroso
Ilustrador: Paulo Sérgio BEJu
Colecção: Mistério e Fantasia
PVP: 15€
Esta é a história de um menino chamado João que assume a tarefa de tomar conta de todas as estrelas do céu. Certa noite, ao contá-las, apercebe-se que uma das estrelinhas tinha fugido e decide partir numa grande aventura para a recuperar. Mas a estrelinha tinha fugido por um muito bom motivo...

A minha opinião:
Nesta quadra natalícia que ainda estamos a atravessar, nada melhor que ler um livro tão enternecedor e de um enorme companheirismo.João, que todos chamam Serafim por se assemelhar a um anjo tem uma tarefa em mãos: cuidar de todas as estrelas. No entanto, muda completamente de humor quando descobre que uma das estrelas lhe escapou. Decide partir para terras distantes no intuito de encontrar a tão querida estrela e, pelo caminho, encontra alguns amigos que se juntam a ele nesta cruzada.

Um livro tocante, que nos leva a reflectir no poder da amizade, e com um final lindíssimo que nos remete para a natividade.  

Henry Miller nasceu a 26 de Dezembro de 1891

Foto tirada da internet
"Alguns pressentem a chuva; outros contentam-se em molhar-se."

"Um artista é, antes de mais nada, uma pessoa que tem fé em si mesma."

"A imaginação é a voz do atrevimento."

"Ninguém é suficientemente pequeno ou pobre para ser ignorado."  
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

As cinquenta sombras livre - E. L. James [Opinião]

Título: As cinquenta sombras livre
Autor:
E. L. James
Editora: Lua de Papel
N.º de Páginas: 624
 

Sinopse:
Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita. Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado. E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.

A minha opinião:
As Cinquentas Sombras Livre é o último da trilogia que tanto deu que falar este ano e que revela o passado de Grey, como aliás já se estava à espera. Aqui ficamos a entender o porquê de Grey ser tão frio e distante e da sua “aversão”a um relacionamento sério e duradouro e a constituir família.
Atravessando uma fase mais séria da sua relação, que os leva ao casamento, Ana e Christian na minha opinião, continuam imaturos. Ele a querer dominar a relação e a própria Ana, apesar de tentar combater isso mesmo, nunca resistindo ao poder que ele exerce sobre ela, sobretudo em relação ao sexo. Ao contrário do que mostra a autora, penso que esta relação tem tudo para não dar certo, mas...

O facto dela lhe chamar “o meu cinquenta” é uma coisa que me irrita um bocadinho, mas não é tudo. O facto de Grey querer que Ana ande sempre com o motroista atrás também é uma coisa que não me cabe na cebeça. Então para que dar-lhe um super carro quando ela faz anos? E desculpa-se sempre na segurança, bolas! Isso prova, que Grey controla todos os passos de Ana e que esta tem quase de pedir autorização para sair. 
Tal como os anteriores volumes, este também está repleto de cenas tórridas com tendência para o BDSM, que tanto apaixonaram os seus leitores.
Não gostei particularmente deste terceiro volume, achei-o um pouco chato até, com tantas páginas e mais do mesmo. Se não fosse um pouco de acção lá mais para o meio não sei se não resistiria a ler o livro na horizontal (coisa que detesto fazer), só para saber o final da história.
No final a autora brinda os seus leitores com o início da história de amor entre Christian e Ana contada do ponto de vista do primeiro. Um mimo que apreciei bastante.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Marcador de Livros deseja um Feliz Natal


Manuel Maria Barbosa du Bocage morreu a 21 de Dezembro de 1805 e Francis Scott Fitzgerald a 21 de Dezembro de 1940

"Morrer é pouco, é fácil; mas ter vida
Delirando de amor, sem fruto ardendo,
É padecer mil mortes, mil infernos."


"Basta, cega paixão, loucos amores;
Esqueçam-se os prazeres de algum dia,
Tão belos, tão duráveis como as flores."








“Não se escreve por se querer dizer alguma coisa, escreve-se porque se tem alguma coisa para dizer.”

“Precisamos decidir como podemos ser valiosos, em vez de pensar em quão valiosos somos.”



Apresentação de dois novos contos infantis da chancela Joaninhas

A Editora NOVA DELPHI vai apresentar dois novos contos infantis da chancela Joaninhas que detém um catálogo sobre as emoções infantis e promove a função terapêutica das fábulas.
A apresentação será feita sábado, dia 22 de dezembro, pelas 14h, na Fnac Madeira, por Arcangela Savino, Elisa Seixas e Paulo Sérgio BEJu.

Os livros são: Bruno, Bianca e a Estrela dos Desejos e O Gafanhoto Garoto não pode brincar
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

John Steinbeck morreu a 20 de Dezembro de 1968

"Acreditei sempre que um escritor é preciso lê-lo, não vê-lo."

"Pela grossura da camada de pó que cobre a lombada dos livros de uma biblioteca pública pode medir-se a cultura de um povo."

Pedro Abrunhosa nasceu a 20 de Dezembro de 1960

Imagem tirada da internet
Tu és todos os livros,
Todos os mares,
Todos os rios,
Todos os lugares.
Todos os dias,
Todo o pensamento,
Todas as horas
O teu corpo no vento.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Livro que alerta para obesidade infantil

O mais recente relatório sobre obesidade infantil em Portugal revela que metade das crianças até aos 5 anos é obesa.

http://m.expresso.sapo.pt/metade-das-criancas-portuguesas-ate-aos-5-anos-sao-obesas=f774862?skin=ex:m



Consciente desta realidade que afecta cada vez mais famílias portuguesas, Paulo Sousa Costa escreveu um livro indicado para os mais pequenos, mas muito útil para pais e educadores, onde aborda a obesidade infantil de forma educativa. Porque o mais importante é que, desde cedo, as nossas crianças interiorizem conceitos simples mas saudáveis, que os ajudem a tomar as decisões correctas.

Trata-se do primeiro livro português de ficção infantil que alerta os mais novos para as vantagens de uma alimentação saudável, este faz parte da colecção «As Aventuras do Dragãozinho Azul», e tem a colaboração da nutricionista Teresa Branco.

Branca de Neve com ilustrações de Benjamin Lacombe [Opinião]

Título: Branca de Neve
Autor: Jacob Wilhelm Grimm
Ilustração: Benjamin Lacombe
Editora: Paleta de Letras
N.º de Páginas: 46
Encadernação: Catornado

Sinopse:
Era uma vez, em pleno coração do inverno, uma rainha que bordava junto à janela. Através da moldura de ébano contemplava os flocos de neve que pairavam no ar, como se fossem penas. Subitamente, picou-se no dedo e três gotas de sangue caíram na neve. Sobre a brancura fulgurante da neve, o vermelho sobressaía de forma tão bela, que pensou: «Ah! Oxalá tivesse um filho com a pele branca como a neve, os lábios vermelhos como o sangue e o cabelo negro como o ébano!»


A minha opinião:
Quem pegar neste maravilhosa livro não lhe ficará indiferente. Benjamin Lamcombe pegou num clássico dos irmãos Grimm e fez uma obra de arte. As ilustrações são fantásticas, desde a bruxa má ao cenário de toda a vivência da Branca de Neve com os anões, passando para o desfecho final, casada já com o príncipe. Digo mais, só as imagens bastavam para contar toda a clássica história da Branca de Neve. Apreciei as serprentes em volta do pescoço da rainha má, até ao corpo de pavão mais à frente. folheando as páginas deste livro parece que estamos perante um álbum fotográfico dada a qualidade da impressão, em papel lustroso.
Do clássico nada há a contar porque de certeza que todos já conhecem a sua história contada repetidas vezes na infância. Mas para que quer adquirir um livro para guarda em lugar cativo depois de lido e relido, recomendo esta aposta da Paleta das Letras, que nos trouxe, pela primeira vez, um livro de Lancombe.



Diz-me só a verdade - Luísa Castel-Branco [Opinião]

Título: Diz-me só a verdade
Autor:
Luísa Castel-Branco
PVP: 16,50 €
N.º de Páginas: 340

Sinopse:
Francisca tem quarenta e dois anos, três filhos e um casamento com o seu primeiro amor. Mas a sua vida aparentemente feliz encontra sombras do passado e um presente sem as luzes que sonhara para si.
A vida desta mulher cruza-se com a saga de duas famílias unidas pelo passado e divididas por um presente armadilhado por desejos de vingança e revelações esmagadoras. Entretanto, a chegada de uma carta inesperada denuncia um segredo e muda o destino de Francisca. Mas será que ainda acreditamos em finais felizes?
Nunca como hoje foi tão urgente retomarmos essa fantástica capacidade de voltar a sonhar. Um romance é isso mesmo. Páginas que nos levam a levantar voo, que nos transportam para um mundo que podia ser. Também nós merecemos essa frase mágica “Era uma vez.” Também nós temos direito a acreditar em finais felizes.
E este romance é isso mesmo. Um óasis do que podia ser, do que podia acontecer, algo para nos aconchegar a alma e nos fortalecer estes tempos de compasso de espera. O tempo que medeia entre o hoje e aquilo a que temos direito. 


A minha opinião:
Marcadamente feminino, Diz-me só a verdade relata a história de mulheres fortes, que se tornam as matricarcas da família, embora algumas delas, vivam completamente amarguradas até ao final das suas vidas. 
Francisca, a personagem principal, desde cedo se destacou no meio do seio familiar. Odiada pela mãe, que via nela a frustração para a sua própria existência, Francisca tornou-se numa mulher forte, lutadora, que viria a ter um lugar de destaque em termos profissionais. Apaixona-se por um homem de uma classe social diferente da sua e casa-se contra a vontade das matriarcas de ambas as famílias. É a vida deste casal que vamos "vivendo" ao mesmo tempo que temos conhecimento das vidas dos seus familiares. 
Através de vários espaços temporais vamos descobrindo os segredos de todas as famílias, mas também as suas fraquezas... e até a personagem principal guarda um segredo que a coloca muito bem baixo. 
O novo livro de Luísa Castel-Branco através da vida de todas estas famílias, que têm um laço entre si, faz-nos pensar na vida que levamos, faz-nos pensar que muitas vezes é preciso um grande desgosto para conseguirmos sobreviver à infelicidade. Muitas vezes uma decepção e um longo espaço de tempo podem curar um amor antigo e que estagnou. A monotonia é, muitas vezes, a desgraça para uma relação, assim como estarmos de olhos fechados para a realidade que nos envolve. 
Recomendo. 

Outras opiniões: 

http://marcadordelivros.blogspot.pt/2010/12/para-ti-luisa-castel-branco.html

Emily Brontë morreu em Haworth a 19 de dezembro de 1848

"As minhas grandes tristezas neste mundo, têm sido as tristezas de Heathcliff: ele é a minha finalidade de viver. Se tudo mais perecesse e ele ficasse, isto bastaria para que eu continuasse a viver."

Alexandre O'Neill nasce em Lisboa a 19 de Dezembro de 1924

O Amor é o Amor 

O amor é o amor — e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?...

O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!

Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos — somos um? somos dois?
espírito e calor!

O amor é o amor — e depois?

Alexandre O'Neill, in 'Abandono Vigiado'



Os Convencidos da Vida 

Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?(...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.

Alexandre O'Neill, in "Uma Coisa em Forma de Assim"
 

Sessão de autógrafos - Domingo 23 Dez, às 16h30 na Fnac do Vasco da Gama


Lançamento exclusivo 20 anos de Moonspell

Dia 21 de Dezembro às 19 horas na sala TMN ao Vivo os Moonspell vão lançar um livro exclusivo 20 anos com a presença da banda e apresentação de José Luís Peixoto. Limitado a apenas 50 fãs!
Para poder participar tem de:
-Ter bilhete para o concerto do Fim do Mundo.
-Ser um dos primeiros 50 fãs a enviar email para geral@saidadeemergencia.com com o nome completo, número de BI e reserva do livro (edição normal ou especial) que pretende comprar no lançamento.

Será divulgada uma lista no Facebook da editora com os nomes dos vencedores até dia 20 de Dezembro.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

"Aprenducar com a Mãe Natureza" é o novo livro de Miguel Almeida

"Aprenducar com a Mãe Natureza" é o nono livro do escritor Miguel Almeida, e o segundo dedicado aos mais pequenos.

Est novo livro vai estar disponível já na próxima semana, ainda a tempo de deliciar uma criança com uma bonita prenda de Natal.

"Os brinquedos que ficam espalhados pela casa toda ao final do dia são apenas o ponto de partida para um conjunto de histórias que passam pelas brincadeiras de antigamente e pela importância de dar e partilhar, e que acabam na necessidade de reciclar e cuidar da Mãe Natureza.
De segunda-feira a domingo, um capítulo para cada um dos dias da semana.

Um livro para as crianças que gostam de aprender e para os pais que gostam de educar."
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Nuno Camarneiro, é o vencedor do Prémio LeYa 2012 com o romance inédito "Debaixo de Algum Céu"

Fotografia Leya
Nuno Camarneiro sagrou-se o vencedor do Prémio Leya 2012 com o romance inédito "Debaixo de Algum Céu". No entanto, já havia publicado o seu primeiro romance "No Meu Peito não Cabem Pássaros", publicado pela Dom Quixote.
Nuno Camarneiro é ainda autor do blogue: http://acordarumdia.blogspot.pt/

Érico Veríssimo nasce a 17 de Dezembro de 1905 e Marguerite Yourcenar morre a 17 de Dezembro de 1987

Imagem tirada da internet
"Felicidade é a certeza de que a nossa vida não se está a passar inutilmente."

"Nenhum escritor pode criar do nada. Mesmo quando ele não sabe, está usando experiências vividas, lidas ou ouvidas, e até mesmo pressentidas por uma espécie de sexto sentido."
 
Imagem tirada da internet
"Os defeitos são por vezes os melhores adversários que podemos opor aos vícios."

"A felicidade é provavelmente uma infelicidade que se suporta melhor."

"O amor é uma condenação que não se pode suportar sozinho." 

Prémio literário da Blogosfera


domingo, 16 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Jane Austen (16 de Dezembro de 1775 - 18 de Julho de 1817)

"Não quero que as pessoas sejam muito gentis; pois tal poupa-me o trabalho de gostar muito delas."

"Uma metade do mundo não consegue entender os prazeres da outra metade."

"O negócio pode trazer dinheiro, mas a amizade raramente o faz." 
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Eventos da Esfera dos Livros para os próximos dias

Este sábado Maria Elisa Domingues vai estar às 11h no Continente do Colombo para uma sessão de autógrafos sobre o seu livro Amar e Cuidar.

Às 17h30, de sábado, irá ocorrer um lançamento do livro Amar e Cuidar na Livraria Arquivo, em Leiria. A apresentação será feita pela Dra. Isabel Galriça Neto, responsável pela Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos do Hospital da Luz e pela Enf. Ana Querido da Escola Superior de Saúde do Inst. Politécnico de leiria.

Também no Sábado, às 20h30, Marsilio Cassotti autor de A Rainha Adúltera participa em mais um clube de leitura. Desta vez é na Bulhosa de Linda-a – Velha. A entrada é livre

Segunda-feira, dia 17 de Dezembro, às 18h00 poderá assistir à apresentação do romance Novembro de Jaime Nogueira Pinto na livraria Bertrand do Dolce Vita de Coimbra.

Por fim, no dia 18 de Dezembro, às 18h00, realiza-se o último clube de leitura com Marsilio Cassotti.

Perseguição escaldante - Janet Evanovich [Opinião]

Título: Perseguição escaldante
Autor: Janet Evanovich
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 312
Editor: TopSeller
PVP: 16,49€

Sinopse:
Em New Jersey, os cadáveres surgem em catadupa. Ninguém sabe quem é o assassino em série nem o motivo por que anda a matar, mas o nome e Stephanie Plum, a caçadora de recompensas, está na lista do homicida. Stephanie corre contra o tempo para descobrir o que se passa, mas ainda tem de enfrentar outras complicações na sua vida. A sua família e amigos insistem que chegou o momento de escolher entre o seu eterno namorado, o detetive Joe Morelli, e o rebelde mas sedutor Ranger, dono de uma empresa de segurança. E a sua mãe está apostada em juntá-la com Dave, uma ex-estrela do futebol americano, antigo colega do secundário, entretanto regressado à cidade.
Com um assassino implacável no seu encalço, um punhado de homens sedutores e fogosos atrás de si, e assombrada por uma lista de faltosos a tribunal que incluem um urso bailarino e um vampiro de idade já avançada, a vida de Stephanie parece prestes a entrar em brasa.
Perseguição Escaldante é um policial divertido e autêntico, que vai arrancar muitas e muitas gargalhadas. É um novo estilo de policial, repleto de personagens únicas e inesquecíveis, que em muitos países já criou uma legião de fãs eternamente ansiosos pelo lançamento do próximo êxito da autora.

A minha opinião:

Este é o primeiro livro que leio de Jane Evanovich, por isso mesmo não estava nada à espera do que ia encontrar neste livro. Um livro carregado de humor, com pouco polícial, que junta uma caçadora de recompensas, Stephanie Plum, a um implacável serial killer, que junta aos corpos mensagens para ela.

Stephanie Plum é uma jovem de bem com a vida, mas que vive num dilema: tem dois amores. Indecisa em relação ao amor da sua vida, a jovem continua nem estabilizar a sua vida amososa, para desespero da sua mãe, que a quer ver casada com um bom partido. E tudo faz para que Stephanie encontre o seu príncipe encantado, até organizar jantares surpresa com o “genro” eleito por ela.

Como escritório tem uma auto-caravana e como colega de profissão uma ex-prostituta, Lula, uma mulher que adora comer e que consegue correr perfeitamente com uns saltos de 12 centímetros.

Para quem espera ler um policial sai desiludido, mas para quem quer soltar umas boas gargalhadas num cenário caricato este é o livro ideal.

Richard Zenith vence Prémio Pessoa 2012

Foto retirada da Internet

O escritor, tradutor e crítico literário, Richard Zenith venceu o Prémio Pessoa deste ano.

Ricardo Arroja no Funchal


BOOKSMILE: Sessão de autógrafos com o banana mais famoso do mundo!



O Natal está aí mesmo à porta, e tendo em conta a permanência de O Diário de um Banana 6: Tirem-me Daqui!, desde o lançamento em novembro, no Top 10 Nacional Absoluto (ficção), acreditamos que muitas crianças vão ter no sapatinho o mais recente título da coleção bestseller mundial e em Portugal.

E porque os livros autografados têm sempre um sabor especial, o Greg vai passar o fim de semana em Lisboa a dar muitos xoxos (Hughes and Kisses) e autógrafos. É uma oportunidade única de conviver com a personagem dos hilariantes diários que colocaram milhares de crianças a ler.

A série O Diário de um Banana mantém-se ininterruptamente na lista de bestsellers do New York Times desde 2007 e já foi traduzido para mais de 44 línguas, em 37 países. O Diário de um Banana 7, lançado em novembro nos EUA, teve uma primeira impressão recorde de 6,5 milhões de livros!

Adaptado para o cinema pela Twentieth Century Fox, o terceiro filme já estreou nos EUA e está disponível em Portugal em DVD, apenas e em exclusivo, num pack com O Diário de um Banana 6 (pack exclusivo Continente). O êxito desta série notável tem prosseguido imparável. Em Portugal O Diário de Um Banana 1 está já na 17.ª edição, e a coleção já atingiu os 400 mil exemplares. No Facebook são já 87.500 mil os amigos do Greg (www.facebook.com/diariobanana).
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Feira do Livro de Natal abre hoje no Torreão Nascente do Terreiro do Paço



A LeYa inicia hoje, dia 13 de dezembro, uma Feira do Livro de Natal no espaço histórico do Torreão Nascente do Terreiro do Paço. Resultante de uma parceria com o Turismo de Lisboa, esta iniciativa prolongar-se-á até 23 de dezembro e estará especialmente focada na disponibilização de boas oportunidades de compra seleccionadas a partir do catálogo de edições publicadas pela LeYa.

Os livros escolhidos para o Torreão procuram agradar aos vários tipos de leitores e combinar com a grandiosidade do local. Ali estarão expostos, disponíveis e a preços convidativos, grandes títulos de grandes autores lusófonos e estrangeiros, alguns dos grandes sucessos do romance feminino, da auto ajuda, da saúde, da culinária ou da gestão, uma generosa selecção de banda desenhada e, claro está, os livros infantis e juvenis dos autores portugueses de referência.

O evento contará com um espaço dedicado às crianças onde são esperados alguns dos autores infantis e juvenis publicados pela LeYa e para onde estão previstas algumas surpresas de Natal.

A Feira do Livro no Torreão Nascente funcionará de segunda a domingo, das 12h às 20h, sendo que às sextas e sábados encerrará às 22h. A entrada é livre.

Sérgio Godinho é o convidado para a última edição de 2012 do ciclo de conversas promovido pela Porto Editora

Depois da extraordinária homenagem a José Saramago realizada em novembro e que encheu a Sala Suggia da Casa da Música, o “Porto de Encontro” regressa à acolhedora Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Palácio de Cristal, para receber como convidado Sérgio Godinho. Esta 13.ª edição está marcada para o próximo domingo, 16 de dezembro, pelas 17:00 (entrada livre).
O recém-publicado 60 Canções dará o tom para uma conversa envolvente e descontraída conduzida pelo jornalista Sérgio Almeida. Como convidada especial estará Manuela Azevedo, vocalista dos Clã, que lerá textos do cantor.
Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. Tem uma extensa obra discográfica que se iniciou quando estava no exílio: o seu primeiro álbum, Os Sobreviventes, foi gravado em França, em 1971, com músicos franceses e a colaboração de alguns portugueses então radicados naquele país. Autor de canções como Com Um Brilhozinho Nos Olhos, O Primeiro Dia e É Terça-Feira, Sérgio Godinho apresenta-se como escritor de canções, tendo, no entanto, experimentado já outras artes, como o cinema e a televisão, sendo ainda autor de vários livros, como O sangue por um fio (poesia), ou O pequeno livro dos medos (infanto-juvenil).
Nas edições anteriores do ciclo literário estiveram em evidência as obras de autores como Gonçalo M. Tavares, J. Rentes de Carvalho, Germano Silva, Luis Sepúlveda, Manuel António Pina, António Mega Ferreira, Francisco José Viegas, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Eugénio de Andrade e José Saramago.
“Porto de Encontro” é uma iniciativa da Porto Editora, programada e moderada pelo jornalista Sérgio Almeida, com o apoio do “Jornal de Notícias”, Câmara Municipal do Porto, Rádio Nova, “Ler +, Ler Melhor” (RTP-Informação), Porto Canal, Plano Nacional de Leitura e Porto Calém e Bombonaria Bonitos (Foco-Porto).
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Workshop com Fernando Póvoas, dia 14 de Dezembro, 18h30, El Corte Inglés Gaia Porto


Convite | 40 anos de História pela objetiva de Alfredo Cunha | Lisboa e Porto


Apresentação - Pescadores de Fosforescências, a obra de estreia de Susana Duarte


É a primeira vez que «O Bom Soldado Svejk» chega às livrarias completo. Ricardo Araújo Pereira vai explicar porquê na quinta-feira. A não perder!‏


O Rei dos Diamantes - Simon Tolkien [Opinião]

Título: O Rei dos Diamantes
Autor:
Simon Tolkien
N.º Páginas: 416
PVP: 19,95 €
ISBN: 978-989-657-256-3

Sinopse:
1960. David Swain já cumpriu dois anos da pena perpétua a que foi condenado, por ter assassinado o amante da sua ex-namorada, Katya Osman. De madrugada, David foge da prisão e, nessa mesma noite, Katya é encontrada morta na casa do tio – Blackwater Hall.

O inspector Bill Trave, da polícia de Oxford, fica encarregado de perseguir Swain, o homem que ele próprio levara diante da justiça dois anos antes. No entanto, as suas suspeitas conduzem-no ao tio de Katya, Titus Osman, um rico comerciante de diamantes, e ao seu sinistro cunhado, Franz Claes, que tantos esforços faz em esconder um passado obscuro na Alemanha nazi. No entanto, os motivos de Trave são, também eles, suspeitos – Osman é amante da sua mulher, Vanessa –, um calcanhar de Aquiles que Macrae, o inspector recém-chegado à polícia de Oxford, está ansioso por explorar. Quando David é capturado e enfrenta a pena de morte, Trave dispõe-se a perder tudo aquilo que lhe é querido para provar a sua obsessiva convicção de que Osman é culpado.


A minha opinião:
Quando Ethan Mendel é assassinado logo que se encontrou um culpado. A principal suspeita recaíria para o ex-amante da noiva de Ethan: David Swain. O principal investigador do caso foi Bill Trave que não teve quaisquer dúvidas em condenar Swain. As provas estavam todas contra ele.
No entanto, quando a fuga da prisão por parte de Swain coincide com o assassinato de Katya Osmon leva a que Trave comece a colocar dúvidas no facto de Swain ser um assassino. Os interrogatórios invasivos e extensivos aos habitantes de Blackwater Hall, nomeadamente ao tio de Katya, Titus Osman, levam a que Trave seja afastado do caso por incompatibilidade: Titus é agora companheiro da ainda mulher de Trave e faz com que se suspeite que o interesse do detective seja o de incriminar o rei dos diamantes por mera vingança. 
Esperava um pouco mais deste livro que tinha tudo para me agradar. No entanto, teve, sobretudo no início, partes bastante paradas e Simon Tolkien abusou das descrições, muitas vezes supérfulas. Talvez por causa dessas mesmas descrições iniciais o seu final tornou-se bastante previsíevl o que me levou, por vezes, ao desinteresse... 
Gostei do paralelismo dos diamantes e dos judeus que iam para os campos de concentração, que muitas vezes pagavam aos carrascos em géneros para se tentarem salvar da morte certa. Certo é que os nazis sabiam muito bem onde estes guardavam os seus bens mais preciosos e só descansavam quando os tinham em seu poder.  
Para que gosta de ler sobre livros do holocausto, vai gostar de "O Rei dos Diamantes" apesar do autor não desenvolver muito esta parte, ficando-se mais pelo crime e posterior acusação de David Swain.



Excerto:
"Foi um dos casos mais fáceis que tive de deslindar e talvez tenha sido isso que me incomodou. Era como se todas as peças se encaixassem demasiado bem." Pág. 137

José Eduardo Agualusa (13 de Dezembro de 1960)

Imagem retirada da internet
"Acredito que há dias em que nos sentimos mais inspirados que noutros, mas acho que a inspiração não acontece sem trabalho, sem dedicação e, sobretudo, sem paixão. Não quando escrevemos uma crónica histórica ou um relato, mas quando escrevemos um romance, aí, a paixão é um factor essencial"
terça-feira, 11 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Branca de Neve, de Benjamin Lacombe em Portugal

“Branca de Neve” é o primeiro livro do talentoso ilustrador francês Benjamin Lacombe a ser publicado em Portugal. Tem a chancela da editora Paleta de Letras e chega às livrarias como uma forte aposta de natal para o público infanto-juvenil.

Lacombe é conhecido pela preocupação minimal para com os detalhes de conceção, fazendo com que um livro se transforme num objeto mágico e requintado, para assim deslumbrar o leitor não só pela qualidade das ilustrações, mas através do brilho, do acabamento e textura de papel. O livro assume-se como uma obra de arte de coleção.

Lacombe andou na Escola Nacional de Artes Decorativas (ENSAD) em Paris e, aos 19 anos, publicou o seu primeiro livro. Desde então, trabalhou com dezenas de editoras de todo o mundo e os seus temas recorrentes são a juventude, a melancolia, a solidão e a diferença, temáticas tabu que fogem ao habitual universo infantil colorido e que, num misto de inspiração pré-rafaelista e contemporânea, resultam num estilo próprio.

Bem ao seu estilo, Lacombe apresenta-nos uma Branca de Neve envolta em mistério e em nostalgia, com imagens a transportarem-nos para o reconto surrealista da obra. O ilustrador recria os personagens tradicionais da versão do conto dos irmãos Grimm.

Para o editor Pedro Seromenho, que promete várias ações de promoção originais, “este é o filho mais novo, o benjamim, mas outros livros de Lacombe serão publicados em Portugal. É um ilustrador extraordinário que já tem muitos seguidores por cá.”

Era uma vez, em pleno coração do inverno, uma rainha que bordava junto à janela. Através da moldura de ébano contemplava os flocos de neve que pairavam no ar, como se fossem penas. Subitamente, picou-se no dedo e três gotas de sangue caíram na neve. Sobre a brancura fulgurante da neve, o vermelho sobressaía de forma tão bela, que pensou: «Ah! Oxalá tivesse um filho com a pele branca como a neve, os lábios vermelhos como o sangue e o cabelo negro como o ébano!».

Página Oficial no Facebook: https://www.facebook.com/Branca_de_Neve

Escrytos - nova plataforma de autopublicação da LeYa

A LeYa apresenta a Escrytos, uma plataforma que permite que qualquer pessoa faça a autopublicação em formato digital dos seus livros e textos originais, e que os comercializa nas principais lojas online de todo o mundo.

A Escrytos (www.escrytos.com) entra em funcionamento neste dia 11 de dezembro e apresenta-se com claras vantagens, em termos de usabilidade e, sobretudo, ao nível dos serviços que disponibiliza e da rede de comercialização. Para o autor, a Escrytos é, não só, uma ferramenta valiosa que lhe permite divulgar o seu trabalho com ou sem a mediação da editora mas é, também, uma plataforma onde pode beneficiar de um conjunto de serviços editoriais e de uma rede de comercialização ímpares.

Ao criar o seu eBook na Escrytos o autor está automaticamente a disponibilizar a sua obra a milhões de leitores, através das mais significativas lojas online à escala planetária, aproveitando da melhor forma um fenómeno que tem vindo a ganhar milhões de adeptos em todo o mundo – e que se tornou uma fonte útil de conteúdos para maioria das editoras, dando inclusivamente origem a variados casos de sucesso.

Para a LeYa, esta plataforma "vai ao encontro daquela que tem sido a sua estratégia no contexto da estimulação da criatividade editorial e até mesmo no da procura de novos talentos de língua portuguesa. A ESCRYTOS junta-se a outras iniciativas da LeYa que contribuem para a criação de uma verdadeira comunidade que permite a todos os que escrevem em português a expressão das suas ideias, do seu pensamento e da sua obra, dando assim novo e original uso à língua comum a centenas de milhões de pessoas por todo o planeta."

Nuno Santos apresenta livro na Fnac Vasco da Gama


Apresentação do livro O Problema de Espinosa


Frank Sinatra (12 de Dezembro de 1915 - 14 de Maio de 1998)

"Eu gostaria de ser lembrado como um homem que teve um tempo tempo maravilhoso a viver a vida, um homem que teve bons amigos, uma boa família - e penso que não puderia pedir mais do que isso, afinal."

"As pessoas frequentemente me dizem que sou um sortudo. A sorte só é importante para conseguires a oportunidade de te mostrares no momento certo. Depois disso, tens que ter o talento e saberes como é que o deves usar."

"A minha maior ambição na vida é o de transmitir aos outros o que sei." 
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidade Matéria-Prima: «O Confidente de Hitler» de Peter Conradi

Título: O Confidente de Hitler
Autor:
Peter Conradi
Género: História/Biografia
Número de páginas: 408
PVP: € 19,50

HOUVE APENAS UM HOMEM QUE FOI CÚMPLICE DE HITLER E DEPOIS ALIADO DE ROOSEVELT.
CONHEÇA A HISTÓRIA DE UM HOMEM ÍNTIMO DO FÜHRER, QUE AJUDOU A CONSTRUIR E A DESTRUIR O NAZISMO.


«Lê-se com a intensidade de um livro de John Le Carré. É uma biografia magistral, uma história de suspense e acção» Boston Globe


O Livro:
De todas as figuras que gravitaram à volta de Hitler durante a sua ascensão ao poder, na década de 1920, Ernst Hanfstaengl ou Putzi, como era conhecido entre os seus amigos – desempenhou um papel especial. Amigo de Radolph Churchill, das irmãs Mitford e do futuro Presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, Hanfstaengl foi chefe de cerimónias, chefe do gabinete de imprensa estrangeira e pianista privado de Hitler. No entanto, mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, teve um papel determinante no projecto ultra-secreto de Roosevelt de desinformação e propaganda negra contra os nazis.
Repleto de revelações acerca da vida pessoal e política de Hitler e com descrições pormenorizadas da guerra psicológica montada pelos EUA, O Confidente de Hitler narra a bizarra história de um homem dilacerado por lealdades opostas.
Recorrendo a novos documentos entretanto desclassificados, a entrevistas com membros da família Hanfstaengl e a escritos originais do próprio Putzi, Peter Conradi relata-nos, com a cadência de um romance, a extraordinária vida de um homem, mas sobretudo, de uma ligação que permite conhecer melhor um período determinante da História do século XX.


O Autor:
Peter Conradi é um escritor e jornalista do The Sunday Times.
É autor de O Confidente de Hitler e co-autor de O Discurso do Rei, livro que foi adaptado ao cinema com grande sucesso. Vive em Londres.

Marsilio Cassotti autor de "A Rainha Adúltera" participa nos clubes de leitura da livraria Bulhosa

Marsilio Cassotti autor da obra A Rainha Adúltera. Crónica de uma Difamação Anunciada. Joana de Portugal e o enigma da Excelente Senhora vai participar nos clubes de leitura organizados pela livraria Bulhosa.

Não perca esta oportunidade de estar com o autor e debater a obra. A entrada é livre.

11 de dezembro, 18h30 – Bulhosa de Campo de Ourique

15 de dezembro, 20h30 – Bulhosa de Linda a Velha

18 de dezembro, 18h00 – Bulhosa de Entrecampos
 

Convite: Lançamento do livro "É Possível Ser Feliz" na Fnac do CC Vasco da Gama


Lançamento do livro «Basta!» de Camilo Lourenço - hoje, pelas 18h30 na Fnac do NorteShopping


Resultado de passatempo "Mudanças"

Obrigada a todos que participaram no passatempo "Mudanças" realizado entre o Marcador de Livros e a Divina Comédia.
 
Os felizes contemplados com um exemplar do livro é:
2 - João Paulo Piedade Sacramento (Sto. António da Charneca)
89 - Mafalda Abreu (Lisboa)

Além de o seu nome figurar no blogue, os contemplados foram ainda avisados através de email.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Apresentação do livro Sobre Julião Sarmento, dia 11, 3ª feira, 18h30, Ler Devagar


Hoje Ary dos Santos faria 75 anos

Imagem tirada da internet


Nascido a 7 de Dezembro de 1937 em Lisboa, José Carlos Ary dos Santos faria hoje 75 anos. 
Autor de mais de seiscentos poemas para canções, Ary dos Santos foi amigo de muitos cantores nacionais. Mas Ary dos Santos foi muito mais que um fazedor de canções. Foi um excelente declamador e um excelente poeta, que nos deixou cedo demais. 

Nona Sinfonia

É por dentro de um homem que se ouve
o tom mais alto que tiver a vida
a glória de cantar que tudo move
a força de viver enraivecida.
 

Num palácio de sons erguem-se as traves
que seguram o tecto da alegria
pedras que são ao mesmo tempo as aves
mais livres que voaram na poesia.

Para o alto se voltam as volutas
hieráticas sagradas impolutas
dos sons que surgem rangem e se somem.

Mas de baixo é que irrompem absolutas
as humanas palavras resolutas.
Por deus não basta. É mais preciso o Homem.

Ary dos Santos, in 'O Sangue das Palavras'
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 | By: Maria Manuel Magalhaes

Ricardo Arroja apresenta o livro «As Contas Politicamente Incorrectas da Economia Portuguesa»


Contos e Lendas da Madeira, de José Viale Moutinho, publicado agora em inglês, com o título «Madeira Folktales and Legends»

A editora NOVA DELPHI acaba de publicar uma seleção de Contos e de Lendas da Madeira em língua inglesa. A obra «Madeira Folktales and Legends», do autor José Viale Moutinho, contém num só volume uma seleção de textos publicados inicialmente em português e em dois livros («Contos Populares das Ilhas da Madeira e do Porto Santo» e «Lendas das Ilhas da Madeira e do Porto Santo»).
Pretende-se dar a conhecer um pouco mais da história e da cultura da Madeira aos que nos visitam, algo que vá além dos guias turísticos, e que permita um outro olhar sobre as crenças e as tradições dos ilhéus. A aposta da Editora nesta publicação destina-se ao universo de falantes em inglês – aos turistas, mas também à comunidade emigrante em países de língua oficial inglesa, que já tem várias gerações de descendentes. Esta seria uma forma de terem contacto com a história a cultura da Terra dos seus pais e avós, mas na língua do país que os acolheu.
O livro inclui gravuras retiradas do livro A History of Madeira, with a series of twenty-seven coloured engravings, illustrative of the costumes, manners, and occupations of the inhabitants of the Island, edição de R. Ackermann, Londres; 1821. Gravuras gentilmente cedidas pela Biblioteca Municipal do Funchal, onde se encontra um dos originais deste raro livro.
Na contracapa desta obra pode ler-se uma nota assinada pelo autor:
«Os Contos e Lendas da Madeira reunidos neste livro remetem para aspetos do imaginário do arquipélago, das suas gentes e daqueles que nos visitaram ao longo dos séculos. A posição geográfica das ilhas da Madeira e do Porto Santo permitiram que muitos e diversos povos por elas passassem a caminho de África ou das Américas, ou nela se fixassem, trazendo novas culturas, crenças e costumes. Porém, a colónia inglesa tornou-se uma constante na exploração da economia madeirense, nomeadamente no capítulo do prodigioso Vinho Madeira.
É possível hoje viajar pela Ilha da Madeira ou pelo Porto Santo através dos contos, das lendas e dos mitos. O imaginário coletivo justifica os nomes dados às freguesias e aos sítios, explica o medo dos poderes do Diabo ou alimenta o sonho na busca dos tesouros do corsário escocês Capitão William Kidd, escondidos nas Ilhas Selvagens. Tudo serve de pretexto para entreter as gentes ou para alimentar a sua forma de ser.

Porto Editora: Fotografia - 40 anos de História pela objetiva de Alfredo Cunha

A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows apresenta o percurso do fotojornalista Alfredo Cunha. Este livro será apresentado em Lisboa (Fundação José Saramago), no Porto (Centro Português de Fotografia) e Braga (Livraria Centésima Página), a 14, 15 e 16 de dezembro.

“Alfredo Cunha é um mestre e a câmara, manipulada por ele, imortaliza a passagem do tempo enquanto imprime dignidade e poder aos sujeitos que vivem nas suas imagens”. As palavras são de João Silva, fotojornalista do New York Times, podem ser lidas num dos dois prefácios que abrem A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows (o outro é assinado pela jornalista e crítica de fotografia Maria do Carmo Serén) e dão o tom para conhecer um livro que nos conduz numa viagem pelas últimas quatro décadas de Portugal e do mundo.
Nas fotografias impressas nas 280 páginas A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows, imortalizam-se acontecimentos que mudaram a face do mundo, como o 25 de Abril, a descolonização portuguesa, a guerra no Iraque. Nelas, contudo, capta-se também a singularidade de cada vida, a dureza dos quotidianos, o dramatismo das cerimónias, a esperança e as expectativas dos olhares.



Título: A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows
Autor:
Alfredo Cunha
Encadernação: Capa dura (c/ sobrecapa)
Págs: 280
PVP: € 60,00


Regressando a João Silva: “Alfredo Cunha tem sido uma testemunha do mundo à sua volta nas últimas quatro décadas e é por isso um cronista da nossa época – um historiador munido com uma câmara com que tem produzido imagens devastadoramente belas, que têm imortalizado a passagem do tempo e aqueles que o ocuparam. A fotografia do Alfredo celebra a resiliência do espírito humano contra a adversidade”.

“Nesta História regressiva que confirma o percurso fotográfico de Alfredo Cunha reconstitui-se, como momentos decisivos, aquele caminho internacional que também nos coube como mensagem e alerta e, mais focados e mais minuciosos, os sobressaltos que o nosso país foi vivendo, desatando a mudança do todo social”. Maria do Carmo Serén, Jornalista e crítica de fotografia


Sobre o autor:
Alfredo Cunha começou a sua carreira profissional ligada à publicidade e fotografia comercial em 1970. Como repórter fotográfico começou no Notícias da Amadora, em 1971. Colaborou com O Século e O Século Ilustrado (1972), a Agência Noticiosa Portuguesa — ANOP (1977) e as agências Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987). Foi fotógrafo oficial do Presidente da República António Ramalho Eanes entre 1976 e 1978. Em 1985 foi designado fotógrafo oficial do Presidente da República Mário Soares, cargo que exerceu até 1996. Nesse ano recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Permaneceu no jornal Público como editor de fotografia entre 1989 e 1997, altura em que decidiu ingressar no Grupo Edipresse como editor fotográfico. Em 2000, tornou-se fotógrafo da revista Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Foi, entre 2003 e 2012, editor fotográfico do Jornal de Notícias e diretor de fotografia da agência Global Imagens. Atualmente, trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais.