sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Colocação de comentários solucionada

Por causa de um erro meu o Marcador de Livros não estava a receber comentários dos seus seguidores.
Depois de detectado o erro, obrigada Nuno Chaves por me teres dado conta de que não conseguias comentar os meus posts, finalmente já consigo receber as vossas opiniões.
Assim, não hesitem em dizer de vossa justiça.
Até já!

Os Donos Angolanos de Portugal, nas livrarias a 17 de janeiro

Título: Os Donos Angolanos de Portugal
Autores: Jorge Costa, João Teixeira Lopes e Francisco Louçã
Género: Economia/Política/Atualidade
N.º de páginas: 144
Data de lançamento: 17 de janeiro
PVP: 15,50 €

«…inventariamos as principais redes de relação entre os capitais angolanos e os portugueses, identificando os protagonistas, as suas histórias e os seus interesses. Assim, não se trata de um livro sobre Angola. Não pretendemos analisar o poder angolano e a evolução social ou económica do país, tarefa que incumbe em primeiro lugar aos cientistas sociais e ao processo democrático angolano. Pretendemos unicamente analisar o poder da burguesia angolana em Portugal e as suas relações com a burguesia portuguesa. É por isso um livro sobre alguns dos donos de Portugal, os que são angolanos, e os seus aliados.»
A interligação entre os capitais portugueses e angolanos não tem paralelo na história do pós-colonialismo. Este processo de reciclagem da riqueza apropriada pela família de José Eduardo dos Santos e pela elite que a rodeia realiza a maior transformação do capitalismo português atual.
Jorge Costa é formado em jornalismo, coautor de Os Donos de Portugal (2010), livro sobre o qual realizou um documentário com o mesmo título (2012).
João Teixeira Lopes é sociólogo e professor universitário, tendo publicado, entre outros, A Cidade e a Cultura (2000) e Geração Europa? (2014). Francisco Louçã é economista e professor universitário, tendo publicado recentemente Portugal e o FMI - A Economia Cruel (2011) e, em coautoria, A Dividadura (2012) e Isto é um Assalto (2013).


Porto Editora: “Bombeiro” eleita “Palavra do Ano” 2013

Portugueses elegeram a palavra que marca o ano de 2013 – “bombeiro” teve quase metade da totalidade dos votos.
Após quase um mês de votação online através da página www.portoeditora.pt/palavradoano, é conhecida a “Palavra do Ano” 2013 para os portugueses: “bombeiro”, que recebeu 48% dos votos, bem distante de “Irrevogável” (17%) e “Inconstitucional” (10%). A votação das restantes sete palavras ficou definida da seguinte forma: “grandolada”,
8%; “Papa”, 6%; “pós-troika” e “swap”, 3%; “coadoção”, “piropo” e
“corrida”, 2%.
Lembrando a razão pela qual o Departamento de Dicionários da Porto Editora selecionou como candidata a palavra “bombeiro” – o facto de, neste verão, os bombeiros terem demonstrado uma enorme coragem no combate aos violentos incêndios que destruíram florestas e roubaram vidas – pode-se concluir, pela votação esmagadora obtida, que os portugueses terão querido prestar uma homenagem aos bombeiros.
Está, assim, encontrada a sucessora da palavra vencedora de 2012, “entroikado”. Do quadro de honra fazem parte “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “esmiuçar” (2009).
O envolvimento crescente dos portugueses à “Palavra do Ano”, expresso quer através dos votos quer da partilha de informação e de opiniões que foi particularmente visível nas redes sociais, constitui um fator extremamente positivo que a Porto Editora regista, considerando o objetivo da iniciativa: enaltecer o património da língua portuguesa, sublinhando a importância das palavras e dos seus diferentes sentidos no nosso quotidiano.




Economistas espanhóis, em Lisboa, para nos falarem sobre " A Vida que tu Mereces" Caixa de entrada x

A Esfera dos Livros inicia o seu ano editorial com a vinda de dois economistas espanhóis. Aléx Rovira e Pascual Olmos vêm a Portugal promover o livro A Vida que Tu Mereces.

Nos dias 21, 22 e 23 de Janeiro, Aléx Rovira (empreendedor, escritor, economista, conferencista internacional e consultor) e Pascual Olmos (diretor executivo da área comercial da Repsol, com mais de 11 mil pessoas a seu cargo) vão estar em Lisboa para nos mostrarem que é possível ser-se feliz no trabalho, que é possível criar motivação no trabalhador quando este já não tem esperança, que pode existir uma harmonização entre o trabalho e a vida pessoal e familiar de cada um.

Os autores falam da crise em que vivemos, que não é apenas económica, mas também uma crise de valores, institucional, política, de justiça e de padrões de comportamento. Tudo isto deu lugar ao aumento do desemprego, dos níveis de corrupção, à falta de esperança e confiança nos nossos semelhantes.

Perante o fracasso do capitalismo liberal, do marxismo e de uma social-democracia desequilibrada é necessário pensar as causas e encontrar um modelo alternativo de gestão baseado no valor, que integre a economia, a espiritualidade e a psicologia. Uma nova via que nos permita atingir, a cada um de nós, a realização pessoal.

Os autores vêm a Lisboa explicar que via alternativa é esta. Uma quarta via que assente na harmonia entre trabalho e felicidade.

Não perca esta oportunidade para aprofundar o tema e dar alternativas a todos os que se sentem desmotivados. 

Sinopse:
O mundo vive uma crise que não é apenas económica, mas também uma crise de valores, institucional, política, de justiça e de padrões de comportamento. Tudo isto deu lugar ao aumento do desemprego, dos níveis de corrupção, à falta de esperança e confiança nos nossos semelhantes. Valores como a generosidade, o bom senso, a benevolência quase desapareceram do nosso quotidiano.
Chegámos a um ponto crucial. Perante o fracasso do capitalismo liberal, do marxismo e de uma social-democracia desequilibrada é necessário pensar as causas e encontrar um modelo alternativo de gestão baseado no valor, que integre a economia, a espiritualidade e a psicologia. Uma nova via que nos permita atingir, a cada um de nós, a realização pessoal. Álex Rovira e Pascual Olmos desafiam-nos a reinventar um sistema social e político que seja capaz de nos oferecer uma vida digna, uma convivência sustentável, onde não haja lugar para o abuso ou a especulação. Uma quarta via que assente na harmonia entre trabalho e felicidade. Estes dois especialistas espanhóis em Economia e Gestão apresentam soluções que nos fazem pensar que é possível construir a vida que cada um de nós merece. Uma vida que se baseia na construção de um caminho que harmonize o material com o espiritual, a produtividade com a satisfação pessoal, a competitividade do sistema e a autorrealização das pessoas. Neste livro, os autores abordam o desenvolvimento pessoal de cada um de nós enquanto seres humanos, mas também enquanto membros de uma organização. Numa empresa enquanto trabalhadores ou como gestores e definem as características que um líder empresarial deve ter, tais como a procura da felicidade daqueles que coordena, o retirar o melhor de cada elemento da sua equipa, promover o talento e o equilíbrio entre todos. Por fim, dão-nos uma nova visão do mundo, onde o valor da felicidade é novo produto interno bruto.   
Um livro inspirador, que oferece soluções, abre novas portas e dá-lhe esperança para viver a vida que merece
                                                                                          
Sobre os autores:
Álex Rovira Celma (Barcelona, 1969) é um empreendedor, escritor, economista, conferencista internacional e consultor. Licenciou-se em Ciências Empresariais e tem um MBA pela ESADE, onde dirige regularmente seminários sobre diversos temas. Álex Rovira é um dos escritores espanhóis mais prestigiados internacionalmente, tendo já vendido cerca de 5 milhões de exemplares dos seus livros. La Buena Suerte é o seu livro que obteve maior êxito internacional, tendo sido publicado em 42 idiomas, com um sucesso sem precedentes.

Pascual Olmos Navarro (Catarroja, 1952) completou a sua formação económica em Espanha (MBA e PADE no IESE) e no estrangeiro (na Michigan Business School, EUA, e no INSEAD em Fontainebleau, França). Com um largo percurso em cargos diretivos na Ford e na Repsol, atualmente é diretor executivo da área comercial da Repsol, com mais de 11 mil pessoas a seu cargo. Contribuiu para uma importante mudança na gestão dos negócios e especialmente na integração de pessoas com deficiência. Pascual Olhos destacou-se também como campeão nacional de judo e presidente da Federação Espanhola de Judo.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Bridget Jones: Ele Dá-me A Volta À Cabeça! - Helen Fielding [Opinião]

Titulo: Bridget Jones: Ele Dá-me A Volta À Cabeça!
Autora:
Helen Fielding
Páginas: 408
Preço: € 18,50


Ele dá-me a volta à cabeça!

• O que fazemos quando uma amiga festeja os seus 60 anos no mesmo dia em que o nosso namorado faz 30?
• É melhor morrer intoxicada com botox, ou morrer de solidão por causa das rugas?
• É imoral irmos ao cabeleireiro quando os nossos filhos estão cheios de piolhos?
• O quinto elemento é a tecnologia? Ou é a madeira?

Confrontada com estes dilemas e muitos outros, Bridget Jones enfrenta os desafios da perda, de criar dois filhos, da tecnologia, das “amizades coloridas” e de reinventar a sua sexualidade na – Ui! Vem aí uma palavra horrível! - meia-idade. Após catorze anos de silêncio, a nossa heroína – mais viva e ativa do que nunca - retoma o seu diário em Bridget Jones: Ele dá-me a volta à cabeça!
Este terceiro livro é um retrato fiel e bem-humorado das situações trágicas e cómicas do nosso dia-a-dia.


A minha opinião:
Já conhecia a Bridget Jones apesar de nunca ter lido a autora que a criou. Vi dos dois filmes de Jones na Tv e achava hilariante a desastrada da Jones e os seus dois amores. Daí ter tido curiosidade em ler um livro mais levezinho que me levantasse a moral no fim de ano.

E Ele Dá-me a Volta À Cabeça é isso mesmo, um livro leve, divertido, e que mostra uma Jones caricata, desastrada, e divertida, mesmo com cinquenta e poucos anos.

Apesar de ter casado com Mark, e de ter tido dois filhos, Bridget está sozinha. Mark morre no Darfur numa missão humanitária e Jones acaba em depressão e não pensa em arranjar alguém.

No entanto, por insistência dos amigos, Jones decide criar uma conta no Twitter e acaba por se apaixonar por um homem bem mais novo que ela: Roxter, 30 anos.

E o livro gira sempre à volta desta relação e do futuro da mesma. Jones sente-se insegura relativamente ao que Roxter pode sentir por si, e Roxter sente-se inseguro por estar a avançar demais numa relação que para ele pode não ter futuro... Isso vai levar Bridget a ficar obsecada com o peso, com as rugas, enfim, com o envelhecimento, comum à maioria das mulheres.

Confesso que Jones como mãe não me convenceu, assim como profissional. As cenas em que está numa reunião de trabalho a mandar mensagens para os amigos e namorados irritou-me um pouco.Não me parece próprio de uma mulher de trinta anos quanto mais de cinquenta e tal. Tanta irresponsabilidade junta até chateia.

Pelo meio do livro vamo-nos dando conta da evolução (ou não) da personagem de Daniel, que se mostra sempre presente na vida de Bridget, mesmo não sendo no campo amoroso.

Um livro leve e divertido, mas não passa disso.


Excerto: 
"Sinto-me gorda. Acho que vou comer um folhado misto."




Novidade Guerra & Paz: «Angola - O Nascimento de uma Nação» (Vol. II)

Título: Angola – O Nascimento de Uma Nação (Vol. II) – O Cinema da Libertação
Coordenação: Maria do Carmo Piçarra e Jorge António
N.º de Páginas: 184
PVP: 16 €
Género: Não Ficção/Cinema
Nas livrarias a 22 de Janeiro
Guerra e Paz

Sinopse:
Um livro que nos mostra como o cinema fixou o nascimento de uma nação, Angola. Segundo volume de uma trilogia, O Cinema da Libertação desvenda o olhar corte-de-navalha surgido da luta pela independência de Angola. Cineclubismo, militância e vontade de cinema em textos que fazem história.

Sobre os autores:
Maria do Carmo Piçarra
É jornalista, crítica de cinema e investigadora. É co-editora da Aniki – Revista Portuguesa da Imagem em Movimento (AIM) e autora de Salazar Vai ao Cinema. O «Jornal Português» de Actualidades Filmadas e Salazar Vai ao Cinema 2. A «Política do Espírito» no «Jornal Português». Doutorada em Ciências da Comunicação com uma tese sobre cinema colonial e propaganda, é investigadora do Centro de Investigação de Media e Jornalismo e foi assessora da presidência do Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimédia.

Jorge António
Nasceu em Lisboa, a 8 de Junho de 1966. Cedo se dedicou ao cinema, desenvolvendo uma actividade cine-clubista e realizando filmes amadores em Super 8. Formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa especializou-se na área de Produção (1988).
Tem colaborado com as principais produtoras portuguesas em dezenas de produções audiovisuais. Participa em Portugal e no estrangeiro em encontros, conferências, festivais, workshops e fomenta e colabora na edição de livros e revistas de cinema. Em Angola é, desde 1995, produtor da Companhia de Dança Contemporânea, com espectáculos em inúmeras cidades em países de África, Ásia, América, Europa. Foi consultor do Instituto Angolano de Cinema e membro fundador do FIC – Festival de Cinema de Luanda (2008). Em 1991 estreou-se como realizador com a curta O Funeral, prémio para Melhor 1.ª Obra no Festival do Algarve e em 1992 filma O Miradouro da Lua, sua 1.ª longa-metragem e 1ª Co-produção oficial entre Portugal e Angola.



Porto Editora: Palavra do Ano conhecida amanhã



Polémica biografia de Jesus, nas livrarias em fevereiro de 2014, será adaptada ao cinema

O livro de Reza Aslan, O Zelota: A Vida e o Tempo de Jesus de Nazaré, vai ser adaptado ao cinema. A produtora Lionsgate adquiriu os direitos de adaptação da polémica biografia que mostra o lado mais humano e político de Jesus.
Após uma entrevista concedida à Fox News que se tornou viral nas redes sociais, Reza Aslan, um académico muçulmano de 41 anos, viu disparar o interesse no seu livro, catapultando-o para o top do New York Times e garantindo a venda dos direitos para dezenas de países. A notícia da adaptação ao cinema é o corolário dessa onda de atenção mediática em redor do livro. De acordo com um dos produtores, Aslan “escreveu um livro notável que consegue trazer o mundo antigo para o nosso tempo.”
O Zelota: A Vida e o Tempo de Jesus de Nazaré será publicado pela Quetzal em fevereiro de 2014.
«A ênfase de Aslan nos factos históricos e humanos é muito mais interessante do que o dogmatismo teológico. Este livro faz justiça ao Jesus real.» San Francisco Chronicle

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O Terceiro Bispo - Frederico Duarte Carvalho [Opinião]

Título: O Terceiro Bispo
Autor: Frederico Duarte Carvalho
N.º de Páginas: 304
PVP: 17,76 €


Sinopse: 
As profecias de São Malaquias anunciam que este é tempo do último papa antes da destruição da Igreja.
O monge de Pádua previu um papa vindo de longe para morrer.
O Terceiro Segredo de Fátima revela o assassinato do bispo vestido de branco.
Mas, em Roma, existem hoje dois papas, dois bispos vestidos de branco. Quem é o verdadeiro papa e qual deles será o escolhido de Deus para morrer pela salvação? Será o Papa Bento XVI? Ou o Papa Francisco?
E como se vê um jornalista português desempregado envolvido num plano que vai de Fátima ao Vaticano e parece querer transformá-lo na «mão de Deus» para cumprir as profecias?

A minha opinião:
Foi a minha estreia com um livro de Frederico Duarte Carvalho e gostei bastante do que encontrei. Um livro com muita intriga, com uma história, apesar de não ser muito original, bem escrita e entusiasmante.

O facto de estar relacionado com o Segredo de Fátima e remetê-lo à actualidade deixou-me ainda mais curiosa para chegar ao final.

Três sem-abrigo aparecem mortos, mas ao que tudo indica serão mortes naturais. O facto de aparecerem mortos em três dias seguidos e em locais conhecidos em Lisboa, aparentemente não levam a que a Polícia Judiciária investigue as suas mortes. O primeiro foi encontrado na coluna Salazar no Terreiro do Paço. Foi amarrado pelo pescoço, mas a autópsia revela que terá morrido afogado. O segundo, encontrado no Largo de Santo António, foi vítima de uma pancada na cabeça, embora o relatório da autópsia tenha revelado que sofreu uma queda fatal. O terceiro sem-abrigo apareceu junto da Igreja de S. Julião e embora a autópsia tenha revelado que terá sofrido um ataque cardíaco, foi esganado até à morte.

Os locais onde foram encontrados vão ser preponderantes para a descoberta do enigma, assim como as inscrições nos seus corpos...

O caso torna-se mais relevante quando uma loira misteriosa chega aos escritórios de António Fagundes, um advogado lisboeta e, a troco de 30 mil euros, pede que este comece a investigar a morte dos sem-abrigo. É aqui que entra em cena o ex-jornalista do Diário de Lisboa, Joaquim Barata. Barata continua com jornalismo, como freelancer, mas dedica-se a investigar casos nas horas vagas (o que nos dá a esperança de que poderão surgir mais livros com estas personagens).

A investigação envolve mais um jornalista, ex-colega de Joaquim Barata, e um professor da Universidade Católica, cujas informações serão extremamente relevantes para a conclusão do caso. O professor estabelece relações com as professias de São Malaquias (que podem ver aqui) e com o Terceiro Segredo de Fátima deixando os leitores a pensar em muitas das coincidências que vão surgindo e que aconteceram no passado.

Quem é um católico ferveroso e acredita em tudo o que aconteceu a 13 de Maio de 1917 vai ficar chocado com as explicações para a Aparição de Fátima.

De Fátima chegamos ao Vaticano, com uma tentativa de assassinar o Papa Francisco...


Adorei este livro que finalizou as minhas leituras de 2013 e recomendo a quem não o leu, pois certamente será uma óptima leitura para começar o ano em grande!
 


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Um Céu Demasiado Azul - Francisco José Viegas [Opinião]

Título: Um Céu Demasiado Azul
Autor:
Francisco José Viegas
Págs.: 320
PVP: 15,50 €

Em Um Céu Demasiado Azul, Jaime Ramos, o protagonista dos livros de Francisco José Viegas, investiga a morte e João Alves Lopes, ex- -militante de um partido de esquerda em Portugal que envereda por uma carreira bem-sucedida no mundo da publicidade, e cujo corpo é encontrado no próprio carro. A investigação, realizada com a colaboração de Filipe Castanheira, aponta para Amélia Lobo Correia, uma stripper que vai de cidade em cidade, uma estudante de filosofia que não conseguiu concluir o curso.
A investigação (que arrasta Jaime Ramos até Cuba e ao México) mergulha no passado e reconstitui uma história de amores não correspondidos, traições, solidão, vontades interrompidas e sonhos desfeitos. Porém, por detrás deste crime e dessa mulher, cruzam-se os destinos que arrastam consigo a memória de paixões nunca resolvidas nem consumadas num Portugal medíocre, novo-rico e hipócrita. É uma história de coincidências e de azar, que leva Ramos e Castanheira a procurar não o autor de um homicídio, mas os sinais do desaparecimento, do abandono, da mentira, da vingança e da solidão.

A minha opinião: 
Fã do inspector Jaime Ramos desde a primeira investigação que tive a honra de acompanhar, não consegui resistir à leitura deste livro já antigo, mas com uma capa tão bonita! Em Um Céu Demasiado Azul Jaime Ramos vai investigar a estranha morte de um jovem publicitário que é encontrado assassinado dentro do seu carro. O corpo é encontrado por um GNR que estranha um carro abandonado num local tão estranho. Quando abre a bagageira depara-se com o corpo, ao qual estranhamente falta um sapato.

Filipe Castanheira, inspector nos Açores, e já conhecido dos leitores dos policiais de Viegas, é também solicitado, por Ramos, para ajudar a resolver o crime, enquanto o inspector portuense e portista precisa de viajar para o México e Cuba a fim de dar continuidade à investigação. Castanheira que é destacado do continente para a ilha açoriana onde vive uma relação tranquila, embora perigosa com Isabel.

A relação com Rosa já é evidente, embora Ramos goste sempre de flirtar com outras mulheres, não se coibindo de manter relações, se bem que esporádicas, com outras mulheres.

O gosto pelo Porto e pela região transmontana é por demais evidente na escrita de José Viegas demarcando sempre as duas regiões nas suas obras. No entanto, as duas regiões partilham o protagonismo com México, Cuba e Ponta Delgada.

A investigação leva-o assim a deslocar-se a vários locais que a burocracia obriga, descobrindo que a vítima é filho de uma pessoa influente na política portuguesa, o que poderá colocar entraves na investigação. A ligação deste com duas strippers que actuam na região transmontana, talvez as últimas pessoas a verem a vítima com vida, poderá ser de suma importância para a resolução do crime, mas uma estranha viagem para o México e logo a seguir para Cuba, vai deixar intrigado Ramos, que apesar do calor e da vontade de regressar ao seu Porto, sempre com pouca vontade de trabalhar, não descansa enquanto não resolver o problema.

Não foi o melhor livro de Jaime Ramos, mas foi uma leitura extremamente agradável.