quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Livros com a Sábado

A revista Sábdo vai lançar a 3.ª série da sua bliblioteca, com grandes autores mundiais. Aqui vai a lista:
O Amante - Marguerite Duras - 18 de Setembro
O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco - 25 de Setembro
Meriadiano de Sangue - Cormac McCarthy - 2 de Outubro
Gabriela, Cravo e Canela - Jorge Amado - 9 de Outubro
Sputnik, meu amor/Kakfa à beira-mar - Haruki Murakami - 16 de Outubro
Uma conspiração de estúpidos - John Kennedy Toole - 23 de Outubro
O Historiador - Elizabeth Kostova - 30 de Outubro
O Carteiro de Pablo Neruda - António Skármeta - 6 de Novembro

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Filha da Minha Melhor Amiga - Dorothy Koomson [Opinião]

A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre. Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta...
A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adopte a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate. Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração? Uma viagem dolorosa e comovente de auto-conhecimento, uma leitura de cortar a respiração. Mais de 330 000 exemplares vendidos. "Best-seller" no Reino Unido.
A minha opinião
Um livro bastante impolgante, que me prendeu desde a primeira página. A relação comovente entre Ryn e Tega, filha da traição da sua melhor amiga com o seu noivo, cujo casamento estava marcado já marcado, faz com que pensemos que o perdão é sempre possível. Apesar de não ter tido tempo de dizer à sua amiga que a tinha perdoado a traição que lhe tinha feito, Ryn sente que Adele sabe que no fundo, ao adoptar a sua filha, já foi perdoada. Para uma pessoa como Ryn que nunca desejou ter filhos, a lufada de ar fresco que Tega colocou quando veio viver com ela, fez com que mudasse a sua vida para sempre.

Alma e os Mistérios da Vida – Luísa Castel-Branco [Opinião]

A história de uma mulher invulgar num país mergulhado nas trevas e na ditadura.


“Na noite em que nasceste, madrugada adentro, coisas estranhas aconteceram.” Começa assim a história de Alma.
Depois dessa madrugada o destino da criança de cabelos cor de fogo estava traçado. Particularmente dotada, inteligente, sensível e com uma percepção paranormal da realidade, Alma é olhada na pequena aldeia como um ser estranho.
Rejeitada pela família e pelo povo, encontra refúgio junto de uma velha mulher, a Ti Ifigénia, também ela isolada e considerada bruxa. Num dia de Outono, a mãe de Alma, que tinha como verdade assente que a filha era um caso perdido, envia-a para Lisboa como criada de servir. Na casa de Dona Sofia, a menina de cabelos cor de fogo é acolhida e educada como uma filha e pela primeira vez Alma sente-se amada e desejada.
A partir dali, o seu futuro será, para o bem e para o mal, para o melhor e para o pior, completamente diferente do seu passado. Um retrato impressionante do Portugal profundo dos anos 50. Um mundo rural dominado por medos, superstições e ignorância. Um mundo da capital do país em que a mentalidade burguesa desconfia de todos os comportamentos que fogem dos estereótipos da época. A história de Alma atravessa-se com histórias de muitas vidas, seres de luz, que, mesmo num ambiente hostil e com um destino que rouba à nascença a felicidade e o futuro, iluminam caminhos.
A minha opinião
Comprei este livro com bastante curiosidade porque ao ler a sinopse acabei por gostar bastante da história que esta transmitia: diferentes gerações, em diferentes tempos, na ditadura, e diferentes extractos sociais, tudo aqui é retratado por Luísa Castel-Branco, conhecida apresentadora de televisão e cronista. Apesar da história ser envolvente há alguns aspectos que não posso deixar de referir e que poderiam ter sido vistos e revistos, tanto pela autora como por parte da pessoa que faz a revisão do livro, alguns erros ortográficos: perca de alguém não existe, existe sim, perda. Perca só é utilizado como verbo quando está no presente do conjuntivo “que se perca”, por exemplo. Mais à frente utiliza um verbo na segunda pessoa do singular, e troca-o pela segunda do plural. Erro crasso para quem é uma grande comunicadora.
Mas à parte isso, o livro lê-se lindamente, tendo uma história excelente.