segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Segredo de Shakespeare - Jennifer Lee Carrel [Opinião]

Título: O Segredo de Shakespeare
Autor: Jennifer Lee Carrel
Edição/reimpressão: 2007
Editor: Bertrand Editora
P.V.P.:
19,90€

Sinopse:

Kate Shelton, uma excêntrica directora de produção do teatro Globe envolvida numa produção de uma peça de Shakespeare, recebe da amiga Roslind Howard uma misteriosa caixa com a indicação de conter uma descoberta assombrosa. Porém, antes de Kate se debruçar sobre essa intrigante segredo, o teatro arde e um dos actores é assassinado. Dentro da caixa Kate encontra a primeira peça de um quebra-cabeças shakesperiano, conduzindo-a a uma caça ao tesouro alucinante. Desde Londres a Harvard, Kate tentará escapar a um assassino que tudo fará para ficar na posse do segredo de Shakespeare.

A minha opiniãoFaltavam apenas três semanas para a estreia de Hamlet no Globe Theatre, em Londres, quando Kate Stanley recebeu uma inesperada e misteriosa visita nas galerias do teatro mais famoso da Inglaterra. Escolhida para dirigir a mais bela jóia da coroa teatral britânica, a jovem americana jamais poderia imaginar que Rosalind Howard, uma exuberante e excêntrica professora de Shakespeare em Harvard, fosse ao seu encontro. O relacionamento entre as duas estava um pouco afastado a partir da altura em que Kate decidira trocar a carreira académica pelo teatro três anos antes. Mas a visita de Ross escondia outras surpresas. Em poucas palavras, ela confiaria
à sua ex-discípula uma pequena caixa envolta em papel dourado. Kate ainda não sabia, mas um cobiçado e valioso segredo de Shakespeare mudaria para sempre a sua vida.Ainda aturdida com a visita de sua ex-professora em Harvard, Kate Stanley começa a suspeitar do conteúdo do seu presente quando o Globe Theatre se incendeia misteriosamente e Rosalind Howard é encontrada morta nas dependências do teatro. Ao contrário do que se poderia imaginar, a Rainha do Bardo não fora uma vítima do incêndio que assombrou Londres naquela noite. Exactamente como o pai de Hamlet, na peça de Shakespeare, Ros morreu com uma marca de agulha atrás da orelha direita. E as coincidências com a obra e a vida do dramaturgo inglês não param por aí.Estudiosa dos mitos que cercam a trajectória de Shakespeare, Kate lembra-se dos tempos da faculdade quando percebe que o incêndio que quase destruiu o Globe Theatre aconteceu numa terça-feira, 29 de Junho, precisamente no mesmo dia em que em 1613, chamas criminosas tinham incendiado o Globe Theatre. Desconfiada de que Ros lhe confiou um segredo extremamente perigoso, a jovem directora precisa seguir as pistas deixadas pela sua ex-mestra a fim de desvendar este mistério. Em cinco actos, como uma própria personagem da dramaturgia de Shakespeare, Kate Stanley lança-se numa aventura que pode culminar no achado de uma relíquia até então oculta do autor de Macbeth.Numa frenética investigação nos Estados Unidos e em Inglaterra, Kate contará com a ajuda de Sir Henry, um consagrado actor em fim de carreira, e de Ben, um desconhecido sobrinho de Rosalind Howard. Sempre no seu encalço, o determinado inspector britânico Francis Sinclair também acaba por se tornar numa figura omnipresente numa arriscada missão de encontrar o segredo do bardo inglês. Recebido com entusiasmo pela crítica e pelo público dos EUA, o romance de estreia da professora de literatura inglesa e americana Jennifer Lee Carrell, O segredo de Shakespeare, passeia com maestria pelas minúcias da obra do bardo inglês e pelos mistérios que cercam a sua identidade. Numa trama repleta de suspense, perseguições e assassinatos, a autora norte-americana vai construindo um enigmático quebra-cabeças que pode apontar para uma obra até então desconhecida de Shakespeare.

William Shakespeare amplamente considerado como o maior dramaturgo inglês e um dos mais influentes no mundo ocidental, nasceu no século XVII. O total das suas obras, das que permaneceram ao longo do tempo, constam 38 peças, 154 sonetos, dois poemas de narrativa longa, e várias outras poesias. Das obras destacam-se Romeu e Julieta, Hamlet, Rei Lear e Macbeth, entre outras.
O certo é que pouco se sabe sobre a sua vida. Segundo alguns estudiosos, casou-se com Anne Hathaway aos 18 anos, tendo tido três filhos: Sussana, Hamnet e Judith Quiney, estes dois últimos gémeos. Entre os anos 1585 e 1592, Shakespeare começou uma carreira bem-sucedida em Londres como actor, dramaturgo e proprietário da companhia de teatro Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Ao que tudo indica após ter reformado a Stratford, em 1613, morreu três anos depois.
Muito se especula sobre a sua identidade, sexualidade e convicções religiosas e, sobretudo, sobre a autoria das suas peças, pois há algumas teorias que atestam que nunca tenha existido realmente e as suas obras tenham sido compostas por outras pessoas.
A maioria das informações que se fazem acerca de William Shakespeare são meras especulações derivadas de estudos, leituras, interpretações, pontos de vista, hipóteses, lógicas. A única coisa que se tem certeza absoluta é que as peças atribuídas a Shakespeare marcaram praticamente todos os séculos seguintes, começando pelo tempo em que viveu.
Acredita-se que Shakespeare possuiu uma formação académica incompleta, uma vez que, segundo alguns biógrafos, Shakespeare precisou de trabalhar cedo para ajudar a família, aprendendo, inclusive, a tarefa de esquartejar bois e até abater carneiros. Foi em Londres onde se atribui a Shakespeare os seus momentos de maiores oportunidades para destaque. Biógrafos sugerem que sua carreira deve ter começado por volta de 1580. Ao lado do The Globe, do qual se tornou sócio anos mais tarde. Em 1613, O Globe Theatre foi destruído pelo fogo. Onde começa o livro de Jennifer Lee Carrell.
Uma das pessoas que poderão ter escrito as obras de William Shakespeare foi Francis Bacon, até porque algumas partes do diário de Bacon são transcritos literalmente na obra “Rei Henrique VI”, atribuída a Shakespeare. A erudição e conhecimento clássico presentes nas obras assinadas por Shakespeare levantam demasiadas suspeitas quanto à sua autoria, uma vez que só poderiam ter sido escritas por alguém que fosse simultaneamente um grande pensador e que convivesse com os altos círculos de poder político, não podendo ser criadas por uma jovem actor, com poucos estudos, como Shakespeare.